terça-feira, junho 03, 2008

O valor do aplauso



Gosto de viajar. Pode ser a pé, de carro, de comboio. Para destinos mais longínquos o avião é "ferramenta" essencial. Após todo o processo de reserva, viajar de avião tem ainda vários aspectos incómodos associados: chegar ao aeroporto vinte horas antes de o avião descolar; fazer fila para o check-in, fila para a segurança, fila para o boarding, fila para sentar, fila para a casa de banho (chego mesmo a imaginar que em situação de emergência ainda teria de aguardar pacientemente pela minha altura de saltar para o insuflável que iria sair da asa do avião...).

E não acaba aqui: o strip forçado para a segurança; o "ah, realmente este corta-unhas consegue atravessar vários abdómens de uma vez só"; ao mesmo tempo uma família de romenos (podiam bem ser portugueses, só estou a falar de uma experiência vivida) passa alegremente pelos guardas com um pão de quilo e filetes de peru, guardados em sacos de plástico sem o mínimo piu das autoridades.

Mas nada me irrita tanto numa viagem de avião como a singularidade de aterrar no aeroporto de Lisboa. Não, já nem estou a falar do carácter sempre deprimente de se saber que as férias estão a acabar, mas sim de outro flagelo da sociedade!

Aterrar em Lisboa tem todas as condições para ser perfeito. A vista é magnífica, as ruas estendem-se perante os nossos olhos, as cores e os relevos da cidade ganham toda uma nova dimensão do ar, mas...

...quando as rodas de trás do avião se lembram de tocar a pista, lá começa o afamado flagelo e desata tudo a bater palmas! Mas o que é que se passa? Porque é que isto só acontece aqui? E não, não estamos a falar de uma aterragem no meio de um ciclone, ou num atol do Pacífico por falta de combustível... é uma aterragem normal!

Pergunto-me porque é que estas pessoas não batem palmas ao empregado do restaurante quando este traz os cafés? Ou ao funcionário da estação de serviço quando acaba de pôr a gasolina? Afinal, tal como os "pobres" dos pilotos, estão todos "só e apenas" a fazer o que é suposto ser feito na sua profissão.

sexta-feira, abril 04, 2008

Estava quase...

Ah! Bolas... Estava quase a passar um ano sem escrever e não consegui atingir tão nobre efeméride...

É verdade. Parece mentira, mas vocês aí (esses largos milhões de leitores que aqui vêm parar por engano) podem rejubilar de gáudio, que há um novo post no Oranginalidade!

Porquê tanto atraso? Porquê tanto tempo sem textos? Provavelmente por falta da dita or(ang)inalidade que se eleva no título do blog (ser burrinho é tramado). Quiçá por ter sido um ano de muito trabalho e pouco tempo livre. Mas finalmente volto para pôr a conversa em dia.

Não vou prometer um post por dia nem nada parecido. Mas sempre que alguém andar a dormir na forma, cá estarei para tentar dar a minha ferroadazinha.

Até já...