quinta-feira, março 19, 2009

Sopa



Dizem que a sopa foi inventada provavelmente há mais de 8000 anos, a partir do momento em que foram inventados recipientes à prova de água, feitos de barro. Permitam-me duvidar disso. Acho que a sopa consegue ser mais básica do que isso, e provavelmente já os répteis faziam um gaspacho em três tempos, muitos anos antes.

De facto, juntar legumes, cozê-los, e a seguir triturá-los, não tem grande ciência. Já juntar as quantidades certas tem o seu quê de entendido, mas para os pré-históricos qualquer coisa serviria (até porque não lhes tentavam impingir sopas pré-feitas da Knorr).

A sopa agrada ainda a ambos os sexos. Escolher legumes no supermercado é pouco másculo, mas aplicar uns golpes ou "estrafegar" com uma varinha mágica são coisas para gente de barba rija (não querendo eu ferir a susceptibilidade de senhoras que andem sem tempo para a depilação).

Paz à sopa... lá vou eu comprar os legumes...

quarta-feira, março 18, 2009

Escrever



Porque motivo alguém escreve num blog?

Será para escrever piadas e esperar que alguém se ria? Será por acreditar que, partilhando com o mundo o que escreve, se sente maior? Será para sentir interiormente que as suas opiniões e pontos de vista são lidos por todos?

Provavelmente sim e não. Provavelmente a maior parte das pessoas que se dedica a escrever num blog tem a mesma intenção que tantos outros tiveram ao longo da história da Humanidade, ou seja, transformar em palavras algo que sente.

É por esse motivo que nem é assim tão importante ser lido. Se alguém ler o que escrevemos, obtemos reconhecimento (mais não seja pelo tempo dispendido a apreciar algo produzido por nós), mas o nosso objectivo final é sempre egoísta, é o de aliviar a pressão de pensar em algo e ter de o dizer. Acho, por isso, que a escrita é um escape, seja ela de que tipo for.

Eça com certeza teria vontade de criticar muito mais abertamente a sociedade numa conversa de café. E talvez até o tenha feito. Mas nunca conseguiria ser tão mordaz como escrevendo crónicas de costumes em que, com o disfarce de um romance, conseguiu tão bem atacar tudo e todos, ganhando reconhecimento, mas decerto ganhando também o alívio da sua pressão.

Pergunto-me muitas vezes porque nunca escrevi um livro. Sempre tive ideia de que o queria fazer. Várias vezes comecei a escrever romances. Mas o resultado final foi sempre o mesmo. A vontade é tanta de partilhar outras ideias, que se as tentasse enfiar todas numa história, saíria algo de semelhante a uma Nova Iorque da escrita, uma mistura que de tão complexa seria impossível de descodificar.

Por isso, vou continuando com as minhas crónicas. Pequenos Maias, pequenas Cidades, pequenas Serras, sempre tão longe do brilhantismo de quem escreveu essas histórias, mas perto do mesmo sentimento de que a escrita serve para libertar.

segunda-feira, março 02, 2009

Cheiros



Todos os sentidos do corpo humano têm a sua beleza. Mas o olfacto tem um jeito especial de moldar o mundo. Andando numa cidade como Lisboa, pela manhã, somos chamados para centenas de odores diferentes que povoam o ar de modo disfarçado e envergonhado. Desde o café de máquina que sai por aquela porta, ao perfume barato da reformada esforçada por tudo pagar com a renda, ao "espirrável" pólen, à borracha que ficou de uma travagem, a água que ficou de uma lavagem, a terra que foi remexida e viu chover-lhe em cima...

Tudo ali fica, tudo ali aparece, e tudo se mistura, como que numa varinha mágica de perfumes e faz aquilo a que podemos chamar "o cheiro a Lisboa".

E afinal, não diz até a canção que esse é um bom cheiro?

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

terça-feira, junho 03, 2008

O valor do aplauso



Gosto de viajar. Pode ser a pé, de carro, de comboio. Para destinos mais longínquos o avião é "ferramenta" essencial. Após todo o processo de reserva, viajar de avião tem ainda vários aspectos incómodos associados: chegar ao aeroporto vinte horas antes de o avião descolar; fazer fila para o check-in, fila para a segurança, fila para o boarding, fila para sentar, fila para a casa de banho (chego mesmo a imaginar que em situação de emergência ainda teria de aguardar pacientemente pela minha altura de saltar para o insuflável que iria sair da asa do avião...).

E não acaba aqui: o strip forçado para a segurança; o "ah, realmente este corta-unhas consegue atravessar vários abdómens de uma vez só"; ao mesmo tempo uma família de romenos (podiam bem ser portugueses, só estou a falar de uma experiência vivida) passa alegremente pelos guardas com um pão de quilo e filetes de peru, guardados em sacos de plástico sem o mínimo piu das autoridades.

Mas nada me irrita tanto numa viagem de avião como a singularidade de aterrar no aeroporto de Lisboa. Não, já nem estou a falar do carácter sempre deprimente de se saber que as férias estão a acabar, mas sim de outro flagelo da sociedade!

Aterrar em Lisboa tem todas as condições para ser perfeito. A vista é magnífica, as ruas estendem-se perante os nossos olhos, as cores e os relevos da cidade ganham toda uma nova dimensão do ar, mas...

...quando as rodas de trás do avião se lembram de tocar a pista, lá começa o afamado flagelo e desata tudo a bater palmas! Mas o que é que se passa? Porque é que isto só acontece aqui? E não, não estamos a falar de uma aterragem no meio de um ciclone, ou num atol do Pacífico por falta de combustível... é uma aterragem normal!

