sábado, fevereiro 28, 2004

Mentirices...



Caro amigo Pinóquio,

Estou um bocado zangado contigo. Ultimamente andas a aparecer nos sonhos de muita gente, que prontamente reproduz em público as tuas ideias irreais.

Vê lá tu como isto vai... Dizem-me que o meu clube vai ser campeão, dizem-me que o meu país vai ser muito grande em breve, dizem-me que a internet de banda larga vai funcionar decentemente, dizem-me que a Serra da Estrela vai estar preparada para a neve quando esta cai, dizem-me que quem cá vier no Verão ao europeu e ao rock'n'rio vai ficar cá, e não em Espanha...

Achas bem? Já viste qual o alcance dessa tua mania de ser mentiroso compulsivo? Não pode ser... Tens de deixar as mentiras e de fazer com que os outros mintam. Senão... não sei onde iremos parar com esse teu efeito bola-de-neve!!!

(dedicado à A Mentirez, para que não se queixe de que não é mencionada e os outros são...)

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Balaton


O sabor do goulasch fica a rondar as papilas gustativas... e no entretanto fica Budapeste para trás (qualquer dia terá um texto só para si...), enquanto aponto para sul. O fim de tarde já esteve mais longe do solo húngaro e apresso-me a percorrer uma péssima auto-estrada (que bom saber que não somos os únicos...) para chegar rapidamente a uma das principais atrações deste país, o Lac Balaton.

E merece mesmo a pena uma visita... Estaciono algures... não vejo água nenhuma... mas é ali que me dizem para deixar o carro. Sigo um trilho a pé e então lá chego ao portão da praia. Portão? Perguntam-se vocês... Sim, portão, porque as praias neste lago são pagas. Talvez seja uma forma de o preservar.

Entro no espaço que me é reservado e chama-me atenção um cheiro fresco a fruta, que emana de uma pequena cabana. Entrando lá, é um regalo ver tanto fruto cheio de bom aspecto. Fico-me por uns coloridos pêssegos e umas rainhas-cláudias de ar suculento. E não é que sabem mesmo bem? Contrariamente a alguma que nos chega cá... visto os "nuestros hermanos" embelezarem melhor do que injectam sabores...

E após a gula estar saciada... lá vou eu lago dentro... que temperatura maravilhosa, que pôr-do-sol se anuncia... Os pequenos barcos à vela vão deslizando como o fim do dia... e eu vou deslizando e perdendo-me. É assim o lago Balaton na Hungria...

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Fabuloso mundo da mala de uma mulher



Há mistérios que ultrapassam a barreira do normal e se encaminham perigosamente para o domínio paranormal.

Um dos mais evidentes é, sem dúvida, o mundo que existe dentro da mala de uma mulher. Na verdade, só o Ferrão da Rua Sésamo e o seu barril conseguiam superar a capacidade deste verdadeiro "armazém" feminino. Certo que as nossas meninas não guardam agripinos na mala... mas poderiam... só não guardam porque não querem.

É realmente impressionante olhar para uma "lady" a mexer e remexer na sua mala... e poder verificar a variedade de utensílios que dali sai. Escovas, batons, dinheiro, agendas, telemóveis... e por aí fora. Eu até acho que o Swiss Army, quando foi para criar o famoso canivete suíço... quase de certeza que se dirigiu a um grupo de mulheres e lhes disse que tinha de colocar uma data de instrumentos cortantes no menor espaço possível.

Até o dom da maternidade deve ser uma prova desta capacidade de guardar tudo num espaço mínimo...

Enfim... por hoje... viva as mulheres e o seu sétimo sentido! (o de arrumação)

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Portuguese do it better...



Ai... o que eu adoro o Carnaval!!! A minha época favorita do ano, o meu dia mestre, o meu... gosto tanto, que era capaz de me ir embora e não voltar só pelas saudades que tenho.

