sábado, janeiro 31, 2004

Para os eternamente insatisfeitos



Para os que se preocupam demasiado com as coisas.
Para os que acham que tudo corre mal.
Para os que pensam que todos os azares da vida lhes batem à porta.
Para os que acreditam que os outros estão sempre melhor que eles.
Para os que desistem à primeira adversidade.
Para os que desistem à segunda adversidade.
Para os que desistem... seja qual for a adversidade.
Para os que... acham que se identificam com os acima referidos...

Não queiram nunca pensar que há crianças como esta, que buscam desesperadamente um sorriso, perante uma morte certa. Eles não têm ajuda... Elas não têm esperança... E mesmo assim não desistem...

Por respeito aos que lutam e têm a derrota garantida... pensem, aqueles que têm tudo o que é bom e cujas adversidades não são dignas desse nome, o ridículo da situação em que incorrem quando se queixam!

Donnie Darko



Caro Donnie,

É difícil não ser compreendido... Neste Mundo em que muitos só acreditam no que vêem e não naquilo que sentem, torna-se tarefa hercúlea dar asas à imaginação, e perceber o que está para lá do óbvio.

Mas fica descansado, que muitos conseguem ver os seus coelhos Frank, dando ou não dando ouvidos aos mesmos. Tal como conseguem ver os seus gatos com dois narizes... ou o seu centro da Terra... Enfim, o Donnismo sempre esteve e estará presente.

Só espero que nunca a um extremo como o que alcançaste, jovem Darko, pois é ténue a fronteira entre a lucidez e a loucura, entre a imaginação e as viagens no tempo...

Sejam imaginativos como o Donnie, mas não do Darko side of it... Apenas do lado oranginal...

sexta-feira, janeiro 30, 2004

Erros do Criador



Sem que eu tenha autoridade para o fazer, parece-me que até o Criador tem momentos de distração... E um desses momentos, foi, sem dúvida, quando se lembrou de inventar a vespa, esse animal execrável, que, desde petit infant, habita os meus piores pesadelos.

Não há direito de existir um bicho tão ruim!!! É que... a abelha, apesar de também se lembrar de distribuir umas picaditas de quando em vez, sempre produz o mel, que, embora não apreciado por todos, é docinho... faz bem à tosse... e dá de comer às pessoas que se mascaram de astronauta para essa nobre função de apicultor.

Agora... a vespa, só trabalha para ela, roubando o pólen às pobres das flores (devia poder ser considerada violação, além de que as obriga a terem relações promíscuas com outras plantas que não conhecem de lado nenhum) e além disso, tem uma magnífica diversão, que passa por aparecer nas piores alturas... geralmente às refeições... ou então nos piores locais. É que não percebo a tara destas pestes com asas para se esconderem em tijolos ou casas em construção. Claro que o pobre do JP pequenino, se punha a explorar esses locais e era presenteado com um ferrão primeiro... e com um inchaço (edema é o termo médico, e digam lá se não é muito mais chique?) e dores agonizantes depois...

Enfim... mesmo os Amigos dos Animais... quando virem uma vespa... tentem diminuir-lhe a esperança média de vida. Lembrem-se sempre que deve haver um motivo para ter havido não uma Vespa Maia, mas sim uma Abelha Maia!

O velhote sortudo



Há gente com sorte! O velhote que vêem na fotografia tem 105 anos! Ou então não... mas dá-me jeito dizer que sim! E a vida dele sofreu uma grande mudança nos últimos tempos. É que a Multiopticas tornou este homem milionário...! Todas as pessoas lhe pedem óculos, que ele vai a correr buscar e ainda lhe pagam, na loja, 5% do valor desses óculos. Por isso é que ele o faz com agrado... (Para quem não sabe, a Multiopticas anuncia que faz descontos iguais à idade das pessoas... Entendidos?)

E assim se faz um velhinho feliz... mas... esperem... acabam de me dizer que o limite máximo de desconto na Multiopticas, mesmo para esta promoção, é de 80%!!! Não há direito! Isso além de me estragar o cerne deste texto, acaba com a felicidade do velhote. Será no mínimo de dizer... publicidade enganosa e falta de respeito pela 3ª idade.