Pergunto-me porque é que estas pessoas não batem palmas ao empregado do restaurante quando este traz os cafés? Ou ao funcionário da estação de serviço quando acaba de pôr a gasolina? Afinal, tal como os "pobres" dos pilotos, estão todos "só e apenas" a fazer o que é suposto ser feito na sua profissão.

sexta-feira, abril 04, 2008

Estava quase...

Ah! Bolas... Estava quase a passar um ano sem escrever e não consegui atingir tão nobre efeméride...

É verdade. Parece mentira, mas vocês aí (esses largos milhões de leitores que aqui vêm parar por engano) podem rejubilar de gáudio, que há um novo post no Oranginalidade!

Porquê tanto atraso? Porquê tanto tempo sem textos? Provavelmente por falta da dita or(ang)inalidade que se eleva no título do blog (ser burrinho é tramado). Quiçá por ter sido um ano de muito trabalho e pouco tempo livre. Mas finalmente volto para pôr a conversa em dia.

Não vou prometer um post por dia nem nada parecido. Mas sempre que alguém andar a dormir na forma, cá estarei para tentar dar a minha ferroadazinha.

Até já...

terça-feira, maio 15, 2007

Ecoterapia uma ova



Diz-nos o Público que um estudo britânico refere que caminhar no campo diminui a depressão e aumenta a auto-estima.

Se bem que eu concorde bastante com este conceito de Ecoterapia, penso que o estudo peca por escassez de especificidade, e os campos em causa deveriam ser esclarecidos.

Se for um campo de malmequeres, um milheiral, um arrozal não muito encharcado... até aí tudo bem. Agora caminhar por exemplo num campo de minas terrestres tem o potencial de diminuir muita coisa, mas a depressão não está entre elas.

Ao mesmo tempo, também não aumenta a auto-estima caminhar num campo de concentração. E sou levado a acreditar que a depressão também não está muito orientada para diminuir assim tanto.

Era só para esclarecer...

domingo, maio 13, 2007

O preço da fama



Vamos por partes. Estão passados os meus cinco (bolas, até tive direito a cinquenta vezes dois!) minutos de fama na Rádio Comercial, ontem às seis da manhã e hoje às oito da noite.

Para quem não ouviu (acho que a constituição chama nomes muito feios a essas pessoas), os posts abordados e músicas utilizadas foram, por esta ordem:


Post #1: Onde param as adaptações?
Song #1: "Como o macaco gosta de banana", José Cid
Post #2: São Valentim, São Valentim, arranjarás tu um lugar para mim?
Song #2: "Girlfriend", Avril Lavigne
Post #3: Os filmes de animação que ninguém viu
Song #3: "Grace Kelly", Mika
Post #4: Tapa-carros
Song #4: "Chasing cars", Snow Patrol
Post #5: 12 horas para mim, uma vida nova para outros
Song #5: "Teardrop", Massive Attack
Post #6: Crianças
Song #6: "Since I don't have you", Guns N' Roses
Post #7: República das Bananas
Song #7: "Hungry like the wolf", Duran Duran
Post #8: Capitão Planeta , gentilmente escrito pelo colaborador Zé M
Song #8: "Fragile", Sting
Post #9: Politicamente (in)correcto
Song #9:"Bad", Michael Jackson


E o preço da fama qual foi? Nada menos que uma corrente de alternador partida em plena auto-estrada... e JP apeado da sua viatura. Será que agora tenho fãs? Não haverá por aí um que seja mecânico? Epá... é que dava cá um jeito!

sábado, maio 12, 2007

Compra terrenos na lua! (urso!)



O americano Dennis Hope garante ser dono de todo o sistema solar, com excepção do Sol e da Terra. Até aqui nada de mal. Para estes indivíduos foram inventadas já há algum tempo umas casas especiais, que dão pelo simpático nome de manicómio. O problema é quando o aprendiz vence o mestre. Neste caso... quando o maluco burla uns quantos tipos "inteligentes".

O que se passa é que Dennis "O Pimentinha" Hope facturou já nove milhões de dólares com esta sua esquizofrenia de vender terrenos na lua. Entre os compradores de terrenos na Lua incluem-se Tom Cruise e Nicole Kidman (se calhar só um é que comprou e tiveram de dividir no divórcio...), Jimmy Carter, Ronald Reagan ou George W. Bush (ok, este era o único nome óbvio que me viria à cabeça).

O Oranginalidade conseguiu apurar que além de vender os terrenos, Dennis Hope prometeu aos compradores que o arquitecto Frank Gehry será responsável pela planificação urbanística da Lua, pelo que se acredita que seja para aí o Siza Vieira a ir acabar o projecto. Um grupo de actores de revista portugueses manifestou-se favorável ao projecto de Hope. É que aparentemente são defensores de tudo aquilo em que seja prometido Gehry.

quinta-feira, maio 10, 2007

Celebrity look-alike

E pronto, em mais uma parvoíce da "rede", descobri este site onde pomos uma fotografia e descobrimos (após uma análise ultra-científica da nossa cara... deve ser deve...) com que celebridades somos parecidos. O meu resultado foi...



Agora a análise:

Devia ter usado a outra fotografia, em que o programa dizia que eu era muito parecido com o Josh Hartnet, o Leonardo DiCaprio e o Jesse Metcalfe, mas achei que se até eu me ria com o ridículo... não valia a pena.

Ainda bem que sou muito parecido com o Dennis Quaid, é sempre bom acharem que temos 53 anos aos 23! São só mais 30... No entanto, até não é mau actor.