É tudo tão giro... Levar com baldes de água em cima! Engraçado... ficar molhado em Fevereiro com um frio de rachar...
Há quem atire sacos de areia... pesados, pois claro... até há quem fique aleijado... mas tem de ser! Os médicos na urgência também têm de se rir, perante um dia tão divertido.
E os ovos... esse alimento tão utilizável para "amarelar" as pessoas. Ficam tão giras... cheias de ovalbumina a escorrer por todo o lado! Cinco estrelas mesmo, não é? E os mascarados... tão diferentes, tão iguais, uma alegria!!!

E como se já não bastasse o Carnaval português ser algo de simplesmente execrável (peço desculpa a quem gosta... opiniões são opiniões... se quiserem mandem vir nos "comments" ou por mail... desde que não me atirem ovos), ainda fomos importar para cá o Carnaval brasileiro.

Mas será que quem se lembrou disso... tem paragens cerebrais frequentes? Geografia até costumava ser uma cadeira gira, e a mim ensinaram-me que, quando é Verão no hemisfério sul... é Inverno no hemisfério norte! Mas pelos vistos não ensinavam isso em todas as escolas. Cá para mim esta história dos hemisférios é uma matéria opcional...

E assim lá temos nós de estar feitos parvos, a olhar para gente semi-nua (está bem... essa parte não é a mais grave...) a dançar o samba (dança proveniente, como todos sabemos... das cortes de D.Dinis) com um frio gélido... e um céu cheio de nuvens. Só nós... Qualquer dia ainda convencemos os islandeses a ter um Carnaval destes. Ou então pomos os irmãos brasileiros a andar de gorro e luvas em Copacabana com 40º à sombra...

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Um Palio para toda a vida...



Olho das muralhas de Siena e perco-me na imensidão da Toscana... terra de vinhas, terra de grandes quintas, terra de uma beleza irresistível.

Depois da minha contemplação, dou meia-volta (não uma de 360º como as que a vida do Futre dava) e embrenho-me numa das ruas apertadinhas deste doce de terra. Olho para as casas, todas tão iguais, todas tão diferentes, a roupa suspensa dos estendais (como só os mediterrânicos sabem ter...), a cor pastel que reflecte o sol ainda bem alto...

Lá mais à frente, sento-me numa esplanada para comer um delicioso gelado de baunilha... Em Siena têm um sabor ainda mais italiano... um sabor ainda mais especial. Peço também um expresso da Alessandro Nanini, afinal... à terra o que é da terra. E observo um verdadeiro artista, que se socorre duma palete de cores impressionante para deixar na tela a marca do que vê.

Pago a conta, agora reduzida... que saudades das liras que nos traziam números tão caricatamente elevados... e avanço para dobrar a esquina e chegar ao local do meu Palio. Sem o bulício das corridas, Il Campo é imenso, e a torre que o destaca, imponente.

Saudosismo... é o que sinto aqui... que bom seria ver a Siena medieval do século XIV, embora, pelo menos paisagisticamente, pouco tenha mudado!

domingo, fevereiro 22, 2004

Já variavam a programação...



O fim-de-semana nos quatro canais portugueses de sinal aberto... são tudo menos dignos de uma menção por "Oranginalidade"...
É que criam graves problemas psicológicos nas pessoas. Pelo menos eu acho que sim... já que semanalmente... ao passar durante o "zapping" pelos ditos canais, deparo-me sempre com algum filme que já deu três triliões de vezes.

Seria assim tão complicado, de vez em quando, passar algum filmezito original? É que a história do cão que é uma grande estrela de desporto, do míudo que cresce demais, ou do outro que encolheu a família... já começam a irritar um bocadinho, não acham?

E depois é um grande alarido quando têm uma estreia nacional... Pudera!!! Depois de termos de estar sempre a ver os netos que vão ajudar o avô ninja para o Japão... qualquer película razoável parece uma maravilha!

(vá lá que existe o Lusomundo Gallery, não é DSG? Para mim... é mais o Premium...)

sábado, fevereiro 21, 2004

Going out



Vamos sair à noite!
O que vestir? Como falar? Como segurar o copo? Ir para que sítios?