Ao menos o velhote lá continua... a seguir rua fora... embora a sua vida se torne mais a preto e branco. Complicado para ele, talvez, adaptar-se à sua geração... Afinal, onde estão os amigos com os mesmos 105 anos???

quinta-feira, janeiro 29, 2004

O Sol que brilha até tão tarde em Solna...



Olhar pela janela e ver o sol às 11 da noite é mesmo um privilégio do qual poucos poderão usufruir. A paz de espírito que daqui transparece é incrível. A liberdade que se sente, o bem-estar, o sentido de realização... É olhar à volta,e ver as dezenas ou centenas de mentes que geram ritmicamente movimentos tão bem orquestrados que parecem cinematográficos.

Aquele lá em baixo... vê televisão, não entendo o quê, não sei se o faz por gosto, se por não ter mais nada para fazer... Mas o seu pensamento está para ali virado! E o outro em cima está à janela. Não admira! Num país em que a neve é o prato do dia, o anormal calor que se faz sentir desespera estas pessoas. Refresca-se, talvez fume um cigarro, vê o mesmo pôr-do-sol tardio que me vai ficando na retina.

E no jardim passa mais uma bomba de branco. Vai fazer muitos olhares serem desviados do pôr-do-sol, mas até aí a Natureza mostra a sua graça, ao ser capaz de produzir tais expoentes de perfeição.

E tudo em volta é verde, tudo em volta é belo, tudo em volta é isto! E eu penso... Meu Deus! O que seria de mim se eu morresse sem ver isto, sem me cruzar com esta gente, sem ver este pôr-do-sol?! Isto faz com que me sinta vivo. Sinto-o não como uma prova superada, não como uma casa ou um carro comprados, mas sim como a outros prazeres da vida, como um beijo bem dado ou como um piquenique ao lusco fusco! Merece a pena viver assim!!!

Por um momento, esqueço-me... de guerras, de terrorismos, de más intenções... Como é que isso existe? Como é possível no meio de um Éden destes? Qual o ser que, perante tal dádiva, se predispõe a destruí-la? Eu não sou com certeza! E não contem comigo para dar passos atrás.

Do meu terraço em Solna eu contemplo o Mundo e o meu Mundo contempla-me a mim. E assim permaneceremos unidos, quer queiram, quer não. E que todos os terraços, de todas as Solnas que por aí há, permitam a muita gente sentir o que agora sinto, que a vida merece mesmo a pena e que tudo corre tão bem...

(texto escrito a 3 de Agosto de 2003, no meu terraço em Solna, Estocolmo)

Absolutamente arrasador!



Há ideias que são mesmo boas! Tiro o chapéu (não o uso, mas faz de conta...) a quem se lembrou de fazer um best of dos singles dos No Doubt entre 1992 e 2003. Para quem gosta (como sempre é válido), este cd tem um tempo de vida infinito, porque se ouve vezes sem conta... e parece que não cansa... No meu caso, recordei com gosto alguns temas do meu imaginário de início de adolescência... e o que essas músicas nos marcam... :)

Mas falar de No Doubt, também me lembra de um facto que me perturba a mente já há algum tempo! Será que os Reamonn são alguma coisa aos No Doubt? Será o seu vocalista a Gwen Stefani disfarçada? É que não sei se repararam, mas... os primeiros 10 segundos de "Star" (música bem gira, não há dúvida) são exactamente iguais aos 6 primeiros segundos de "Don't Speak" dos No Doubt!!! E o meu pobre cérebro, sempre que Star começa a rodar nas rádios sente-se meio estúpido por pensar em começar a cantar "You and meeeee... We used to be togetherrrr...." :(

Enfim, se alguém me explicar este fenómeno digno do Entroncamento, talvez dê aos meus neurónios para, finalmente, quando ouvirem essa intro tão utilizada no panorama musical internacional, começar a debitar "Tell me if you've got a problem...."

Viajar é quase tudo



Ser apreciador de gastronomia tem a sua piada. Ir ao Estádio da Luz ver jogos de futebol não deixa de ser engraçado. Ir ao cinema é bem giro, e ver filmes é sem dúvida das minhas actividades favoritas.

