domingo, novembro 12, 2006

O meu momento Professor Marcelo



Hoje apetece-me comentar. No meu esforço de revisitar posts antigos aqui do meu estaminé. Quando não fui eu dar com os comentários devidamente preenchidos ao meu post sobre o Tony Carreira. Isto um tipo já sabe, neste país ninguém se pode meter com assuntos sagrados como Fátima, o Fado, o Futebol e o Tony Carreira. Mas como eu sou audaz meti-me como ele... salvo seja...

Eu não venho para aqui mandar vir com comentários alheios, porque se eu tenho a opção de comentários é porque gosto de saber o que as pessoas acham dos posts. Por isso até fiquei bem contente por receber acérrimas defesas do referido cantor. Isto porque sou um democrata. Também sou um psicopata, mas isso não interessa tanto para o presente assunto.

Dentro desse espírito de democracia, resolvi que hoje não vou comentar em estilo galhofeiro nenhuma bela trilha do Tony Carreira, mas vou isso sim comentar os dois comentários que me fizeram, esperando assim obter, quiçá, mais algumas respostas irritadas e acesas... É que estou mesmo a precisar de voltar a dar vida ao blog.

Para quem não se lembra o post em causa é este.

Ora um indivíduo que dá pelo nome de Tonydependente (eh pá, não comecem a fazer trocadilhos com toxydependente, vocês são danados) escreveu:

"Ao menino dono deste blog:
O Tony é simplesmente o maior e o melhor cantor que Portugal alguma vez já viu,(como é k não serão os outros) portanto reduza-se à sua insignificância e deixa o homem fazer a vidinha dele!!!"

Fico contente por me acharem um menino. É que os anos passam e de vez em quando somos levados a questionar a nossa juventude. Quanto ao Tony ser o melhor cantor de Portugal, o Toxy acha que sim, não vou contrariá-lo, mas o maior é mentira. Lembro que pelo menos o Rui Reininho e o Luís Represas são mais altos, por isso estamos aqui perante uma falácia. Reduzir-me à minha insignificância é a minha especialidade, portanto assim o farei. Deixar o homem ir à vidinha dele... é a minha outra especialidade, que eu não quero nada com homens (embora respeite quem queira, se não começo já a receber comentários odiosos outra vez).


Mas a investida da malta com uma vida muito interessante, que passa por ir a concertos de qualidade indubitável, não ficou por ali e uma Mariana atirou:

"ó meu granda palhaço!olha fartei me de rir com o gozo que fizeste com a musica do tony carreira!deves pensar que tens muita piada tu.é por haver gente como tu que isto anda assim.só podridão!ca nojo!Pois fica sabendo que o Tony ta simplesmente a cagar se para gente como tu.eu so fã dele,e nao gosto nada de andar a ler estas merdas sobre uma pessoa que nao merece,que tem lutado para chegar onde chegou.a fama nao lhe caiu do céu!nao ficou famoso por andar a fazer blogs de merda como o teu.foi pelo talento dele e pela sua humildade.PALHAÇO!"

Gosto sobretudo do epíteto de palhaço no princípio e no fim do comentário. Tendo eu o audaz objectivo de tornar este blog minimamente humorístico... ser designado de palhaço foi o mais caloroso elogio que algum leitor do blog me ofereceu até hoje. Depois diz que se fartou de rir e mais uma vez fiquei agradado. Gosto ainda do estilo Saramago com que o comentário está escrito. Acho que depois de Orhan Pamuk... só Mariana Fã de T Carreira se poderá prestar a ganhar o Nobel. Depois de repente a esquizofrenia revela-se e afinal eu sou o estandarte do nojo, da podridão e daqueles que maltratam quem tanto lutou para chegar onde chegou. Ora eu nunca gozo com a luta das pessoas, tirando uma vez em que gozei com um amigo meu, mas é que ele lutava mesmo à menina. Se a cara Mariana tivesse uma vida, percebia que isto é tudo galhofa, e que à mesma hora que eu estava a brincar com a letra de uma canção, estava o Tony a parodiar com a falta de precisão do meu corte cirúrgico ou com a maneira totó como eu prescrevo vitaminas a toda a gente.

Tenho dito...

Iscrever male é qui é, tá-çe beim



Hoje à hora de almoço deparei-me com mais um dos frequentes erros que enchem de glamour as barras noticiosas dos telejornais. No caso, a TVI noticiava que "Um Rally-Paper tinha sido a forma escolhida para comemorar o aniversário do Conselho da Trofa". Não sei que Conselho da Trofa será esse... se um conjunto de pessoas iluminadas, se uma comissão destinada a avaliar a Trofa, se o que seja.

Mas seja o Conselho o que for, era agradável que aconselhassem a jornalista responsável pela escrita das ditas barras a aprender a diferença entre um Concelho e um Conselho, talvez até entre uma Descriminação e uma Discriminação, ou temas do género. Aí sim, o conselho levaria ao bom uso do concelho.

sábado, novembro 11, 2006

As estrelas são cegas



Ter um pai dono da cadeia Hilton permite uma catrefa de extravagâncias, desde aparecer em vídeos pornográficos caseiros na internet a ver músicas produzidas por grandes estúdios. Vamos ver como Paris coordena tão vastas actividades nesta análise da letra de "Stars are Blind".