Serão estas perguntas pertinentes? A meu ver... nem por isso! Embora seja sempre importante cumprir os mínimos... a excelência da noite está na capacidade de cada um se comportar como se sente. O self da pessoa manifesta-se na forma como se veste, na forma como dança, na forma como aborda os outros... Mas dentro disso, a atitude, muitas vezes, conta muito mais do que o facto de se seguir cegamente padrões pré-estabelecidos.

A noite é diferente do dia... e é na diferença que a noite ganha definição. Obviamente... cada um sai para onde mais lhe apraz. Nem todos querem ser confrontados com a diferença... e há realmente diferenças que pecam por excesso. Mas a libertação de energias, o rush de adrenalina, o sentir-se bem consigo próprio... só são reais quando se É, independentemente do que rodeia na noite.

E que bom é um escape de vez em quando... (O escape não é o dos carros... Eu sei que vocês perceberam isso... Mas achei melhor confirmar... Porque o escape dos carros traz fumos da gasolina... Quer dizer... Os ciganos inalam gasolina... Se calhar eles gostam mesmo de um escape automobilístico de vez em quando...)

(Beijinhos e abraços para SP, FB, JMS e DSG... Eles são cúmplices hoje...)

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Eu disse que publicava os mails que me enviassem, não disse? Não acreditam no JP...

"Mais do que o silêncio, é o singnificado desse silêncio, o que fica por dizer porque não deve ser dito... A confusão do barulho das luzes para baralhar as cabeças das personagens... as do filme e as que entraram no filme através de uma tela grande a que chamam de ecrã... para desviar a atenção da verdadeira mensagem... porque convém, é o caminho mais seguro...

Porque as palavras, às vezes, conseguem ser tão óbvias, incómodas, secas... viva o silêncio, sempre ambíguo, de dífícil tradução... Todos nós, por vezes, preferimos não dizer e deixar a verdadeira mensagem "lost in translation"...." (JA)

Alguém se perdeu a traduzir o título do filme?



Fazer um drama não é muito complicado.
Fazer uma comédia, já é um bocadinho mais exigente.
Fazer uma comédia q puxa para o drama, sem se tornar demasiado trágica ou lamechas, é um trabalho já só reservado a alguns iluminados. Mesmo que deixem de ser iluminados por outros iluminados (o Spike Jonze não ia ficar ali para sempre...).

O stress, a fama, o dinheiro, o amor, o silêncio, o barulho, a confusão, o Japão, a música... todos se juntam em "Lost in Translation". A originalidade da história vale-lhe a presença no blog das "oranginalidades".

Viver mais, viver melhor, viver intensamente e sobretudo aproveitar o momento. Acho que é isso que as personagens aprendem... e simultaneamente nos transmitem. E este filme também nos mostra muito bem como se pode falar de amor, como se pode falar de sentimentos nobres, parodiando... Sem paródia fácil, mas com um humor cuja subtileza é a nota dominante.

O emplastro de Padrinho 3 encheu-me verdadeiramente as medidas... e o pai que não se cuide, que ainda acaba por ficar com menos carecas dourados que a filha!

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Diz que sim...



Diz que sim... Quem? Quem... é que diz que sim? Quem... é que inventou esta expressão? Quem... é que tem paciência para a ouvir?
Acho, no entanto, que é apenas mais uma entre muitas expressões nas quais o nosso povo é perito.

Outra é... "Ouvi dizer..."! Por amor de Deus... Ninguém ouve dizer... toda a gente sabe quem lhe disse o quê. Essa mania de fingir ataques momentâneos de amnésia... não tem lá muito glamour...

Era só isto... mais nada... vão lá à vossa vida! Têm mais que fazer, não é? Eu compreendo... Voltem sempre... E cumprimentos à família... Um santo Natal e um feliz 2005, se por acaso não voltarem até lá... o que não é provável, pois não? Vocês gostam de ver os jovens felizes, não é? E sabem que se deixam de cá vir eu posso tornar-me mais um delinquente... E não queremos isso!

Dêem notícias... e se quiserem escrevam-me mails sobre tudo e mais alguma coisa. Ficam até habilitados a ter os vossos textos neste blog visitado diariamente por cerca de 1 bilião de pessoas...