Quanto ao Michael Bublé e ao Conor Oberst, sempre tive a oportunidade de descobrir quem são tais seres, mas acreditem que não vos interessa assim tanto...

O Villeneuve não está mal, mas o meu pai não dá nome a nenhum circuito em Montreál, de onde... perde a validade.

Preocupo-me de me acharem meio parecido com o Howard Dean, mas pronto... considerando que ainda me acham mais parecido com a Julie Andrews, o Dean nem era tão mau. Por último Clark Gable e David Coulthard: mas qual é a tara com velhos e pilotos de F1?

A caminho de ser uma grande campeã



Se dúvidas restassem sobre a grande campeã que Vanessa Fernandes se encaminha para ser, basta olhar para a fotografia da nossa atleta. Está claramente a seguir os passos (até visuais) de Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro, começando até a alinhar os dentes desde bem cedo na carreira. Quem sabe ainda vai acabar a correr com as unhas pintadas e o cabelo arranjado como a grande Fernanda! E também se prova que a Merche ou a Isabel Figueira nunca deveriam sair dos campeonatos regionais de 110m barreiras, pela desconcentração que a sua presença iria gerar nas provas.

P.S.: Que não restem dúvidas de que vibrei com as vitórias da Vanessa Fernandes e a acho uma grande atleta. Antes que apareçam aí fãs a trucidar-me, como os do Tony Carreira. Ou pior: fãs simultaneamente da Vanessa e do Tony.

Diz que dá uma espécie de programa de rádio!



Parem tudo! Esta sexta-feira ninguém vai sair ou então sai até bem tarde! O motivo? Este vosso humilde antro da parvoíce conseguiu entrar no passeio da fama, que é como quem diz, no programa O meu blog dava um programa de rádio

E o que é que isso tem a ver com sexta à noite? Nada. Só que o programa passa Sábado às 6h da manhã. Não agrada? Então também podem tentar Domingo às 20h da noite, que é quando repete.

Uff, por pouco apanhava o Gato Fedorento e ninguém via os pobres coitados.

Não sei o que se passou com aquela gente... obrigar-vos a ouvir uma hora de posts deste blog misturados com músicas a rigor. É bem capaz de gerar uma terceira guerra mundial...

quarta-feira, maio 09, 2007

Portugal presta-se a isso e muito mais



Assim que se ouviu o rumor da possível incapacidade da África do Sul para organizar o Mundial de Futebol em 2010, logo apareceu Portugal a abanar os braços, mostrando estar aí na linha da frente para país substituto.

O que a maior parte das pessoas não sabe, é que em mais uma série de áreas Portugal tem tentado ficar com a organização de uma série de eventos de nível internacional.

Óscares 2008 - o Grupo Desportivo da Brandoa ofereceu a sua sede para a realização da entrega dos prémios de Hollywood, no caso de o Kodak Theater não estar recuperado a tempo da edição deste ano.

Vancouver 2010 - no caso de os canadianos não terem tudo pronto a tempo para os Jogos Olímpicos de Inverno, Portugal vê como perfeitamente plausível a realização dos jogos em Lisboa, falando até já em comprar milhares de canhões de neve artificial, gerando pistas incríveis nas zonas de Alfama, Mouraria e Túnel do Marquês.

Guerra do Iraque - pelo andar da carruagem, em breve não haverá mais nada para destruir no país árabe, e um comité português pondera oferecer os terrenos junto a Tróia para continuar a épica batalha. Os militares norte-americanos já se mostraram contrários a esta ideia, por acharem que há muito trânsito em Portugal, sendo particularmente difícil chegar ao cenário de guerra.

segunda-feira, abril 30, 2007

sábado, abril 28, 2007

Novas Oportunidades



Gosto particularmente dos anúncios do "Novas Oportunidades" e do lema do "Aprender compensa". Agrada-me ver que se a Judite de Sousa não tivesse estudado poderia estar agora a trabalhar num quiosque a vender jornais.

E os vendedores de jornais em quiosques também devem ter gostado do anúncio.

Já agora... alguém pensou que uma bela fatia dos licenciados portugueses nem a vender jornais num quiosque arranjam trabalho? É...

Pensar nisto compensa.

sábado, abril 21, 2007

Is this love?


Custa voar 10 horas para um destino (embora outros ainda fiquem mais longe...), mas a Jamaica é uma boa recompensa. As águas turquesa de Negril, o espírito relaxado (ou talvez "haxixado") de um povo muito pobre, mas ainda mais simpático, o significado de um grupo de amigos que partilham um pré-paraíso: a Jamaica é tudo isso e muito mais.

Não esperem é muita variedade musical, porque na terra do reggae o mesmo cd do Bob Marley ouve-se em todo o lado, do autocarro ao barco, do hotel ao mercado, das altas montanhas até debaixo do mar. E ninguém reclama!

Esqueçam a fama de ser um país violento, esqueçam o cricket (não vão aprender o raio das regras), esqueçam outras coisas (para isso basta fumarem muito...), mas não se esqueçam de aproveitar ao máximo cada dia nesta ilha.

Seja a andar de kayak, de catamaran, a fazer snorkeling, a mergulhar, a saltar dos rochedos do Rick's Café, todos nus a fazer festas tipo Eyes Wide Shut no Hedonism (ei... eu isto não fiz! Hmm, e também não saltei dos rochedos! Bem visto também não mergulhei com garrafa de oxigénio. Os outros pronto, está bem...), a fugir dos vendedores nos mercados, a ser confundidos com indianos, a subir cascatas ao lado de americanos velhos e gordos e crianças com dentição de leite... os dias são para ser ocupados.