"I don't mind standing sometime
Just hanging here with you (será uma homenagem ao cãozinho Tinkerbell?)
Cause I don't find too many guys
That treat me like you do (ai não, afinal é a um dos famosos matulões...)
Those other guys all wanna take me for a ride (ela não, são eles...)
But when I walk they talk of suicide
Some people never get beyond their stupid pride (é verdade... preconceituosos!)
But you can see the real me inside (consta que sim, consta que sim...)
And I'm satisfied oh no oh

Chorus:
Even though the gods are crazy (pois, quem paga agora são eles)
Even though the stars are blind (são elas e o Stevie Wonder)
If you show me real love baby (até já os bebés são metidos ao barulho)
I'll show you mine (aparentemente algo que a Paris faz com facilidade)
I can make you nice and naughty (sem comentários)
Be the devil and angel too (versos repetidos não vale, hein?)
Got a heart and soul in body (isto sim é filosofia do mais alto quilate)
Let's see what this love can do
Maybe, I'm perfect for you (you = tudo o que se mexa)

sexta-feira, agosto 18, 2006

O meio-dia e a pseudo-xenofobia



O Verão, ai o Verão... Tempo de praia, calor, bebidas frescas, pessoal despassarado a sair com o carro à toa pelas ruas das vilas de veraneio, enfim, uma maravilha.

Como amante do Verão que sou, lá andei a aproveitar-me de umas praias portuguesas, e rapidamente cheguei à conclusão de que algo de estranho se passava com os meus horários. Porque sempre que saía da praia ao meio-dia e pouco deparava-me com filas intermináveis, de famílias completas (e isso inclui o frango e as batatas Tititi que trazem para o almoço), em direcção contrária à que eu tomava.

Segundo a A, isso tem uma explicação. Quem vai ao meio-dia para a praia sabe que os tontos que de lá saiem ao meio-dia vão deixar um lugar vago e é isso que justifica a sua ida a essa hora.

O que se consegue com isso é algo como um lagosta-style parecido com o da imagem que encabeça o post, mas o objectivo final de quem vai a essa hora é ficar idêntico ao senhor da imagem do post de baixo, de onde vem o meu conceito de pseudo-xenofobia. Então o típico português passa o ano todo a queixar-se dos afro-lusos e depois tem por missão de vida tentar ficar com a cor deles?

Strange...

domingo, junho 18, 2006

Eu participo!



Os professores das crianças que copiam mais porque vivem num país corrupto (ver o post abaixo deste) receberam agora a notícia de que os encarregados de educação vão participar na avaliação da qualidade dos professores.

Perante a indignação geral, a Ministra da Educação aprontou-se a dizer que a participação dos encarregados seria "minimalista". Em primeiro lugar, para mim seria deveras interessante que colocassem como ministros do meu país pessoas que conhecessem o significado das palavras, e penso que aqui a nossa Ministra quereria dizer "mínima" e não "minimalista", uma vez que estou a imaginar os pais a preencher a avaliação...

"Ó Mário, o que achas disto, vou pôr aqui uns floreados nesta linha da avaliação, e depois se calhar um estilo mais barroco na parte de baixo, quem sabe com uns dourados e
umas purpurinas espalhadas..."
"Não, não, Jacinta, não te esqueças que a avaliação tem de ser minimalista. Escreve só o que achas, a preto com fundo pastel... e ponto final."

Mas além disso, penso que esta participação activa devia ser levada para outras profissões. Portanto, de hoje em diante serão muitas as solicitações diárias: sai-se da oficina e vai-se avaliar o trabalho feito ("Eh pá, por esta curva que fiz, acho que os pistons estão só mais ou menos"), vai-se ao café e avalia-se o belo do bolo ("Hmm, avise o vosso fornecedor de pastelaria que esta bola de Berlim deveria conter aproximadamente mais 15 gramas de ovo no creme"), ou vai-se à bola e avalia-se o trabalho do Fernando Santos ("Aqui declaro, por minha honra, que não quero só gregos na equipa").

Assim parece-me que esta medida veio abrir um precedente, e baseado nela, resta-me concluir que, de hoje em diante, passará a haver um Professor Marcelo Rebelo de Sousa
em cada um de nós, com a capacidade para tudo comentar e classificar. 20 valores!

A lógica da batata



É hoje notícia no Diário de Notícias a brilhante descoberta de que os "Alunos copiam mais nos países mais corruptos".

Esta notícia é realmente surpreendente. Eu fui mesmo, pode dizer-se, apanhado de surpresa, uma vez que sempre pensei que quem copiasse mais fossem os finlandeses, suecos, dinamarqueses, noruegueses e canadianos.

Aliás, tenho já a capacidade de prever novas notícias para breve, em registo semelhante:

"Cidadão dos países mais corruptos fogem mais aos impostos"

"Pessoas que mais ficam a dever o que pediram emprestado encontram-se nos países mais corruptos"

"O nível de condução é consideravelmente pior nos países mais corruptos"

"Há mais baixas fraudulentas nos países mais corruptos"

Tudo notícias que derivam de uma investigação jornalística brilhante e muito muito minuciosa. Precisámos de anos e anos para chegar a tais conclusões.

Parafraseando os DZR'T (que também são triunfadores num país mais corrupto, sem que disso tenham culpa, entenda-se)... "Ah Yeaaaaaaaaah"

quinta-feira, maio 04, 2006

O post sério



Este não é para rir, mas sim para aplaudir. Falo da medida da Presidente da Câmara de Vila de Rei, em "importar" 60 famílias brasileiras até final de 2008, para trabalhar em vários postos de emprego do concelho.