O quê? Não é isso que diz o contador ali ao lado... Tudo na vida tem uma explicação! É que o contador não marca as visitas provenientes da Índia, de onde são provenientes quase todos os meus visitantes. O Shayamalan, o Mustapha, o Mahatma, a filha do Mahatma, todos adoram passar por cá...

No outro dia, o Mahatma até me disse: "Lá na Índia perguntaram às pessoas quais eram para elas as maiores maravilhas da Humanidade... e os resultados deram: em 1º lugar o blog Oranginalidade, em 2º lugar o Taj-Mahal e em 3º lugar um bilhete de avião para ir trabalhar a vender donuts em Londres ou NY". Levado da breca... o careca e os seus conterrâneos... Nunca me deixam sikh...

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Foggy


Picture by Eric Hancock


Um dia destes... entro pela porta, atravesso o corredor, destranco com violência a porta, faço ranger os batentes, pulso o botão do elevador, desço o mais rápido que a Otis me permite, violo a porta da arrecadação, desanco a bicicleta... e só me acalmo lá fora! Mas não é logo... só depois de dizer bom-dia ao Gil e de cumprimentar as raias.

E depois parto... à descoberta de um novo dia. A alma embrenha-se no nevoeiro... o nevoeiro que nos faz sonhar mais, o nevoeiro que faz os barcos buzinar, o nevoeiro que traz sempre o assassino num filme de terror, o nevoeiro que trará de volta o D.Sebastião! E os cheiros penetram, infiltram-se, a maresia rebola-se com a rivericidade!!! E o que eu gosto de neologismos... e o que os neologismos gostam de mim. Será que o meu "rivericidade" vai aparecer no novo dicionário de Língua Portuguesa? Eu não queria... ao lado de tantas adaptações ridículas para a nossa língua. Aos outros o que é dos outros... e o que é nosso é nosso! O português não é tratado melhor por ter palavras estrangeiras adaptadas, nada disso... o português é bem tratado é por mim! É bem tratado é por vocês! É bem tratado é por todos nós...! E principalmente... é bem tratado pelo nevoeiro, que o envolve, como noutra manhã qualquer... e juntos vão numa sinfonia de bom gosto.

Deixem-se embrenhar pelo nevoeiro... Vejam o que ele vos dá... Que coisas conta! E usem os vossos sentidos... Não tem sentido não usar os sentidos, porque o sentido de usar os sentidos é sentido de forma muito sentida por cada um de nós. Se eles cá estão, são mesmo para ser utilizados. E olhem que eles comunicam com a massa cinzenta... Mais depressa ou menos... mas acabam por comunicar... Por isso não sejam computadores prestes a ser formatados...

Armazenem... e vão ver como podem ser felizes!

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Teoria do Caos



Já pensaram bem no alcance dos vossos actos?
Na adaptação deles à teoria do caos, segundo a qual o bater de asas de uma borboleta no Chile pode provocar um tufão na China? Pode, não... provoca!!!

É que esta teoria explica tudo. Basta ver os exemplos...

Porque é que de há 11 ou 12 anos para cá o Benfica não joga nada à bola? Claro... Isso mesmo... Adivinharam! Vocês são demais... Por causa do buraco do ozono!

E porque é que os ursos polares são uma espécie em vias de extinção? Obviamente... Sem tirar nem pôr... Por causa do autocolante a dizer "Chiquita" (publicidade não paga... isto assim não pode ser... eu tenho uma família para alimentar...) nas bananas da Nicarágua!

E podia estar aqui eternamente a dar exemplos... Nunca mais daqui saíamos...

Vejam com os vossos próprios olhos, aquilo para que a amiga JA me chamou a atenção... os malefícios do tabaco e as suas consequências. É só irem aqui e pronto... Ficam esclarecidos!

sábado, fevereiro 14, 2004

Boletim Mentiriológico



Há um Instituto em Portugal cuja função principal é a diversão à custa dos outros. É engraçado que assim seja, aliás aquela gente deve ir todos os dias para casa com um sorriso de orelha de orelha (o que também não é inédito, alguns até apresentam telejornais assim... no verdadeiro sentido do termo...).