Agora... se entrarmos no campo dos prazeres extremos, para mim o êxtase é alcançado quando pego na trouxa e deixo o país (não que fosse necessário abandoná-lo para ver coisas com valor), para partir para um qualquer lugar, desses que já tive a felicidade de poder visitar. Por isso, é natural que alguns deles vão aparecendo, quais cogumelos, neste meu "espaço de antena".

Porque viajar é quase tudo... É conseguir absorver cultura "in situ", ou seja, a melhor forma... até para as pessoas que não gostam de ler (infelizes, mas cada um é como cada qual...) ou ver o People + Arts. E não deve haver nada mais enriquecedor do que conhecer outras pessoas, outras culturas, jogar com o intercâmbio de sorrisos e cordialidades! O meu Verão (e por vezes outras alturas do ano) enche-me desse sentimento de novidade, alegria e vontade de no ano seguinte partir para um outro qualquer porto, perdido algures por aí...

Homenagem digna de se fazer ao P, grande e único responsável por esta "obsessão" que tenho por partir para ver sítios novos!

terça-feira, janeiro 27, 2004

Que todas as pessoas D'Oh! fossem como o Homer...



"Principal Skinner: O comportamento do Bart é inaceitável, os senhores deviam ponderar colocá-lo num programa de intercâmbios!
Homer: E como é que isso funciona?
Principal Skinner: É fácil, o Bart iria viver uns meses para França e vocês recebiam um míudo albanês cá em casa.
Homer: O quê? Um daqueles míudos muito brancos e com os olhos cor-de-rosa?"

Perante isto, rendo-me. Se os Simpsons fossem muçulmanos, de certeza que estariam fechados em Meca, lá no meio da praça. E lá iria eu rezar sempre para ali voltado, qual fiel seguidor... Quem não daria tudo e mais alguma coisa para que este gordinho amarelo fosse real? O pior é que não é... Tenta caracterizar uma parte da sociedade americana que nos faz mais chorar do que rir. Mas enfim... vão valendo as horas de riso que esta família nos traz pelos televisores dentro.

Matt, companheiro, podes um dia esgotar a tua oranginalidade... O que fizeste já chega muito bem! Repete muitas vezes as tuas histórias... e mistura-as até! É impossível fugir à ideia de que o Homer e o Benders dariam amigos inseparáveis.

Viva Spriengfeld!

Ah... e espero que a minha amiga JA tenha ao menos o "bom gosto" de não gostar dos Simpsons, por embirrar com eles ou uma coisa assim... ;)

segunda-feira, janeiro 26, 2004

A outra profissão dos White Stripes



A mim nunca me enganaram! Para lá do excelente som que produzem, e das taras cromáticas, e da actuação sui generis em palco, os pseudo-irmãos White sempre tiveram um biscate escondido, para o caso de algum exército não ter pegado, mesmo sendo de sete nações...

O problema foi que se desmascararam no seu último videoclip... Basta olhar para o design da bateria dos White Stripes para perceber que a mesma é a cópia chapada do rebuçado de morango da Campino. Não estão a ver quais são? Aqueles que sabem a corneto de morango... São bons, são... Os rebuçados... Quer dizer, os White Stripes também, eu sou fã... principalmente de os ouvir na Ocean Terminal Arena em Edinburgo. Mas acho que era desnecessário camuflarem de forma tão vergonhosa a razão de ser da banda:

Incitar o consumo de rebuçados Campino (que devem aliás ser, secretamente, propriedade da família White... e que são um negócio muito mais rentável do que vender CD's) e utilizar, aliás, técnicas de hipnose, no videoclip de "The Hardest Button to Button", que já provaram funcionar em "Zoolander", esse filme claramente baseado em factos da vida real.

Agora já vos avisei... por isso tenham cuidado!

domingo, janeiro 25, 2004

Porque a vida infelizmente não é só humor e originalidade... :(



Miklos Feher 1979-2004



Fugindo à habitual linha do blog, não posso fugir a deixar aqui a minha mensagem:

Força Miklos Féher! Onde estiveres, continua a lutar!!!

Porque é que o ketchup faz mal?



Não... nada disso... não pensem que vos vou dizer que não devem comer ketchup porque vos faz mal à saúde comer um molho tão concentrado, por causa dos corantes, dos aditivos, ou coisa que o valha... Seria pouco correcto da minha parte fazer isso, quando eu próprio adoro ver as batatas a nadar neste flagelo alimentar. Mesmo assim, não chego aos calcanhares da minha amiga MLM que se diverte a petiscar como aperitivo ketchup acompanhado de mostarda... Mas isso já é outra história!