O concelho, situado exactamente no centro geográfico do país, até não apresenta taxa de desemprego considerável, mas debate-se com a realidade de muitos dos que lá trabalham serem residentes nos concelhos limítrofes. Esta medida é assim um tiro no alvo, na direcção de fixar habitantes no concelho a curto prazo, e de tentar até aumentar as taxas de natalidade a médio ou longo prazo.

Não faço a mínima ideia da cor política desta presidente, mas nem me interessa. Tiro o chapéu à ideia, que não é aliás original, porque segue a forma inteligente como, por exemplo, americanos e australianos utilizam a imigração para povoar zonas desertificadas dos seus vastos territórios e não só e apenas para engarrafar ainda mais as grandes cidades.

Tapa-carros



Cada vez se ausenta mais do panorama visual das ruas portuguesas aquela que foi uma moda bem presente durante muitos anos.

Falo, pois claro, dos oleados cinzentos que serviam para tapar (e proteger) o carro, aquando do seu estacionamento. Era uma bela moda, uma vez que além de colorir de alegre cinzentão os arrebaldes dos passeios, devia confundir o pobre condutor. Imaginemos o fulano X, que sai de casa para ir para o trabalho e vê uma rua plena de carros cobertos de cinzento. Eu sei que aquilo tinha a matrícula escrita por fora, mas mesmo assim não devia ser fácil a minuciosa investigação.

Já para não falar dos pobres larápios, que tinham de violar o oleado para descobrir em primeiro lugar qual o carro oculto (tipo "surpresa da Kinder") e depois aquilatar da possibilidade de o assaltar ou vandalizar.

Enfim, a tradição já não é o que era...

segunda-feira, abril 10, 2006

We are not dead

O Oranginalidade não está morto! Apenas anda numa pausa forçada, devida ao caudal de trabalho que tem chovido em cima deste vosso servo.

There you go...

domingo, fevereiro 19, 2006

Ambição é mato!



Facto: Portugal teve uma participação surpresa nos Jogos Olímpicos de Inverno, através do esquiador de fundo luso-americano Dany Silva (não confundir com o alegre canconetista africano, não foi esse que se fez à neve...).

Problema 1: Quando questionado sobre o seu desejo para este campeonato, o português disse que os seus objectivos eram participar e não ficar em último. É aqui que entra o problema da ambição. Mais valia ele "mourinhizar-se" e dizer que estava lá para limpar aquilo. Os adversários iriam tremer de medo (embora parte dessa tremura fosse do frio) e mesmo urinar-se pernas abaixo, urina essa que iria derreter a neve debaixo dos seus pés e impedir que chegassem ao final. Há que ter visão de futuro e ambição a longo prazo.

Problema 2: Dany foi também questionado sobre o que o preocupava mais, ao que terá respondido: "As condições climatéricas, particularmente a neve". Bem, o rapaz não tem a culpa de ter treinado durante meses na areia das praias lusas, mas ninguém lhe desculpa que naquele domingo branco que "assolou" Portugal, não tenha ido treinar intensivamente para a A1, fazendo repetidas vezes o trajecto Pombal-Santarém, para os dois lados.

Problema 3: Lá decorreu a prova e o nosso Silva ficou num honroso 96º lugar entre 99 concorrentes, sendo que houve duas desistências. O que ainda estamos a apurar é qual foi a táctica da participação portuguesa para boicotar a prova do pobre atleta que ficou em 97º e assim cumprir de forma gloriosa os objectivos almejados.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Piada má



Quais são os teus hobbies?

Os meus hoobies são o Hobbie tuário, o Hobbie Kwelu e o Hobbi Wan Kenobi.

domingo, janeiro 29, 2006

O V Império

Notícia de última hora!
Mais uma vez o Oranginalidade está na vanguarda da informação e encontra-se em posição priviligiada para poder afirmar que Portugal está finalmente a recuperar da sua difícil situação economico-social e que no espaço máximo! de 3 meses se tornará a maior potência europeia, e até ao fim do ano de 2006 na maior potência mundial!
Esta informação foi assegurada pelo nosso Departamento de Estudo e Investigação de Fenómenos Paranormais (que como todo o bom departamento é mais conhecido pelas suas iniciais... DEIFP), que recolhe já reconhecimento a nível internacional. Segundo José Cid, director do DEIFP - para todos os que se interrogam como é que este marco da música portuguesa chegou a um cargo de tão alto gabarito nesta área destinada a apenas alguns eleitos, relembro apenas as suas sábias palavras... "cai neve em Nova Iorque, faz sol no meu país, faz-me falta Lisboa para me sentir feliz"... acho que é prova mais que suficiente e que ultrapassa todo e qualquer cepticismo que pudesse surgir -, mas continuando, segundo José Cid esta afirmação é apoiada não por especulações, mas sim por factos:

Oranginalidade - Zé, como pode afirmar com tanta certeza que Portugal vai recuperar tão rapidamente da dificil situação em que se encontra?