Não é que eu tenha algo contra os nossos amigos que fazem os cálculos todos certinhos no que toca às previsões metereológicas... mas digam-me lá se isto não é verdade? Frequentemente, pelos menos nos últimos anos, a Protecção Civil (conspirando com os meteo-boys, obviamente) avisa-nos de que se esperam uns temporais imensos, que se devem fechar as janelas, que não se deve andar na rua... Enfim... Uma panóplia de declarações alarmistas. Ora... nós vamos todos para casa, trancamo-nos que nem uns anormais, quais habitantes de um Inverno nuclear, e quando damos por isso, vemos que não aconteceu nada!!! Às vezes nem sequer chove...

Não seria mais simples eles serem honestos... e confessarem que precisam de ir às compras, que têm de atravessar a cidade de carro, e que, uma vez que não têm muito tempo, precisam de ter as ruas livres? Eu acho que era mais simpático... Nós, os outros, talvez até facilitássemos.

Isto por si só já seria suficientemente grave, mas, em cima do resto, acontece que quando levamos com umas grandes cargas de água... ninguém nos avisa! Nunca!!! É sempre uma surpresa, porque nos disseram que o dia até ia estar razoável... E se não fosse o facto de estar encharcado até aos ossos e não me conseguir mexer, eu dizia-vos o que é que eu lhes fazia!!!

(obviamente a culpa não é de quem nos transmite as previsões... mas sim de quem as faz ;) )

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Sexta-feira 13



Olá! Então bem-vindos a mais um dia do azar... Bem... Se calhar dá azar falar do azar! Ora bolas... Mas agora já tenho o gato preto na fotografia... E já escrevi um título comprometedor para o texto. Sim senhor, arranjei a bonita... Espero que esta história do azar em dias destes seja mesmo fictícia, senão já fiz asneira!

Mas, apesar de tudo... é uma sexta-feira como outra qualquer. Ai!!!!! Desculpem... Foi um quadro que me caiu em cima, quem diria que estas coisas podem acontecer??? Vou só ali buscar umas bolachas e já venho ter com vocês...

Irra que há gente com azar!!! Não é que me espalhei ao comprido no chão da cozinha. Má ideia a de quem não faz pisos anti-derrapantes... Bem, é melhor deixar-vos por agora, porque não vos quero dar mala suerte... não sejam vocês supersticiosos ou assim...

(há gente coitada que tem de fazer anos no dia do azar... beijinhos para a minha amiga AIM, afinal... a foto é com um gato e tudo!!!)

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Momentos



Um barco desliza levemente marina dentro...
O bar fecha as suas portas, porque o sol já se foi embora e era o último cliente...
Ando mais um pouco e decido-me, vou seguir até ao fim deste pontão! Até parece que há uma grande dificuldade!? Mesmo se as águas estivessem agitadas aqui ao lado, parece que o pôr-do-sol no mar do Norte acalma tudo o que houver para acalmar. E até o que não há...

Chego ao farol que ilumina o lusco-fusco aos eternos navegantes e olho o infinito no horizonte... se calhar não tão infinito, porque as luzes de uma outra ilha se mostram lá bem longe!

Volto para trás... também está na altura de voltar a fazer ligação à terra. Percorro a rua principal, sinto o som das televisões nas pitorescas casas que me rodeiam, e continuo até à sua bifurcação. E aí deleito-me com um bife que parece que foi feito para os deuses. Abençoadas vacas, agora já percebo porque é que os indianos as idolatram. Só pecam por não lhes darem uma trincadinha. E este sítio também parece que foi feito para os deuses, dadas as centenas de anos de um "pub" como este...

E finalmente despeço-me... agora vou andando... a noite dinamarquesa chama-me.

E é assim Bogense, paraíso escondido numa ilha dinamarquesa.

(beijinhos para a minha amiga SP, que, à custa de Bogense, não viu a minha presença assegurada no seu super jantar de anos)

terça-feira, fevereiro 10, 2004

O vírus!



