quarta-feira, dezembro 09, 2009

Uma questão de nível



Longe vão os tempos em que a expressão "comida de hospital" era associada a algo de insonso, com sabor a nada e textura de papas de aveia (embora nas cantinas hospitalares pareça que é isso que continuam a servir).

Através do recrutamento de uma equipa de nutricionistas qualificados, hoje os doentes têm à sua disposição pratos equilibrados do ponto de vista nutricional, adequados à sua doença, mas ao mesmo tempo com características que tornem a refeição agradável (e não apenas tolerável).

Onde surge o problema é quando lhes é dada escolha sobre o que querem para o dia seguinte. Certamente plenos da melhor boa vontade, os responsáveis das empresas de alimentação dão os nomes mais pomposos aos pratos que servem e é frequente ver os nossos idosos terem um pré-colapso a tentar perceber o que é que os nomes significam.

Exemplo:
"Senhor Manel, para o jantar, de sobremesa, vai querer melão ou bavaroise de morango?"
"O que é que disse a seguir ao melão?"
"Bavaroise de morango!!!"
"E o que é que é isso"
"É... é... é... pudim com gelatina"
"Hm, pode ser o melão...."

terça-feira, dezembro 08, 2009

Serão artroses?



Outra vez seis meses sem escrever?

Acabou-se o combustível? Falta de criatividade? Dispersão? Falta de tempo?

Ou serão artroses?

Não tenho idade para artroses. Há quem as tenha com esta idade, mas eu não tenho idade para as ter e não tenho. Ponto final. Parágrafo.

Ando embrenhado. Por caminhos intensivos. Por medicinas públicas e menos públicas. Cuidadas e menos cuidadas. O tempo é pouco. A bem ver são as mesmas vinte e quatro horas. Os mesmos mil quatrocentos e quarenta minutos.

Aproxima-se o novo ano, altura de resoluções. Quebra. Não gosto de paradigmas. Faço já uma das minhas: vou voltar a tentar e escrever mais. Não se perde nada. Ganha-se em desabafo. Ganha-se em desafio.

Escrever faz-me bem.

Até já.