José Cid - Bem, para além de ser uma previsão minha, o que só por si seria suficiente, esta minha afirmação baseia-se em factos recentes que apontam para uma grande mudança nas forças de equilíbrio do mundo. Senão vejamos:

- o Governo finalmente anunciou medidas que visam a diminuição da burocracia;

- pela primeira vez Portugal tem um Presidente da República de direita;

- Bill Gates vem a Lisboa e há a perspectiva de um qualquer tipo de cooperação ou interacção com a Microsoft;

- e pelos vistos também se vão construir uns aviões para os lados de Paços de Ferreira;

Estes factos por si só, de tão fora do comum que são, porventura seriam suficientes para prever uma grande alteração no panorâma internacional como por exemplo, o fim do mundo!
Mas se observarmos com mais atenção, os sinais apontam para algo muito maior que a simples destruição do mundo como o conhecemos. Continuemos então a ver quais são esses sinais:

- o Sporting vai ganhar à Luz por 1-3;

- neva em praticamente 2/3 do território nacional, inclusive Lisboa, coisa que não acontecia há mais de 50 anos, e não há registo de acidentes nas estradas nem de operações especiais da BT;

- o Tony Carreira continua a fazer sucesso e a encher concertos;

- há novo jackpot no euromilhões;

- o Brad Pitt vai ser pai e a mãe é a Angelina Jolie; (com esta última afirmação espera-se que muitas pesquisas do google sejam redireccionadas para este site, e já agora aproveitamos para acrescentar 'all you want to know about' Anna Kournikova, Jennifer Aniston, Halle Berry, photos, movies... e é capaz de já ser suficiente)

- o novo equipamento principal da selecção nacional é todo! vermelho (ou carmim, magenta, etc....) e o secundário é todo preto;

Acha que preciso de continuar a enumerar estes estranhos fenómenos que têm ocorrido nos últimos tempos?!? Do meu ponto de vista, a mensagem é bastante clara, como disse o meu colega Luíz Vaz, Portugal vai finalmente construir o V Império!!!

sábado, janeiro 28, 2006

Lista útil

Também hoje, deixo-vos aqui com a fantástica lista dos bares e restaurantes de Lisboa criados a pensar nos não-fumadores e no oxigénio que estes necessitam para respirar:























Pois...

Onde param as adaptações?



É do conhecimento geral (ou quase geral) que as telenovelas da noite da TVI, desde há já alguns anos, têm nomes que são iguais ao nome de determinada música portuguesa. Essa música figura então invariavelmente no genérico.

Pensando que a TVI vá continuar a apostar no produto nacional e na mesma forma de nomear as telenovelas, o Oranginalidade presta-se a sugerir mais algumas músicas para esse efeito. Vamos aliás mais longe e até levantamos a ponta do véu (o noivo que não se zangue!) sobre possíveis argumentos.

"Aperta aperta com ela"
- novela passada nos calabouços da PSP, em que dois polícias tentam convencer uma prostituta a convencer quem é o seu chulo e onde é que ele está.

"Depois de ti mais nada" - bela história de amor entre um idoso e um caixão de pinho. A acção decorre entre a Agência Funerária Silva, o Hospital de São José e o Cemitério do Alto de São João.

"Maria Albertina deixa que eu te diga" - a história passa-se em casa da Maria Albertina e envolve os mais variados conselhos das mais variadas pessoas a quem, a quem? À Maria Albertina, pois claro está...

"Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti" - esperam-se recordes de audiência com esta bela trama, que mete macacos, bananas e selva, muita selva. As gravações vão decorrer na Serra de Sintra e há grandes expectativas quanto à participação de Tony Ramos no papel principal.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Nelas a distrito!



Portuguesas e portugueses, aproveitando este dia pós-eleitoral, venho desde já sugerir ao novo Presidente da República uma excelente ideia, que poderá até pôr em prática nos seus primeiros tempos de presidência. Senhor Presidente Professor, sugiro-lhe que não se engane, que não tenha dúvidas e que eleve Nelas a capital de distrito! Sim, porque o povo de Nelas merece não ser apenas uma mera capital de concelho.

E porquê, perguntam vocês? Não é fácil gramar com os habitantes de Canas de Senhorim a poucos quilómetros de casa. Julgo que o povo de Nelas descende directamente de Viriato e das suas pacientes esperas pelas serras beirãs, de modo a vencer batalhas.

Os tipos de Canas de Senhorim são tão melgas que qualquer dia fundam uma organização conjunta com os Amigos de Olivenza, qualquer coisa como "Os Amigos de Canas de Olivenza Senhorim".

Recomendo também ao Ministro das Finanças que pondere seriamente a contratação do povo de Canas de Senhorim para mecanismo de pressão sobre os contribuintes em falta. É só pôr o grupo aos berros "Canas a concelho" à porta do devedor, e decerto não passarão mais do que minutos até o torturado marialva se dirigir a duzentos à hora para a repartição das Finanças mais próxima, de modo a pagar o devido e ver-se livre de uma peste sem igual.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Tony Carreira, um tuga à maneira!



Para marcar o tão aguardado regresso ao activo do Oranginalidade (estes sonhos de abóbora e a associada gastroenterite, que durou meses, deu cabo de nós) voltamos a um dos segmentos que nos colocou na vanguarda dos blogs a nível internacional (ou pelo menos faz de conta que foi assim). Ou seja... a análise de letras de músicas.

Desta vez o contemplado foi o Roberto Carlos português (e não, não é o defesa-esquerdo do Real Madrid, até porque este não deve ter um bom pé esquerdo), o Julio Iglesias lusitano, o Shak Shuat da Beira, o Elvis Presley do interior, TONYYYYYY Carreira. Desde já deixem manifestar a minha satisfação, pelo facto de este post ao ter a expressão "Tony Carreira" assim escrita várias vezes... ir trazer uma vez mais milhares de emigrantes lusos a este blog, através das suas pesquisas "googlianas".