O que eu não posso deixar de constatar é que o ketchup, principalmente o dos restaurantes, faz mesmo mal à saúde! Mas a que departamento da mesma? Ao Sistema Nervoso, pois está claro!!! Quem nunca ficou com uma pilha de nervos a tentar tirar uma ninharia de ketchup daqueles super frascos de vidro...?

É que os de plástico, ainda se aceita... Um tipo carrega, aquilo sai bem... lá para o fim do pacote já sai tipo vaporizador e não em fila indiana, mas suporta-se... Agora... as garrafinhas de vidro que nos trazem no restaurante, são claramente objectos de gozo colectivo... Acho que os inventaram para fazer as pessoas passarem vergonhas, ou então para as desincentivarem a pedir ketchup. E depois há sempre aquele espertinho do empregado, que vem dizer, com um sorriso malicioso na cara, que é preciso usar um truque!

Brilhante! É isso mesmo que nós precisamos. De ir a um restaurante, tentar jantar e socializar, e sair dali com complexos de inferioridade, porque algum marreta achou que garrafinhas de vidro eram mais bonitas ou higiénicas!

E o mais engraçado é o produto que acarreta toda esta dificuldade para ser "colhido", estar categorizado no segmento da fast-food... Ele há cada uma...!

sábado, janeiro 24, 2004

A importância de não ser Ernesto



Caro amigo Wilde,

Não sei porque raio se lembrou de, numa das suas obras, achar que as mulheres se sentiam inclinadas a desenvolver paixões por indivíduos de nome Ernesto. Sei que o meu amigo vive noutro país e, portanto, só posso encontrar explicação na velha teoria de "outras terras, outros costumes". Mas mesmo tendo por base esse lema, acho que devia ter tido a noção da possível universalidade da sua obra e procurar um nome bem mais agradável...

É que... já viu o potencial de consequências associadas ao seu acto? Se às mães inglesas (e não só) desse para se tornarem seguidoras das linhas de orientação de um mestre literário como o meu amigo, teríamos o pânico geral, com os bebés a serem todos baptizados com esse nome, que ao ser pronunciado, cria até algum embaraço de dicção...

Por isso, recomendo-lhe que em futuras obras (caso ressuscite e assim o entenda...) seja mais cuidadoso, para não ferir suspectibilidades, nem criar amargos de boca nos núcleos que apreciam/adoram a sua escrita eloquente.

Sem mais me despeço, na esperança verdadeira de que nenhum Ernesto leia este blog em particular.

sexta-feira, janeiro 23, 2004

Quando as galinhas tiverem dentes...



Quando as galinhas tiverem dentes, o mundo vai ser melhor! Nessa altura, os gatos terão dois narizes, Jean d'Orange será conhecido e Portugal já terá chegado a Marte. Além disso, a par da evolução da dentição deste animal, os telemóveis vão também tornar-se práticos e funcionais (ou os operadores móveis, esses malandros, assim os vão tornar... o futuro o dirá...).

Quando as galinhas tiverem dentes, alguns casos mediáticos da nossa justiça já terão terminado, alguns clubes já terão sido campeões e algum aeroporto terá sido construído. Até talvez quem sabe... o prolongamento da Linha do Oriente até ao Corte Inglês já tenha avançado.

Quando as galinhas tiverem dentes, o nosso país vai pensar mais no aproveitamento turístico dos seus recursos, vai produzir menos betão, vai estragar menos paisagens, vai convencer outros países a fazer o mesmo.

E finalmente, por último, mas não menos importante... quando as galinhas tiverem dentes... eu vou deixar de escrever no meu blog, o que convenhamos... me dá uma certa margem de manobra!

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Telemóvel para falar, precisa-se!!!



Hoje em dia há telemóveis impressionantes. Quem diria há alguns anos que dentro de pouco tempo iria ter todas estas funcionalidades? Quem se imaginava a passar o tempo a premir intensamente um teclado minúsculo para jogar jogos fantásticos, coloridos, viciantes? Que se desenrolam num ecrã hiper-mega-pixelizado com uma tera-giga-definição...