E assim, ao sentirem as rodas traseiras do avião a dizer adeus ao chão jamaicano, sentem aquele quentinho no coração e a certeza de que, contrariamente ao que diz o Carlos Tê na voz do Rui Veloso, saberá sempre bem voltar ao lugar onde já se foi feliz.


terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval do Rio



Pois é. O Carnaval pode ser muito divertido, sim senhor, mas não o é para toda a gente.

Que o diga um grupo de vinte turistas portugueses que, ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, contratou os serviços da agência de viagens "Tudojóia" para marcar umas inesquecíveis férias no Carnaval do Rio. Qual não foi o espanto deles quando no último Domingo descobriram que o seu meio de transporte seria um autopullman (de luxo, é preciso admitir) com destino a Rio Maior. Ficaram instalados na Residencial Belinha, mesmo no centro da cidade portuguesa.

Perante a irritação dos turistas, que se imaginavam em Ipanema e não burlados em Rio Maior, a agência foi confrontada e como respostas promoveu um upgrade do pacote oferecido aos vinte pacóv... viajantes, oferecendo-lhes totalmente grátis a pensão completa, com pequeno-almoço no "Café Central" e almoço e jantar no Snack-bar "Ponto de Encontro".

O Oranginalidade consultou o Provedor do Viajante, que nos disse que "realmente a agência vendeu um Carnaval no Rio... e era isso que as pessoas queriam". Perante a pouca ajuda do Provedor, um dos turistas, que pediu o anonimato e se chama Jerónimo Fagundes (ops!), já admitiu que as vinte pessoas também se vão juntar para garantir que tanto o Provedor como os fulanos da agência passem o próximo Carnaval no Rio. Mais precisamente no rio Trancão.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Mika



Para quem ainda não conhece, está aí em força um novo cantor chamado Mika (juro que não leva um "el" a seguir e não é filho do Tony Carreira). O single de apresentação, "Grace Kelly", é poderoso e tem tocado sem parar no meu iPod.

Não, não o trouxe aqui para fazer as minhas habituais e parvas piadas do género... "Sabem quem é a mulher dele? Sabem?""É a Mine". O objectivo foi dizer que são indesmentíveis as semelhanças com Queen. Toda a gente o diz e não é mentira.

O que também temos de admitir é que em certas partes da música (já para não falar do videoclip), Mika parece-se menos com Queen e mais com uma DragQueen... mas pronto, são estilos. Estamos a vê-lo fazer a primeira parte dos Scissor Sisters não tarda. E merece.

domingo, fevereiro 18, 2007

O Santo Graal



Descobri! Finalmente!

Não, não descobri o Santo Graal, mas se ler mais oitecentos e vinte e três livros relacionados com o Da Vinci... talvez lá chegue. O que eu descobri foi porque é que a malta do Norte troca os "V"s pelos "B"s! É olhar para a fotografia do teclado, e descobrir a causa de tão famosa dislexia: dedos trapalhões.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Eu também conheco o Pinóquio



O Ministro da Economia prometeu hoje uma redução do preço da electricidade para breve.

Ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, a táctica pretendida pelo Ministério passa por tentar aumentar tanto o preço do Kilowatt, que o consumidor comum deixe de utilizar electricidade, reduzindo assim consideravelmente o preço da sua factura mensal. Soprou-nos um passarinho ao ouvido que medidas semelhantes serão tentadas com a água e com o gás. Como se sabe, este modelo de gestão de preços tem vindo a ser implementado com o custo dos combustíveis, com sucesso considerável.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

São Valentim, São Valentim, arranjarás tu um lugar para mim?



Não. Para os que pensam que este é mais um post de alguém encalhado irritado com esta data, estão redondamente enganados. Eu estou muito bem entregue e acompanhado, mas este dia tem os seus pormenores bem irritantezinhos.

Para começar: a programação da televisão. Porque é que o programa do Goucha é dedicado ao Dia dos Namorados? Quando aquilo só tem idosos na plateia e em casa a ver? Irá aquela gente ligar tanto a este dia? Irão os velhotes presentear o seu companheiro de sueca com um coraçãozinho anti-stress? Não me parece...

As prendas estúpidas: inventam de tudo para dar neste dia. O engrançado é que tudo serve como prenda de Dia dos Namorados. Pode ser o último livro do Tiago Rebelo como pode ser o Guerra e Paz do Tolstoi. Podem ser os vídeos das viagens do Michael Palin como o DVD do Sin City... Haja critério, meus amigos. O Natal é a 25 de Dezembro, não é preciso inventar um "Natal II - O Regresso", dois meses depois.

O jantar
: claro, o jantar... não podia faltar mais um ritual. Que começa qualquer dia uns meses antes, dada a dificuldade em reservar uma mesa, seja em que restaurante for, independentemente do preço. Em cima do mais, a UEFA tem o desplante de pôr o raio do jogo do Benfica neste dia, e alguns restaurantes a pouca sensibilidade (ou então a real sensibilidade... eheheh) de não ter televisão nas suas salas. Assim sendo..."Beijinhos, beijinhos, gosto muito de ti!... O golo foi de quem? Do Miccoli? Ah ganda Fabrizio..."

sábado, fevereiro 03, 2007

O sinal estúpido



Antes de mais, a ideia deste post não foi minha...

No entanto não podia concordar mais com a revolta de quem tão bem comentou o sinal de perigo "Possível queda de pedras".