Terminando a já longa introdução, lá vai a análise a "Sonhos de Menino" de Tony Carreira:

Lembro-me de uma aldeia perdida na Beira, (na beira de quê?)
a terra que me viu nascer (era melhor se fosse a parteira a ver isso...)
Lembro-me de um menino que andava sozinho, (porque será qua andava sozinho? Chiça penico...)
sonhava vir um dia a ser (era todo sonhador, doida...)
Sonhava ser cantor de cantigas de amor (pena ele nunca ter conseguido)
Com a força de Deus venceu (ai se Deus soubesse...)
Nessa pequena aldeia, o menino era eu (a sério? E nós a pensar que o menino era o King Kong!)

REFRÃO:
E hoje a cantar (cantar é uma força de expressão)
Em cada canção trago esse lugar no meu coração (são mesmo todas sobre o raio da aldeia?)
Criança que fui e homem que sou e nada mudou (não te preocupes, pá... os pêlos no peito acabam por te aparecer um dia destes, juro!)
E hoje a cantar não posso esquecer (já te disse que isso não é cantar, não insistas!)
aquele lugar que me viu nascer (e lá continua a lenga-lenga...)
Tão bom recordar aquele cantinho (cantinho onde os rufias o obrigavam a ficar)
e os sonhos de menino (tão sonhador e mesmo assim não caiu da "beira" lá para dentro, doh!)

Tenho a vida que eu quis (é sempre bonito, sim senhor)
Nem sempre feliz mas é a vida que eu escolhi (pois é, tanto pindérico nos concertos, o homem não é de ferro)
Infeliz no amor, mas no fundo cantor (infeliz no amor? E o Paulão, coitadinho?)
A vida deu-me o que eu pedi (pois, a nós é que não deu, que temos de gramar com certos tipos...)
Se eu pudesse voltar de novo a sonhar (por mim estás à vontade)
faria o mesmo podem crer (para isso já não te deixamos tão à vontade)
E aquele menino voltaria a ser (grrrrrrrrrrr....grrrrrrrrrrr)

REFRÃO

domingo, dezembro 25, 2005

Natal



Bastante tempo depois do último post (acho que pela demora nesta quadra acabaram de descobrir que sou eu o verdadeiro Pai Natal), aqui venho no final do dia de Natal / início do dia seguinte, para partilhar com os meus caros leitores algo que me inquieta o espírito.

A inquietação vem de há uma semana e meia atrás, quando vi um dos 583 programas televisivos de Natal passados no hospital. Este passava-se na Estefânia, dirigido à criançada.

O que me preocupou foi ter ouvido serem cantados para crianças doentes temas como: "Matas-me com o teu olhar", "Morri na praia" ou "Morro de amor por ti". Ai esta sensibilidade da pimbalhada, ai ai...

quinta-feira, novembro 24, 2005

Falta de chá



Estava hoje a lembrar-me se haveria na Pérsia alguma terra com o nome de Menta ou Camomila. É que nesse caso o Xá da Pérsia seria também obrigatoriamente Xá de Menta e Xá de Camomila.

Se pensam que as duas frases anteriores são tradutoras de senilidade em estado avançado... é melhor nem contar que mais uma mão cheia de piadas más estavam na manga, como por exemplo falar-vos da emigração de Xás da Pérsia:

- O Xá Vimbi, que andava por Angola e já não anda.
- O Xá Pinto, que ainda joga no Sporting.
- O Xá Ra Picasso, esse monovolume dos nossos dias.
- O Xá Vedefendas, que é muito útil para a bricolage.
- O Xá Dam Hussein (bem, esta é quase verdade geograficamente...)
- O Xá Lá lá lá lá, xá lá lá in the evening dos Vengaboys.
- O Xá mpô de pêssego da Garnier.

Uff, felizmente não partilhei nenhuma dessas.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Wake up little Susie



A Susie até pode acordar, como a mandavam fazer os Everly Brothers, mas apenas lhe recomendo que não vá de metro para lado nenhum. Pelo menos no de Lisboa.

É que ainda esta manhã fui gozado pelos convenientes "problemas técnicos" e pelo caos que isso gera quase diariamente neste péssimo serviço de transporte. E ainda bem que escrevo este post algumas horas depois, quando a ira já assentou e se recolheu de novo ao interior dos poros de onde transpirou de manhã.

E depois ainda recomendam que se ande de transportes públicos... Grumpf!

domingo, novembro 13, 2005

Elizabethtown



Chegou pelas mãos de Cameron Crowe o filme que para mim foi uma das grandes surpresas deste ano cinematográfico.

Uma história simples, um elenco simples, uma fantástica fotografia, uma banda sonora excelente, tudo combinado com quantidades q.b. de comédia, drama, sensualidade, conservadorismo, vanguardismo, alegria, tristeza, tipicamente à american movie. Para não falar das fantásticas paisagens do Kentucky (que afinal não tem só Fried Chicken) e de alguns dos estados envolventes.

Pelo meio Orlando Bloom e Kirsten Dunst surpreendem, com papéis bem mais densos que em filmes em anteriores (se bem que o "Legolas" tem a sorte de figurar nos filmes que retratam o universo LOTR em que eu sou mais do que viciado...).