Por estes dias o vírus anda a fazer das suas... Nunca pára quieto o raio do catraio... Devem ter visto nas notícias do que estou a falar: do vírus da gripe das aves! Pobres das galinhas, agora até elas ficam loucas... Se bem que não vejo como completamente espatafúrdia a ideia de ver uma galinha a correr e aos saltos! E galos a acelerar em espirais intermináveis. Ao fim ao cabo, o que estes vírus fazem nos animais é tornar reais cenas dos desenhos animados.

Aliás, aquele vírus que ataca os coiotes e os faz levar frequentemente com bigornas na cabeça... é conhecido de toda a comunidade científica. Claro que estes vírus não têm graça nenhuma quando chegam aos humanos, porque nao vemos um humano que apanhou gripe a correr em espirais ou a levar com bigornas na cabeça. E se virem... isso não é do vírus... garanto-vos eu... chama-se problema mental e também há gente que ganha a vida a tratar disso!

Por último, o mal maior dos vírus é chatearem a cabeça aos estudantes de Medicina neste mês de Fevereiro. Vírus e companhia: nós estamos do vosso lado... Lembrem-se de no dia do exame retribuir ligeiramente... embora seja conveniente que não se aproximem muito, não é?

(este texto é totalmente desprovido de rigor científico... totalmente não... mas anda lá perto!)

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

A arte de ser bem assaltado...



Não tem nada que enganar! Para aqueles que não sabem, é muito simples...

É só ir na rua... A pensar na vossa vidinha... E de repente aparece alguém que também se interessa nesse momento pela vossa vidinha. Pelo menos pela parte material da mesma! Depois... é tipo surf... basta apanhar a onda e deixar ir.

Se tiverem um bom sprint... têm a hipótese "fuga". Geralmente... não é pior se fizerem bem os cálculos! É que também há amigos do alheio que têm um bom sprint. Não se esqueçam que as crianças na Cova da Moura e locais congéneres, ganham desde cedo o hábito de correr. Seja para fugir de pancada certa dos pais, seja para que o segurança não os apanhe... Enfim, um sem fim de provas de atletismo que os torna campeões dos 100Ms.

Se a corrida não é o vosso forte, há sempre a impecável atitude do "faz o corpo leve". Mas muito leve não... senão ainda se podem aleijar... e eu não quero ser responsabilizado. Ah! Podem sempre frequentar um daqueles cursos óptimos de auto-defesa... É dinheiro muito bem gasto... quando chegarem à altura da aplicação prática... vão ver que é mesmo muito bem gasto! Enfim, há malucos para tudo!

Por último, há ainda os que tomam a atitude de desafiar o amigo que nos aborda. Para esses, também vai uma palavra minha... As rápidas melhoras! Comida de hospital não é assim tão má... e esfaqueamentos múltiplos são casos clínicos de muito fácil resolução. "Baleamentos múltiplos" ainda são mais fáceis...


Dedicado a todos os ladrões gentis do nosso país... Pois... Isso mesmo... Algum dia tinha de ficar um texto por dedicar e aconteceu isso ao de hoje!

domingo, fevereiro 08, 2004

Eu cá não queria...



Foi dado o nome de Eusébio a um novo avião da TAP. A novidade é que... o "Pantera Negra" é a primeira personalidade portuguesa a ver o seu nome dado a uma aeronave, ainda em vida... Pois é! Isso mesmo que vocês estão a pensar... não era eu que queria estar colocado par a par com uma data de indivíduos simpáticos e grandiosos, mas ocupantes do jardim das tabuletas.

Mas isto também hoje em dia... Já estamos por tudo... Depois de ter visto a apresentação do último livro do Harry Potter, no Panteão Nacional, com todos mascarados de aprendizes de feiticeiro... só espero pelo anúncio do próximo campeonato de paintball, no Mosteiro dos Jerónimos! Uma equipa começa atrás do túmulo de Luiz Vaz de Camões e a outra atrás do de Vasco da Gama...