Ora bem, vamos lá a ver. Todos nós sabemos que o Código da Estrada não é famoso por ser uma obra literária de referência. No entanto, tem por objectivo controlar "mais ou menos" o que podemos ou não fazer com as nossas viaturas, de modo a chegar em boa condição física e psicológica ao destino pretendido.

No entanto, era escusado inventar sinais estúpidos. Para que é que nos serve um sinal de perigo sobre possível queda de pedras? Vamos por acaso deixar de passar nesse troço - "Ora bolas, possível queda de pedras... se calhar é melhor andar 20kms para trás e contornar toda esta região através de um caminho para aí com 80kms..."? Terá por objectivo a escrita do testamento - "Bem, se me cai um calhau destes no carro ainda vou desta para melhor. É capaz de não ser má ideia deixar o testamento escrito"? Ou será que o inventor do sinal achou divertido gerar o pânico entre as hostes?

A meio do Alvito



Quis a sorte que o Alvito fosse a minha terra durante duas semanas. Estou agora precisamente a meio desta aventura e confirmam-se as melhores expectativas.

Acabei por não ficar a trabalhar no Alvito, sou sim humilde proletário no "Posto" de Saúde de Vila Nova da Baronia, mas estando a viver no Alvito até acabo por ficar a conhecer as duas povoações.

Pago bom dinheiro se me provarem que existem no nosso país vilas e aldeias mais limpas que as do Alentejo. É impressionante como não se vê um papel no chão, como estão quase sempre presentes inúmeros funcionários camarários a limpar as ruas, como as casas impressionam de tão brancas. O Alvito em particular é um espanto na sua pequenez. Situado praticamente no centro geográfico de todo o Alentejo, é poiso preferencial para caçadores, que aqui vêem uma base para as suas demarches de sacrifício animal. Tem poucas casas, mil e trezentos habitantes, mas não deixa de ter uma câmara municipal, uma junta de freguesia, dois bancos, um mercado, uma pousada de Portugal histórica, duas barragens, uma igreja e uma ermida. Pelo meio dois ou três restaurantes e uma biblioteca municipal (de onde escrevo) capaz de fazer inveja às melhores infraestruturas do género no nosso país.

No meio desta quietude, é difícil perceber como um país tão pequeno como o nosso deixa ao abandono regiões destas. A prova disso está nos elevados números do desemprego, nas altas taxas de suicídio e no grave envelhecimento da população.

Enquanto não formos capazes de (como por exemplo fazem os vizinhos espanhóis) valorizar as regiões do interior nunca conseguiremos tirar os devidos rendimentos desta terra quente, deste ambiente calmo, desta gente encantadora.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Vou-me a eles!



Povo de Alvito, nada temas!

Eis que se aproxima do meio do nevoeiro esse salvador que há tanto buscas! Ou então não... Chego mais com a cauda entre as pernas e na esperança que estas gentes sejam simpáticas e acolhedoras neste Alentejo que eu amo.

E agora até vão ter um aeroporto e tudo, hein? Por isso, toca lá a ter poucas doenças nas duas próximas semanas para não me encherem o estaminé de pessoal, valeu?

Até já!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Os filmes de animação que ninguém viu



Todos os anos as salas de cinema se enchem de míudos e graúdos, destinados a ver as mais recentes pérolas de animação, vulgo desenho animado. O problema é que uma data de filmes de animação não chegam às salas, nem sequer ao DVD...

A vossa sorte é este grande (e humilde) blog ter a enorme (e modesta) possibilidade de vos fazer uma sinopse dos filmes que ninguém viu. Se depois os quiserem ver, trocamos DVDs destes filmes com semanas de férias em time-sharing (de preferência no aldeamento turístico Las Palomas, ao pé de Almería, onde a senhora da recepção é uma jóia de pessoa).

Sheko
- História de um sobrinho afastado do Incrível Hulk, naturalmente verde de tonalidade, e natural da pequena aldeia de Brnocesky, sita na República Checa. O pequeno Sheko cresce pensando que ninguém é mais feio do que ele, até ao dia em que a família monta em casa uma antena parabólica e apanham o Carlos Castro a falar na RTP Internacional. De súbito Sheko desenvolve uma paixão sem fim (não, não é pelo Carlos Castro) pela dona Sónia Araújo e resolve iniciar um périplo até aos estúdios da Edipim no Reino do PIB mais baixo da Europa Lá Longe Bem Longe. O fim logo vêem, mas levanto um pouco o véu para vos dizer que Manuel Luís Goucha tem um papel fundamental na história, tentando vestir à sua imagem o pobre Sheko.


Toy História
- Com recurso a desenhos muito "manga" é-nos trazida pela Dreamworks a história de Toy, desde petiz a correr descalço em Setúbal, até à sua idade adulta, em que ganhou o dom de inventar uma letra no momento sobre tudo o que se passa na sua vida.


A Idade do Mello
- Um grupo de mamutes da era glaciar apercebe-se da privatização imediata da maior parte dos icebergs, bem como da necessidade de procederem à aquisição imediata de planos de poupança reforma, para assegurar a sua liquidez financeira aquando do possível degelo.

terça-feira, dezembro 26, 2006

É isso, vamos lá deturpar



Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, timorense, e dono de um lacinho de fazer inveja a Baptista Bastos, disse hoje, quando entrevistado pela BBC a propósito da época natalícia, que o seu destinatário de boas festas poderia muito bem ser Bin Laden, acrescentando que lhe endereçaria as boas festas, dizendo-lhe ao mesmo tempo que não odeia um único muçulmano, apesar do que se passou com a Indonésia em Timor. Explicou que pediria a Bin Laden que lutasse pelos seus ideais e pelos direitos de todos os muçulmanos, mas através do diálogo e das palavras, e nunca através do ódio e do massacre de outras vidas humanas.