Como alguém que me é muito querido se referiu ao filme: "um filme complexo disfarçado de comédia romântica". Estão retiradas as palavras da minha boca...

quinta-feira, novembro 10, 2005

A família da Segunda



Todas as manhãs milhares de lisboetas cumprem o ritual do trânsito. Muitos são obrigados a fazê-lo devido aos incapazes transportes públicos, que apesar de reconhecidas melhorias nos últimos anos, continuam a não ser capazes de suportar todo o tráfego de pessoas em torno da capital em hora de ponta.

Pelo meio do ritual quase se criam famílias, portugueses típicos para todos os feitios, com carros para todos os tamanhos, desde os camiões que andam de obra para obra ou a distribuir vegetais, à moçoila que acaba de ajeitar o baton em frente ao espelho (quase batendo no da frente), ao pintas que tem de usar o seu "tuningzado" carro para ir para o trabalho que paga os cromados e ailerons, ao velhote que se encaminha para mais uma consulta tentando lembrar-se das queixas que tem e dos medicamentos que toma (numa clara prova de que se anda a esquecer de tomar os da memória), até a mim que tenho de desesperadamente chegar a horas ao Pulido Valente, para mais um dia de enfermidades e, espera-se, subsequentes curas.

No meio deste bulício todos andam a passo, todos têm tempo para se observar entre si, para barafustar para com o chico-esperto que finge que vai sair para a Repsol e afinal só estava a passar meia dúzia de carros pela direita, para tremer com a vibração dos aviões que nos passam por cima alheios ao nosso trânsito. Dá tempo para tudo, até para ler as gordas do jornal, acabar aquele relatório importante ou tomar o pequeno-almoço.

Uns minutos à frente, e tão à portuguesa, descobre-se o motivo do pára-arranca... não há nada do nosso lado, mas no sentido contrário houve um acidente e há que gentilmente lentificar a nossa marcha e meter o bedelho na situação em causa. Afinal... quem está do lado de lá do separador faz parte desta nossa família...

sexta-feira, outubro 21, 2005

Quem? Mas quem?



Os irmãos AM e MM fizeram uma pergunta que tem direito a um post. Quem será o senhor que inventa as frases aleatórias que depois são colocadas com letras fixes nas t-shirts da Pull and Bear?

Frases aleatórias porque a maior parte delas não fazem sentido e têm caído do céu expressões como "Snow Nevada", "Spring Ohio" ou "Truck Driver". Não tem de fazer sentido, basta serem letras fixes e coloridas e dizer qualquer coisa... que segue.

Pensa-se até que se escrevessem nas t-shirts "Registo Nacional de Dadores de Medula" ou "Bombeiros Voluntários de Penha Garcia" o pessoal achava muito à frente na mesma, desde que estas aparecessem bem brilhantes e jovens.

Enfim, mistérios que o próprio mistério desconhece...

domingo, outubro 16, 2005

A hipérbole dos tempos e o sucesso de vendas inesperado



O fim de semana trouxe consigo muita notícia futebolística, mas acho que há três aspectos essenciais a salientar, que são talvez o mais importante de toda a notícia.

A hipérbole - José Peseiro é um tipo muito odiado. Ninguém gosta de José Peseiro. O treinador leonino terá mesmo confessado a amigos íntimos que se sente "quase tão odiado como o Carrilho", o que mostra a tristeza que preenche a sua alma por estes dias. O "Prémio Hipérbole" vai para os adeptos leoninos, que deixaram em casa os antigos e tradicionais lenços brancos, para mostrar fraldas brancas e gigantes lençóis brancos a José Peseiro. Parece que lhe querem mesmo fazer a cama...

O sucesso de vendas - Luís Filipe Vieira terá conseguido vender um número considerável de KITs de sócio do Benfica no último Sábado no Estádio do Dragão. Ainda para mais vendeu estes KITs a adeptos portistas. Só assim decifrámos a afirmação de Co Adriaanse "Só vi adeptos do Benfica a acenarem lenços brancos da bancada". Pois é, e tens sorte Adriaanse, não serem lençóis. Não sei se já alguém pensou nisso, mas o nome deste homem mostra que ele é apenas co-adriaanse, ou seja... enquanto não chegar o resto do adriaanse, não sei onde poderá chegar o Porto. O "Prémio Nostalgia" vai esta semana para Bruno Alves, que nos lembrou o nosso querido e malogrado Tarzan Taborda.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Piratices!

Esta é a minha história de pirata, e a vossa? Site descoberto por sugestão do meu amigo TNG!



My pirate name is:


Captain John Kidd





Even though there's no legal rank on a pirate ship, everyone recognizes you're the one in charge. Even though you're not always the traditional swaggering gallant, your steadiness and planning make you a fine, reliable pirate. Arr!

Get your own pirate name from fidius.org.

domingo, outubro 02, 2005

Alcobaça, o "melting pot"



Testemunhas oculares (e uma ou outra testemunha oculista, um senhor muito simpático que trabalha na Optivisão das Caldas...) juram ter ouvido Dom Pedro e Dona Inês a dar algumas voltas no túmulo, no interior do belo Mosteiro de Alcobaça. Ninguém conseguiu fundamentar devidamente este fenómeno, mas pensa-se estar relacionado com as palavras do candidato (e penso que actual presidente da autarquia) à Câmara Municipal de Alcobaça.