Quem pensava também poder captar momentos únicos, ali... na palma da mão... sem ter de andar com uma saca de cimento fotográfico às costas? Espectacular... têm boa qualidade as fotos... ena! Até têm zoom estas máquinas fotográ... oooooops...estes telemóveis, quero eu dizer! E têm luzinhas, de várias cores, com funções múltiplas: dizem no manual que dá para auxiliar de abrir a porta de casa, com más condições de luminosidade. Ainda bem! Se bem que dantes as minilanternas eram mais baratas...

E... o quê? Será possível? É mesmo... isto também grava vídeos! E posso mandá-los para outras pessoas, aliás as fotos também... Incrível!!!

Vou telefonar a alguém para contar estas novidades excitantes!!!

Que chatice... uma falha na ligação! AH, já deu! Estou? Estás a ouvir? Sim, eu estou-te a ouvir... Quer dizer, não muito bem... Experimenta mexer-te... Não, ainda não estou a ouvir melhor... Vai para outro lado... Não, ainda não... Tenta mudar o telemóvel de posição... O quê??? Eu disse que levava o automóvel para a procissão??? Nada disso, estás a fazer confusão... Olha, vou desligar, não te estou a ouvir bem! Falamos mais tarde! Ou então manda uma mensagem...

Caros fabricantes de telemóveis: o que vos custa criar um aparelho cujo ponto forte seja a qualidade de conversação?

terça-feira, janeiro 20, 2004

O poder de fazer rir



Há coisas que quase qualquer pessoa faz facilmente. Seja isso andar, falar, ver televisão, praticar um desporto, ou outras coisas que tais. Mas fazer rir alguém é uma coisa já mais delicada. Julgo que grande parte da dificuldade está na correspondência dos sentidos de humor. O indivíduo A pode ter umas piadas magníficas para outros A's, mas às quais o indivíduo B é imune, sendo que este tem as suas próprias saídas quando com os outros B's.

Logo, os poucos que conseguem conciliar as suas saídas humorísticas com um público vasto, merecem, ou deviam merecer, de todos nós, um aplauso merecido e... até mais do que isso... uma gargalhada bem dada. Porque afinal, estas figuras conseguem atingir um patamar que muitos ambicionaram e não conseguiram. E têm um poder imesurável. Imagine-se se Jerry Seinfeld ou Charlie Chaplin exibissem um dos seus números nas praias da Normandia no dia do Desembarque.

Decerto veríamos as tropas de ambos os lados a parar, para ver atentamente o espectáculo, e talvez ao fim de umas horas os víssemos a partilhar as Bud-Weissers de uns com as salsichas Türinger dos outros. E alegremente se teria terminado uma guerra, com menos mortes do que as que resultaram. E não digam que isso é impossível! Ninguém sequer tentou fazê-lo... E não se podem afirmar impossiblidades de coisas que não se tentaram!

Homenagem a Kramer, não contra Kramer, mas contra o "nazi" das sopas!

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Portugal, o primeiro a chegar a Marte!!!



Porque não? O que é que nós somos menos do que os outros? O que nos impede de sermos os primeiros a chegar a Marte? Afinal somos um país destemido, que embarcou em direcção ao desconhecido para uma época áurea da sua história. Agora é mais o desconhecido que embarca em direcção a Portugal, mas isso já é uma história diferente.

O que interessa de momento é pensar a viabilidade de um projecto desse género! E não me venham com a desculpa da não viabilidade de um projecto espacial, pois não arriscando é que não se chega a lado nenhum. E quem constrói dez estádios de futebol de raiz, tem concerteza arcaboiço financeiro para abraçar uma aventura deste género. E um país que apostasse na Indústria Aeronáutica como objectivo primário, tinha tudo a ganhar com isso. Quase se podia criar um parque temático do tamanho do país... e vender capacetes... e fatos espaciais... e gatos de dois narizes com fatos espaciais... enfim... um sem fim de oportunidades!

Eu acho que seria realmente especial sermos espaciais! E se a nossa especialidade é sermos especiais, podemos ser especialmente especiais desta vez.

E viva o queijo derretido na tosta mista! Em Portugal ou em Martugal (obviamente o novo nome do planeta após dominado por nós)...

domingo, janeiro 18, 2004

Por falar de Oranginalidade...