Já não há respeito pelas nossas figuras! E Eusébio devia sentir-se ofendido por este atestado de óbito passado a priori pela transportadora aérea portuguesa... ou então não... e sou só eu com os meus little monkeys in the sótão!

sábado, fevereiro 07, 2004

A grande pescaria de sexta à noite



Realidade... Imaginação... Como diferenciá-las?

Em pessoas normais, não há muito por onde fugir: só a realidade importa! A imaginação é dispensável e geralmente geradora de grandes perturbações. É muito mais fácil pensar que é mentira aquilo que não se consegue imaginar... Porque não parece real, não o é, não existe...

Não dou mais tempo de antena hoje às pessoas normais! Embora possam continuar a ler... Não sei se vos vai servir de muito, a menos que abram um bocadinho as palas que estão à frente dos olhos.

Como Tim Burton, um verdadeiro não normal, nos pergunta... qual a história mais interessante? A banal, ou aquela que, mesmo que seja um pouco aumentada, dá sal e pimenta? Alegra a história, vai colori-la, dar-lhe substância, abrir-lhe novos horizontes... Acho que não temos de pensar muito para encontrar a resposta a esta pergunta...

Talvez o complicado seja a fronteira... Como eu disse ao meu amigo Darko há alguns dias, aliás... Mas não terá de ser por haver fronteira, que tenha de haver qualquer impedimento ao nosso caminho. Passem essas barreiras, dêem largas à vossa imaginação. Libertem o Super-Homem que há dentro de cada um de vocês! O poder da vossa imaginação é vosso e de mais ninguém... Já viram o alcance disso? Já se aperceberam por acaso do vosso domínio sobre tantas histórias, sobre tantas personagens, sobre tantos desfechos? Se calhar não... mas deviam!

E portanto, cá para mim, a vossa vida daqui para a frente tem duas opções (quais blue pill or red pill à la Matrix...)... Continuem na vossa linha habitual (e nada será alterado) ou façam um favor a vocês próprios... vão ver "Big Fish" de Tim Burton e reflictam... vejam o encanto que podem dar à vossa vida se utilizarem os pobres dos neurónios em fase de estagnação ;)

E depois comentem, e contem histórias, e... o que vos apetecer!

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Roendo uma fruta qualquer!



Todas as semelhanças entre a letra que se segue e a de "Porto Côvo" de Rui Veloso são pura coincidência. Mas pelo sim, pelo não, usem a melodia e a métrica dessa música... Senão fica um bocado ridículo o que vem escrito... Um amigo meu diz que também dá para usar a música e a métrica dos "Loucos de Lisboa"... Ele é que é da tuna... E vocês é que sabem.. Eu sou um mero espectador!

Roendo uma laranja ali no Jumbo
Olhando aquela fila à minha frente,
Ouvindo chamar a Vanessa à caixa 13,
No calmo improviso de um doente

Em baixo um iogurte entornado
Ao largo as águas brilham, maravilha
E a brisa vai-me pondo enjoado
Com o cheiro dos pudins de baunilha

Havia gente a mais naquele hiper
E a culpa minha é que não era não,
Como é que acabei por ir parar
Ali, ao lugar da confusão

A lua já desceu sobre esta paz
E brilha sobre todo este chiqueiro
Á volta e enquanto tarde se faz
O míudo diz à mãe: Dá cá dinheiro!

Havia gente a mais naquele hiper
E a culpa minha é que não era não,
Como é que acabei por ir parar
Ali, ao lugar da confusão

Roendo uma laranja já no carro
Batendo, à minha frente no muro,
Podia ser um toque ainda maior
Mas mesmo assim, vão aumentar-me o seguro!

Havia gente a mais naquele hiper
E a culpa minha é que não era não,
Como é que acabei por ir parar
Ali, ao lugar da confusão



Charãããããã!!!

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

O BUSílis da questão!



Problemas mentais graves são situações que devem ser tratadas! Só que, infelizmente, não existem sequer em Portugal psiquiatras suficientes para resolver este flagelo.