Isto poderia ficar por aqui. O que se passa é que os orgãos de comunicação social portugueses, mestres na arte de mal noticiar, não param de encher o cabeçalho das suas edições on-line com títulos sensacionalistas, como "Ramos-Horta felicita Bin Laden" ou "Ramos-Horta dá as boas festas ao seu "irmão" Bin Laden".

Eu pensava que o Natal não era boa altura para deturpar, mas já que é, pois deturpemos. Aqui vão mais uns títulos de notícias, propostos pelo Oranginalidade.


"Quaresma admite que rouba"

Notícia: O jogador do Futebol Clube do Porto, admitiu em entrevista ao nosso jornal que rouba frequentemente uma ou outra batata frita da travessa, ainda antes de as tirar para o prato. Refere ser um vício que ficou de míudo e confessa aliás que "quem diz uma batata diz duas ou três, porque eu gosto das batatas ainda quentinhas e estaladiças".

"Papa consome drogas"

Notícia: Sua Santidade Bento XVI, viu-se recentemente confrontado com valores de tensão um bocadinho acima da média. Os médicos do Vaticano contaram ao nosso jornal que os cozinheiros do papado têm instruções para cortar no sal, e que de momento, por prescrição médica, o Papa consome drogas anti-hipertensoras, para tentar resolver a situação.

"Belmiro de Azevedo compra Itália"
Notícia: resolvendo meter-se no pequeno comércio, o empresário nortenho adquiriu recentemente por trespasse a pastelaria Itália, na cidade de Aveiro. Instado a comentar o futuro da pastelaria, Belmiro já assumiu que os ovos moles continuarão a pontificar como especialidade da casa, mas que vai baixar o preço dos salgados e dos quartos de leite Vigor em cerca de 35% para cativar clientela.

domingo, dezembro 24, 2006

O Noddy, os Queen e a Época Natalícia.

A todos peço calma. Sei que o título do post assusta, mas aviso que os três temas são para tratar em separado.


O Noddy


O Noddy já é taxista. Mas se ainda fosse criança e vivesse numa aldeia portuguesa onde só há idosos (o que não é o caso da Cidade dos Brinquedos)... a escola do Noddy iria fechar. Perante tal facto, apenas poderíamos alterar o famoso genérico para "Abram aulas para o Noddy".


Os Queen




Não sei se são fãs... mas para quem goste minimamente dos Queen (no meu caso, até os adoro), o espectáculo "em cena" no Casino de Lisboa até 30 de Dezembro é imperdível. Uma imitação tão real dos verdadeiros Queen, que quase arrepia. Só é pena não contar com uma sala diferente do Auditório dos Oceanos, que apesar de ser um belo auditório, é um pouco constrangedor para as pessoas se levantarem da cadeira e dançar ao som dos Queen.


A Época Natalícia



Pois é... mais um Natal que passa e não posso esperar pela minha visão favorita: os caixotes cheios de papel e laços no dia 25 e a malta toda a queixar-se da crise do costume. Quão bom seria se um destes anos para variar, alguém parasse para pensar no que realmente se pode dar de especial nesta quadra. E lembrar, passe o cliché, que ao lado da nossa alegria e entusiasmo com os presentes (cuja maior parte vai ser esquecida num ápice e nunca mais lhes ligamos), há pessoas que não têm sequer um tecto para passar esta noite.

Feliz Natal e um Óptimo Ano Novo, são os votos do Oranginalidade.

P.S.: O Pai Natal contou-me que o Freddie Mercury e o Noddy sempre foram grandes amigos.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A comédia em que vivemos



Está confirmado o fim da SIC Comédia. Acho que faz todo o sentido. Afinal toda a evolução da TV Cabo deixava adivinhar esta situação. É de todo interessante que o fim de um dos melhores canais do cabo seja acompanhado por um aumento na mensalidade do serviço.

A TV Cabo consegue a proeza de acabar com a montra da melhor programação humorística nacional (eu quero lá saber se os mesmos episódios eram repetidos muitas vezes). Mas nada temam. Pode acabar a SIC Comédia, mas vêm aí a Al-Jazeera e a France 24. Por isso, quando estiverem cansados, tristes ou de mal com a vida, onde antes ligavam alegremente o 10 (pelo menos em Lisboa) para largar umas boas gargalhadas, podem agora optar por saber a meteorologia em Islamabad ou em Nantes, que é algo que vai muito mais de encontro às necessidades do cliente TV Cabo.

Aliás deve mesmo ter sido feito um estudo de mercado que apontava para a imperiosidade de colmatar tais falhas.

O Oranginalidade sabe de antemão que a TV Cabo pensa seriamente incluir na sua grelha a partir de Março de 2007 mais alguns canais interessantes como:

- Radio Television of Papua-New Guinea
- Discovery Pato Donald e sobrinhos
- Canal "Como engrominar clientes de serviço cabo com canais da treta e fazer uma fortuna"
- Canal Floribella

É só aguardar, eles andam aí...

domingo, novembro 12, 2006

O meu momento Professor Marcelo



Hoje apetece-me comentar. No meu esforço de revisitar posts antigos aqui do meu estaminé. Quando não fui eu dar com os comentários devidamente preenchidos ao meu post sobre o Tony Carreira. Isto um tipo já sabe, neste país ninguém se pode meter com assuntos sagrados como Fátima, o Fado, o Futebol e o Tony Carreira. Mas como eu sou audaz meti-me como ele... salvo seja...