Há um mestre que se encaixa perfeitamente no contexto deste blog. Chama-se Terry Prachett e é um verdadeiro Camões da ficção científica. Para quem não o conhece, este autor de histórias fantásticas, criou, entre outros, uma série de livros conhecidos por "The Discworld Series", em que mais do que as histórias, o que me fascina é o mundo criado. E o primeiro livro da série foi publicado em 1983!!!

Quem é que se iria lembrar de criar um planeta nas costas de uma tartaruga que se move sem parar pelo Universo? Com uma precisão quase visual, são descritos os confins do mundo no bordo da carapaça, ou os estranhos ambientes da cauda da tartaruga! E as personagens são também muito castiças, como o feiticeiro frustrado Rincewind, que não consegue decorar feitiços, até à Morte, que vai aparecendo e que fala em letras maiúsculas...

Conseguimos com os intermináveis livros desta série, umas boas horas de riso e de trabalho mental, ao recriar o universo próprio de Discworld na nossa cabeça, e mesmo ao vivenciá-lo. Para os que gostam de criatividade e originalidade, façam um favor a vocês próprios, e comecem a ler estes livros o mais depressa possível!

O Sol e o Frio



Há dias diferentes!

Para mim, esses dias são gelados e com o sol a entrar com uma força sobrehumana pela janela. Não há nada como o equilíbrio de opostos e é maravilhoso ver os dois pratos da balança num jogo tão harmonioso. Como será possível que quando o sol parece querer rebentar, o frio se consiga instalar e criar uma situação em que desconfiamos de nós mesmos?

Não é só com o sol a par com o frio... também desconfiamos noutras situações dos nossos sentidos. Como quando vemos repetidas vezes a revista do ano de um programa de televisão e vimos lá uma figura que julgamos não ser possível ver. Acreditem ou não... para mim, o gato com dois narizes é mais real que essa figura. Pelo menos alimenta-nos a imaginação e não o centro do vómito. Embora anatomicamente estes dois não se encontrem assim tão longe (afinal o que são alguns centímetros?), o que sentimons num e no outro não é confundível.

Por isso deixem o sol entrar pelas vossas casas neste Domingo, e abram também a porta da vossa imaginação ao gato com dois narizes e não à aberração com um.

A vida de Jean D'Orange (de La Manche)



O que sabem vocês sobre a vida de Jean D'Orange? Aposto que a maioria sabe tanto como eu...
No entanto, o filho de Guillaume d'Orange (cujo brasão podem ver acima) e de Madeleine Huguet, quando nasceu em 1646 teria uma probabilidade de ficar na História muito maior do que um outro qualquer rebento nascido nesse mesmo ano.
Embora a realidade seja indesmentível, e Jean D'Orange nos apareça referido numa pesquisa internáutica associado às famílias reais europeias, o que se aprende sobre ele é tanto como o que se aprende sobre outro Jean qualquer da mesma época...

Afinal, quem fica na História e porque fica na História? É um trabalho ingrato o de historiador, porque as fontes muitas vezes são escassas, distorcidas e influenciadas. Para isso basta ver o Jean D'Orange que nos aparece sem se perceber porquê! E ninguém me fala de outro Jean que tenha sido cavaleiro, pagem, padeiro ou seja o que for...

Contrariamente a alguém que me é próximo, eu prefiro a História à história, mas não posso deixar de concordar com esse alguém num ponto: é pena que se percam irremediavelmente as histórias da História, porque muitas delas davam livros épicos e filmes épicos mainstream. Assim, temos de nos contentar muitas vezes com histórias que fogem à linha deste blog, pois apesar de cor-de-rosa e "girinhas" são muito repetitivas no que toca aos relatos de corte e guerras, guerras e corte...