Este candidato fez um discurso empolgado, para uma multidão, à qual revelou que o Mosteiro é visitado por gente de todo o mundo, de todas as nacionalidades, desde chineses a japoneses, franceses, espanhóis, italianos, tuvalianos, guatemaltecos, kiwianos, gronelandeses (os últimos quatro ele não disse, fui mesmo eu que inventei), americanos ou mesmo talibãs.

Se todos os outros não me chateia que apareçam no discurso usados como propaganda barata, já os talibãs me causam aqui um ligeiro prurido. É que o candidato devia ter-se informado do que os talibãs fizeram aos Budas afegãos gigantes, que eram património mundial da UNESCO e foram pulverizados com bazucas... para depois se lembrar que talvez não seja a melhor promoção de um monumento admitir que lá entram talibãs. Bem, se calhar até é, e começou tudo em casa após o discurso "Ó Maria, temos de ir a Alcobaça antes que aquilo vá pelos ares".

A chico-espertice e o desflorar do cofre



Os concursos de televisão sofreram uma notável evolução nas últimas décadas. Não sendo eu um testemunho vivo dos anos 60 ou 70, apenas posso falar do que me lembro dos finais dos 80 e 90's. Por então, os concursos não eram mais do que uma mina de ouro para uma dúzia de "money-makers", também conhecidos por enciclopédias com pernas, que até suavam de tanta sofreguidão para derrotar as pobres presas que com eles figuravam em concursos como a "Roda da Sorte" ou a "Casa Cheia".

Hoje em dia a evolução verificou-se para dois níveis divergentes. Concursos como o "Preço Certo" ou semelhantes, que servem para trazer ao estrelato o português médio, geralmente médio-baixo, ao mesmo tempo que lhe oferecem uma batedeira de ovos, um frigorífico, um carro sul-coreano ou aquela magnífica viagem a Varadero com que a Tia Juselinda de Arraiais de Baixo sempre sonhou.

Há depois o outro segmento, estreado com o "Quem quer ser Milionário" e os que se seguiram, em que se procura explorar um segmento um pouco mais informado da população, ao invés dos gladiadores da sorte pura e dura. No mais recente episódio deste capítulo, o "Cofre" enche as noites da TV estatal, e é até bem interessante e mais difícil que alguns dos anteriores, dada a ausência do sistema de escolha múltipla. A resposta terá assim de ser dada sempre por recordação e não por reconhecimento. Mas no meio de um bom formato, aparecem os negociadores, que não tiveram a sorte de ser concorrentes e que tentam ganhar o máximo de patacos, respondendo ao que o concorrente não sabe. Mas, se no caso do concorrente não condeno que diga respostas disparatadas porque pode ser que acerte nalguma, já condeno que os negociadores se prestem a roubar tempo ao concorrente para depois lhes pseudo vender uma resposta ridícula.

Assim, alguém avise os negociadores que uma resposta ao lado está bem, ninguém sabe tudo nem chega perto disso. Agora dizerem ao concorrente que o Rio Colorado faz fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, que Lourenço Marques era o antigo nome de Lisboa ou que a Sibéria é uma região do Chile... bem, por 40 ou 50 Euros, mais vale ser ligeiramente ponderado e dizer que não se sabe, right?

domingo, setembro 25, 2005

Suíça: país ou roubo?



Suíça é o nome de um país. Suíça é também o nome de uma pastelaria na baixa lisboeta, que dá para o Rossio e para a Praça da Figueira.

O país é bom, competente, eficiente, tem vaquinhas giras, chocolate bom, neve e lagos. O nível de vida é dos melhores da Europa. O país não é para aqui chamado.

A pastelaria é... pura e simplesmente bárbara. A Suíça de outros tempos era local de romaria. A sua doçaria caseira, dotada de uma apresentação de causar inveja à típica pastelaria de bairro tornava-a um local com fama no segmento dos gulosos, ou dos que apenas desejavam apreciar um café no cerne da capital. Com o passar dos anos, contrastando com o país que lhe dá o nome, esta pastelaria tem visto a qualidade a descer vertiginosamente e a sua política de preços a sofrer um avanço inversamente proporcional.

Não acreditam?

Fiquem com o exemplo, para quem não acredite o preçário está lá: Café ao Balcão 0.55€; Café no Salão Dourado 1.00€; Café na Esplanada 1.45€

Brilhante, não é? Deve ser o chamado microclima de inflação. Gosto muito é de me lembrar do 1.45€ que custa a bica na esplanada e de quanto desse vai para o pobre diabo que andou a torrar ao sol, que nem grau de café, no Brasil, em Timor, em África ou sabe-se lá onde...

Já agora, merece a pena pensar nisto.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Bem

Lindamente vai um país, quando um dia é herói o Jorge Costa e no seguinte a Fátima Felgueiras...

domingo, setembro 04, 2005

Russian Chronicles



E hoje, porque é Domingo, aqui vão as notas do Não-Professor JP. Apenas para vos recomendar uma pequena pérola. Em 1995 o fotojornalista Gary Matoso e a escritora Lisa Dickey partiram à descoberta de algo que encanta muitos há vastos séculos. Viajaram de Vladivostok até São Petersburgo, percorrendo o percurso do Trans-Siberiano, entre 1 de Setembro e 25 de Novembro. A particularidade desta viagem prende-se com o facto de terem parado em onze locais do trajecto para procurar uma história de vida particular. A compilação dessas histórias, bem como a excelente cobertura fotográfica das mesmas está (incrivelmente) disponível de forma gratuita na Internet em Road Stories.