Eu não venho para aqui mandar vir com comentários alheios, porque se eu tenho a opção de comentários é porque gosto de saber o que as pessoas acham dos posts. Por isso até fiquei bem contente por receber acérrimas defesas do referido cantor. Isto porque sou um democrata. Também sou um psicopata, mas isso não interessa tanto para o presente assunto.

Dentro desse espírito de democracia, resolvi que hoje não vou comentar em estilo galhofeiro nenhuma bela trilha do Tony Carreira, mas vou isso sim comentar os dois comentários que me fizeram, esperando assim obter, quiçá, mais algumas respostas irritadas e acesas... É que estou mesmo a precisar de voltar a dar vida ao blog.

Para quem não se lembra o post em causa é este.

Ora um indivíduo que dá pelo nome de Tonydependente (eh pá, não comecem a fazer trocadilhos com toxydependente, vocês são danados) escreveu:

"Ao menino dono deste blog:
O Tony é simplesmente o maior e o melhor cantor que Portugal alguma vez já viu,(como é k não serão os outros) portanto reduza-se à sua insignificância e deixa o homem fazer a vidinha dele!!!"

Fico contente por me acharem um menino. É que os anos passam e de vez em quando somos levados a questionar a nossa juventude. Quanto ao Tony ser o melhor cantor de Portugal, o Toxy acha que sim, não vou contrariá-lo, mas o maior é mentira. Lembro que pelo menos o Rui Reininho e o Luís Represas são mais altos, por isso estamos aqui perante uma falácia. Reduzir-me à minha insignificância é a minha especialidade, portanto assim o farei. Deixar o homem ir à vidinha dele... é a minha outra especialidade, que eu não quero nada com homens (embora respeite quem queira, se não começo já a receber comentários odiosos outra vez).


Mas a investida da malta com uma vida muito interessante, que passa por ir a concertos de qualidade indubitável, não ficou por ali e uma Mariana atirou:

"ó meu granda palhaço!olha fartei me de rir com o gozo que fizeste com a musica do tony carreira!deves pensar que tens muita piada tu.é por haver gente como tu que isto anda assim.só podridão!ca nojo!Pois fica sabendo que o Tony ta simplesmente a cagar se para gente como tu.eu so fã dele,e nao gosto nada de andar a ler estas merdas sobre uma pessoa que nao merece,que tem lutado para chegar onde chegou.a fama nao lhe caiu do céu!nao ficou famoso por andar a fazer blogs de merda como o teu.foi pelo talento dele e pela sua humildade.PALHAÇO!"

Gosto sobretudo do epíteto de palhaço no princípio e no fim do comentário. Tendo eu o audaz objectivo de tornar este blog minimamente humorístico... ser designado de palhaço foi o mais caloroso elogio que algum leitor do blog me ofereceu até hoje. Depois diz que se fartou de rir e mais uma vez fiquei agradado. Gosto ainda do estilo Saramago com que o comentário está escrito. Acho que depois de Orhan Pamuk... só Mariana Fã de T Carreira se poderá prestar a ganhar o Nobel. Depois de repente a esquizofrenia revela-se e afinal eu sou o estandarte do nojo, da podridão e daqueles que maltratam quem tanto lutou para chegar onde chegou. Ora eu nunca gozo com a luta das pessoas, tirando uma vez em que gozei com um amigo meu, mas é que ele lutava mesmo à menina. Se a cara Mariana tivesse uma vida, percebia que isto é tudo galhofa, e que à mesma hora que eu estava a brincar com a letra de uma canção, estava o Tony a parodiar com a falta de precisão do meu corte cirúrgico ou com a maneira totó como eu prescrevo vitaminas a toda a gente.

Tenho dito...

Iscrever male é qui é, tá-çe beim



Hoje à hora de almoço deparei-me com mais um dos frequentes erros que enchem de glamour as barras noticiosas dos telejornais. No caso, a TVI noticiava que "Um Rally-Paper tinha sido a forma escolhida para comemorar o aniversário do Conselho da Trofa". Não sei que Conselho da Trofa será esse... se um conjunto de pessoas iluminadas, se uma comissão destinada a avaliar a Trofa, se o que seja.

Mas seja o Conselho o que for, era agradável que aconselhassem a jornalista responsável pela escrita das ditas barras a aprender a diferença entre um Concelho e um Conselho, talvez até entre uma Descriminação e uma Discriminação, ou temas do género. Aí sim, o conselho levaria ao bom uso do concelho.

sábado, novembro 11, 2006

As estrelas são cegas



Ter um pai dono da cadeia Hilton permite uma catrefa de extravagâncias, desde aparecer em vídeos pornográficos caseiros na internet a ver músicas produzidas por grandes estúdios. Vamos ver como Paris coordena tão vastas actividades nesta análise da letra de "Stars are Blind".


"I don't mind standing sometime
Just hanging here with you (será uma homenagem ao cãozinho Tinkerbell?)
Cause I don't find too many guys
That treat me like you do (ai não, afinal é a um dos famosos matulões...)
Those other guys all wanna take me for a ride (ela não, são eles...)
But when I walk they talk of suicide
Some people never get beyond their stupid pride (é verdade... preconceituosos!)
But you can see the real me inside (consta que sim, consta que sim...)
And I'm satisfied oh no oh

Chorus:
Even though the gods are crazy (pois, quem paga agora são eles)
Even though the stars are blind (são elas e o Stevie Wonder)
If you show me real love baby (até já os bebés são metidos ao barulho)
I'll show you mine (aparentemente algo que a Paris faz com facilidade)
I can make you nice and naughty (sem comentários)
Be the devil and angel too (versos repetidos não vale, hein?)
Got a heart and soul in body (isto sim é filosofia do mais alto quilate)
Let's see what this love can do
Maybe, I'm perfect for you (you = tudo o que se mexa)

sexta-feira, agosto 18, 2006

O meio-dia e a pseudo-xenofobia



O Verão, ai o Verão... Tempo de praia, calor, bebidas frescas, pessoal despassarado a sair com o carro à toa pelas ruas das vilas de veraneio, enfim, uma maravilha.