Que bom seria, como diz o meu amigo JMS, podermos ir numa máquina do tempo conhecer a história para lá da História! Isso sim valeria a pena!

sábado, janeiro 17, 2004

Nas Maldivas

Quando o sol desperta nas Maldivas, já a vontade de arrancar para um novo dia crepita. Será do cheiro no ar, das resplandecentes paisagens? Talvez um pouco de tudo, mas gastar tempo a pensar fica para mais tarde! Agora há que desfrutar de um côco tão fresco como a manhã, e ao mesmo tempo rir de alguns profetas da desgraça, que falam de um mundo sem paraísos... Tão enganados que eles estão!
Abro a porta, e apesar de os olhos quererem fechar perante tamanha claridade, caminho pela areia e maravilho-me ao ver que a calma e a quietude reinam de uma forma quase perturbante. Sinto apenas uma ligeira brisa, que me traz notícias dos cheiros a maresia e não vejo ninguém. Até que lá ao fundo, avisto um homem, que com ar contemplativo espera que algo lhe morda o isco. Quando passo por ele, cumprimenta-me e oferece-me um dos seus troféus, guardados num pequeno cesto ao lado de onde está sentado. Digo que não, mas agradeço-lhe, devolvendo um sorriso bem merecido, face a tal cordialidade.

Um pouco mais adiante, cedo à tentação e molho os pés na água cristalina, e os pequenos peixes deliciam-se numa dança interminável em torno deste visitante. A temperatura da água é por si só convidativa, mas a tonalidade verde marinho, o brilho dos corais e o enquadramento da densa vegetação dão o mote final: com um mergulho decidido tudo se move em volta... Eu prório, os peixes, os grãos de areia milenares. E já nada me pode parar! Nadar aqui é um êxtase, um expoente máximo do prazer. Num instante, vou buscar o equipamento de snorkling para passar o resto da manhã a observar os mais variados e coloridos espécimes, com o seu tão engraçado aspecto de peixe com fato de mergulhador. Renitentemente, volto ao hotel para me deparar com um banquete de deuses: tudo o que ali está é um regalo para os olhos e para o palato.

A tarde começa com uma visita ao "spa", onde me aguarda, entre outras coisas, um deslumbrante banho de jasmim, que me põe nos píncaros da boa disposição. Logo após, já rejuvenescido, parto para uma tarde desportiva, com o ponto alto no passeio de kayak pelas águas do Índico. Enquanto remo, lembro-me com nostalgia dos nossos antepassados que em 1558 ali acostaram e durante quinze anos hastearam a nossa bandeira. Para quem vinha de semanas de cansaço, ferocidade metereológica e terrivéis doenças... encontrar ali aquele oásis! O que não terá sido...!

Eis que o sol começa a despedir-se e no céu logo aparece uma deliciosa mescla azul, laranja e pastel, num "degradé" de fim de tarde, que bem metaforiza a mistura indo-asiática e europeia que se nos revela em cada canto e em cada pessoa. E os raios luminosos vão-se dissipando, marcando o contorno das palmeiras, que se recortam na amplitude da praia. Enquanto bebo um cocktail e ouço um relaxante jazz, junto da pisicna, olho o horizonte e vejo que arranjei uma nova companhia, que em toda a sua plenitude se revela, e sobe, sobe, sobe... até que a noite maldiviense esteja decentemente iluminada. Até a lua é perfeita nestas lindas pérolas deixadas cair ao mar. É com resistência que tenho de abandonar as estrelas e ir repousar.
Mas não vou triste, antes com um sorriso, só de me lembrar de quão maravilhoso foi este dia nas Maldivas, mas, principalmente, por pensar que amanhã, quando acordar e abrir a porta, tudo estará ali...novamente...ao meu alcance...

Boeing Vs Airbus



Quem estivesse à espera de uma comparação técnica, ou mesmo de uma observação de passageiro, entre as duas aeronaves, está bem enganado. Este título só me dá o mote para confessar que sempre achei que o nome da construtora europeia era bem mais agradável. É que num segmento em que a segurança é o mais importante, contam muito para a confiança do passageiro pormenores minúsculos que a outros passam despercebidos. E é nesse sentido que apelidar um avião de "Boeing", não me parece o mais brilhante!

Os portugueses dizem: o avião caiu e boeing!
Os ingleses dizem: the plane crashed, and then... boeing!
Os árabes dizem: ... alguma coisa...e...boeing!

Moral da história: um som que universalmente é associado a uma pancada ou a uma queda, seria porventura mais adequado para um jogo de vídeo, ou uma pista de carrinhos de choque... Agora um avião? Eles lá sabem os criativos que contratam ou as lógicas que presidem a atribuição de nomes...