Agora, passados dez anos sobre a viagem, a escritora Lisa Dickey lança-se à aventura de repetir exactamente a mesma viagem e de procurar as pessoas cujas histórias relatou, na tentativa de comparar o que mudou em dez anos pelos lados da Sibéria, a Rússia mais profunda e esquecida. Desta vez acompanhada por outro fotógrafo, David Hillegas. E temos agora a grande alegria de poder acompanhar (graças às novas tecnologias) o blog desta viagem, que começou a 1 de Setembro e deverá decorrer até 22 de Novembro, no site do Washington Post. Mas o mais fácil é carregarem aqui, e adicioná-lo aos Favoritos para continuar a acompanhar a história nas próximas semanas.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Pueri e os mistérios do nonsense



Lembrei-me de ver se inventava palavras como fiz com a minha "Oranginalidade" há já largos anos. "Pueri" pareceu-me bem, lembra-me puré e poeira e puro e peru e perigo. E que bem me parece misturar puré, poeira, peru e perigo numa mistura pura. Pesquisei no Google e não me parece que tenha acabado de ser inventado o pueri. Desde escolas no Brasil até comprimidos para dieta provenientes do Japão, o pueri já invadiu o mundo. E de repente sinto-me como o Wallace quando leu "A Origem das Espécies"...

Nota de rodapé: qualquer semelhança entre este post e sanidade mental é pura coincidência. O que me faz lembrar que "rodapé" também é uma expressão bem parva e que sempre que a leio imagino um anão sentado na margem inferior da página, a rodar a tíbio-társica, como que a fazer o aquecimento para entrar no próximo jogo de matraquilhos a decorrer num raio de alguns quilómetros.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Candidaturas



Depois do anúncio da candidatura de Mário Soares à Presidência da República, o Oranginalidade está em condições de anunciar mais algumas candidaturas a cargos importantes, orgulhando-se plenamente deste seu magnífico exclusivo, que deixa assim bem marcada a rentrée bloguística.

- Professor Moniz Pereira candidata-se a participar na prova dos 110 Metros barreiras nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008

- Giovanni Trapattoni anuncia ter sido contratado para jogar a defesa-central na equipa sénior do Sport Lisboa e Benfica. Para conseguir sair do Estugarda disse aos dirigentes alemães que a mulher lhe dizia para voltar para Roma, que os netinhos tinham muitas saudades do avô

- Mr Burns anuncia candidatura a Mayor de Springfield, mesmo contra os mais cépticos perante a sua idade, e o seu débil estado físico, garantindo ainda ter uma "saúde de ferro". O Oranginalidade depreende que esta saúde de ferro está inteiramente relacionada com as várias próteses que figuram em diversas articulações do corpo do industrial nuclear

Ficamos por aqui, e pedimos desculpa a quem não seja terrivelmente fã dos Simpsons pela private da última candidatura, a quem não seja fã de futebol pela private da segunda candidatura e a quem não seja fã de atletismo pela private da primeira candidatura. Bolas... se calhar não somos um blog tão generalista...

sexta-feira, julho 15, 2005

Europa



Um deputado do Parlamento Europeu, que se deslocou hoje a Portugal para aquilatar da gravidade da situação de falta de água no nosso país, teve a felicidade de proferir uma frase (ao olhar para os campos do Alentejo) que nos passa a todos pela cabeça, ao olhar para o estado do país:

"Que seca..."

terça-feira, julho 05, 2005

Family Guy



Ninguém, por mais que tente, substitui os "meus" Simpsons. No dia em que eles se forem... ninguém substitui o "meu" Futurama. Mas a FOX teima em produzir séries de animação ultra-viciantes e cheias de piada...

Assim, embora não atingindo, pelo menos no imediato, o posto de divindade nas minhas preferências, Family Guy está muito bem colocado no meu ranking de séries favoritas, e é algo que vos recomendo a todos. Alivia a alma! E rir é o melhor remédio!

(já agora, precisamente do mesmo autor, o recente American Dad também é uma série de arromba... tenho dito!)

domingo, julho 03, 2005

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças,
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, musica, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca

O mais do que isto
É Jesus Cristo
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

sábado, julho 02, 2005

Madagascar



Em plena "silly season" é por vezes complicado escolher o que ver no grande ecrã. As fortes acções de marketing dos grandes estúdios norte-americanos acabam por nos influenciar, em maior ou menor grau, a seguir certos rumos.

Para mim, o caso de Madagascar saía um pouco desse enquadramento. Desde que comprei o DVD de Shrek 2 que ambicionava ver o recém-chegado filme da Dreamworks. Tudo porque no DVD do ogre verde, estava uma muito apelativa "treila" do Madagascar, apresentada à altura por Ben Stiller.

Fui esta semana ver o filme e não me desiludi. Já vi e já li críticas muito negativas em relação ao filme, mas não acho que sejam justificadas. A história do filme é simples e não muito complexa (mas não se pode querer que todos os filmes animados estejam cheios de referências "adultas" como era o caso de Shrek). Mas as diversas peripécias que nos são apresentadas ao longo de pouco mais de uma hora garantem pelo menos uma coisa: que vamos dar umas belas risadas e sair da sala bem-dispostos.

E afinal, será demais pedir que por vezes seja só esse o objectivo de ir ver um filme?