Como amante do Verão que sou, lá andei a aproveitar-me de umas praias portuguesas, e rapidamente cheguei à conclusão de que algo de estranho se passava com os meus horários. Porque sempre que saía da praia ao meio-dia e pouco deparava-me com filas intermináveis, de famílias completas (e isso inclui o frango e as batatas Tititi que trazem para o almoço), em direcção contrária à que eu tomava.

Segundo a A, isso tem uma explicação. Quem vai ao meio-dia para a praia sabe que os tontos que de lá saiem ao meio-dia vão deixar um lugar vago e é isso que justifica a sua ida a essa hora.

O que se consegue com isso é algo como um lagosta-style parecido com o da imagem que encabeça o post, mas o objectivo final de quem vai a essa hora é ficar idêntico ao senhor da imagem do post de baixo, de onde vem o meu conceito de pseudo-xenofobia. Então o típico português passa o ano todo a queixar-se dos afro-lusos e depois tem por missão de vida tentar ficar com a cor deles?

Strange...

domingo, junho 18, 2006

Eu participo!



Os professores das crianças que copiam mais porque vivem num país corrupto (ver o post abaixo deste) receberam agora a notícia de que os encarregados de educação vão participar na avaliação da qualidade dos professores.

Perante a indignação geral, a Ministra da Educação aprontou-se a dizer que a participação dos encarregados seria "minimalista". Em primeiro lugar, para mim seria deveras interessante que colocassem como ministros do meu país pessoas que conhecessem o significado das palavras, e penso que aqui a nossa Ministra quereria dizer "mínima" e não "minimalista", uma vez que estou a imaginar os pais a preencher a avaliação...

"Ó Mário, o que achas disto, vou pôr aqui uns floreados nesta linha da avaliação, e depois se calhar um estilo mais barroco na parte de baixo, quem sabe com uns dourados e
umas purpurinas espalhadas..."
"Não, não, Jacinta, não te esqueças que a avaliação tem de ser minimalista. Escreve só o que achas, a preto com fundo pastel... e ponto final."

Mas além disso, penso que esta participação activa devia ser levada para outras profissões. Portanto, de hoje em diante serão muitas as solicitações diárias: sai-se da oficina e vai-se avaliar o trabalho feito ("Eh pá, por esta curva que fiz, acho que os pistons estão só mais ou menos"), vai-se ao café e avalia-se o belo do bolo ("Hmm, avise o vosso fornecedor de pastelaria que esta bola de Berlim deveria conter aproximadamente mais 15 gramas de ovo no creme"), ou vai-se à bola e avalia-se o trabalho do Fernando Santos ("Aqui declaro, por minha honra, que não quero só gregos na equipa").

Assim parece-me que esta medida veio abrir um precedente, e baseado nela, resta-me concluir que, de hoje em diante, passará a haver um Professor Marcelo Rebelo de Sousa
em cada um de nós, com a capacidade para tudo comentar e classificar. 20 valores!

A lógica da batata



É hoje notícia no Diário de Notícias a brilhante descoberta de que os "Alunos copiam mais nos países mais corruptos".

Esta notícia é realmente surpreendente. Eu fui mesmo, pode dizer-se, apanhado de surpresa, uma vez que sempre pensei que quem copiasse mais fossem os finlandeses, suecos, dinamarqueses, noruegueses e canadianos.

Aliás, tenho já a capacidade de prever novas notícias para breve, em registo semelhante:

"Cidadão dos países mais corruptos fogem mais aos impostos"

"Pessoas que mais ficam a dever o que pediram emprestado encontram-se nos países mais corruptos"

"O nível de condução é consideravelmente pior nos países mais corruptos"

"Há mais baixas fraudulentas nos países mais corruptos"

Tudo notícias que derivam de uma investigação jornalística brilhante e muito muito minuciosa. Precisámos de anos e anos para chegar a tais conclusões.

Parafraseando os DZR'T (que também são triunfadores num país mais corrupto, sem que disso tenham culpa, entenda-se)... "Ah Yeaaaaaaaaah"

quinta-feira, maio 04, 2006

O post sério



Este não é para rir, mas sim para aplaudir. Falo da medida da Presidente da Câmara de Vila de Rei, em "importar" 60 famílias brasileiras até final de 2008, para trabalhar em vários postos de emprego do concelho.

O concelho, situado exactamente no centro geográfico do país, até não apresenta taxa de desemprego considerável, mas debate-se com a realidade de muitos dos que lá trabalham serem residentes nos concelhos limítrofes. Esta medida é assim um tiro no alvo, na direcção de fixar habitantes no concelho a curto prazo, e de tentar até aumentar as taxas de natalidade a médio ou longo prazo.

Não faço a mínima ideia da cor política desta presidente, mas nem me interessa. Tiro o chapéu à ideia, que não é aliás original, porque segue a forma inteligente como, por exemplo, americanos e australianos utilizam a imigração para povoar zonas desertificadas dos seus vastos territórios e não só e apenas para engarrafar ainda mais as grandes cidades.