Eu cá teria jogado pelo seguro desde o princípio!

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Hoje ainda há mais para escrever sobre...

A sexta-feira não deixa de ser um dia interessante! Quando toda a gente vê os nivéis de adrenalina subir ao máximo perante um novo desafio, ou algo que começa, acho no mínimo caricato a felicidade que se instala no rosto das pessoas por ver terminar mais uma semana.

E nem vem daí grande mal ao mundo. Julgo que o busílis da questão está em tentar perceber qual a utilização que vai ser dada aos dias que se seguem. Senão, porquê ficar contente? Não deve haver nada pior que a perspectiva de um fim-de-semana amorfo e desinteressante. Assim, convido-vos a todos a transformarem essa alegria de terminus semanal em real alegria de dois dias.

E não vos dou sugestões, porque cada um sabe o que o diverte mais! Seja leitura, pintura, futebol, o centro da Terra ou gatos com dois narizes... É tudo, como eu costumo dizer (até parece que vai daqui sair uma frase muito original) uma questão de opções. A única sugestão é que aproveitem o vosso tempo: a vida é demasiado curta para tanta coisa boa, nem que durasse mil anos, quanto mais assim ;)

Feel free to be happy.

O Gato com dois narizes

Muitos questionamos a existência do gato com dois narizes! Quem primeiro me viciou no tema foi o meu amigo PC. O grande PC, num dos seus momentos de genialidade, criou o culto do gato com dois narizes. E desde então, não há ninguém no mundo que se furte a reflectir sobre essa penosa questão.

A questão não é tanto se existe, mas mais... onde encontrá-lo? Para os que pensam que "pirei" de vez :), ainda não foi desta! Este nosso two-nosed cat é tão real como muitas outras coisas que admitimos como reais sem ter prova das mesmas.

Quantos de vocês já foram ao centro da Terra? Quantos viram fotografias do dito cujo? Pois... bem me parecia... A imagem que nos dão do centro da Terra, na idade escolar, é tão real como a dos dois apêndices nasais felinos. Ou seja, são ambos meras traduções de ideias.

Podem rir-se e dizer: "Mas o centro da Terra como é ensinado faz muito mais sentido que um gato com dois narizes!". E eu respondo que isso só depende do vosso conceito de objectividade e da vossa forma de ver o mundo. Agora... em termos práticos a conclusão é que nunca viram provas documentadas nem de um nem de outro. Quase que a Abelha Maia e o Kalimero são mais reais!

Pela comemoração do dia 23 de Dezembro em todo o lado, hoje viaja um grande abraço para o meu amigo PC e para a sua capacidade de criar instantaneamente algo tão real como engraçado.
Não há assim muitas coisas perfeitas à face da Terra... Posso contemplar uma forma geométrica durante alguns segundos e apreciar a sua perfeição. Posso "babar-me" horas com os meus Kandinskys que julgo estar mais uma vez perante a perfeição. Mas não há muito mais a residir nesse patamar.
Hoje, houve algo que o atingiu! A execução de uma série de "Pas de Deux" na Gala de Bailado Clássico, que antecedeu a apresentação do novo BMW série 6, foi realmente fenomenal. É simplesmente brilhante ver como a harmonia dos corpos em movimento pode ser tão perfeita e, simultaneamente, perceber como o treino árduo consegue levar estes bailarinos aos píncaros. Claro que a bomba cinzenta que subiu ao palco no fim também não anda muito longe dos campos da perfeição...

terça-feira, janeiro 13, 2004

A hora já é algo tardia, e como tal já não há espaço para tanta criatividade como a que poderia chegar a outras horas. Mas não me podia ir deitar sem transmitir algo que me deixa extasiante: os próximos meses prometem para todos nós e acho que 2004 é um ano para ser encarado de forma decidida, positiva e optimista. No fim do mesmo, verão o que quero dizer com isto! Uma boa noite para todos!

domingo, janeiro 11, 2004

O mundo é hoje uma grande cópia de si próprio. Todos pautamos pela linearidade, pela igualdade, revelando as nossas diferenças muito poucas vezes e de formas nada brilhantes. E é por isso que vos faço um apelo: manifestem a vossa oranginalidade sempre que possam e o melhor que conseguirem. Eu aqui vou tentar fazer o mesmo!