Qual será o deficit mental (ou o excesso de actividade, quem sabe?) dos iluminados que, quando está tudo paradíssimo no trânsito, se lembram de utilizar aquela faixa mais à direita, tão agradavelmente livre. E muitos levam estampado na cara (expressões como tromba seriam muito desagradáveis para aparecer no meu blog... além de que eu não tenho especial prazer em ofender os paquidermes...) um sorriso que diz: "Sou mesmo muito bom, eu! Sou o campeão do asfalto, o Einstein do alcatrão!". Na cabeça destes indivíduos, BUS terá decerto um significado diferente, ou então não sabem falar inglês... é sempre uma hipótese a ter em conta...

Há ainda outros (estes é que não devem mesmo saber inglês), os que utilizam tanto o OINK! da sua viatura, para os quais BUS é de certeza a abreviatura de BUSine... Sim, isso mesmo que vocês estão a pensar... nem sequer sabem que o verbo é com "Z"...

E assim, tanto uns como outros, tornam os engarrafamentos matinais, que por si só já são tão facilmente suportáveis, uma situação de pirar da cabeça. E não queremos isso... porque se enlouquecermos os condutores normais... dentro de alguns anos vamos ver as três faixas da esquerda às moscas (passam a ser as faixas buzzzzzzzzzz... sim, eu sei que esta não teve muita graça, mas foi mais forte do que eu), enquanto a faixa BUS da direita comporta uma fila interminável de carros, em que vão todos a buzinar.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Yellow Lemon Tree



"I wonder how, I wonder why
Yesterday you told me 'bout the blue blue sky
And all that I can see is just a yellow lemon tree"


Fools Garden


Fruta interessante, este citrino!

Tão depressa adorado, como odiado... O verdadeiro Camões dos tempos modernos!

Confessem... quem é que não adora uma limonada fresquinha no Verão? (quem não gosta, faz favor de não de se pronunciar... uma linha de raciocínio quebrada pode ter consequências muy graves...) Bem bom, não é verdade? Principalmente se a companhia for boa e o sol fizer os seus raios passar por aquelas pedrinhas de gelo que fazem o copo suar... E o limão no bife acabadinho de fazer? Também é de morte... ok, má expressão... é, não de morte, mas sim de vida, afinal sabe tão bem! E o saborzinho da casquinha de limão no arroz doce... Aiii... é melhor eu parar, senão deixo este texto a meio e piro-me para a República Dominicana, com uma taça de arroz doce debaixo do braço, e uma rápida passagem pelo talho da esquina...

Mas também não vou desmentir que os limonáceos (os biólogos devem ir exorcizar-me por este neologismo!) podem ser bem desagradáveis... Por exemplo, comidos "a cru". Não quer dizer que alguém o faça... tá bem, confesso, já experimentei... e só recuperei depois de comer dois pacotes de açúcar...dos grandes!!! É que não sei se sabem, meus amigos vendedores de espreguiçadeiras de piscina (algum deve estar a ler isto, certo???), mas a nossa língua, esse orgão musculoso do paladar, tem locais específicos para receber o saborzinho ou o arrrrggggghhhh do limão... Tudo depende das concentrações e do que o acompanha... Afinal, como tudo na vida!

Beijinhos à M, que, tal como eu, foi incapaz de comer as horrivelmente azedas tartes de limão de Saint Malo! Ficou o paladar guardado para as "moules a la provençale" do Mont Saint Michel, não foi?

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

A capital de um país chamado O Meu Coração



Acordo! Rapidamente estou pronto e saio pela porta do hotel. Brrrrrr! Gelo! É como se corresse um glaciar por esta 7th Avenue abaixo... Não há roupa que chegue! Desço até à esquina e ali está a minha salvação. Abençoada bancadinha com um indiano (ou paquistanês, ou birmanês, ou whatever...), de onde emana o cheiro viciante do café da manhã. Peço o meu Donnut e o meu Hot Chocolate... e estes vão comigo descer a avenida!

Lá ao fundo, mais minuto, menos minuto, chega-se ao sítio onde o que foi já era, mas também onde o que foi ainda é, pois permanece lá... que mais não seja, no espírito de quem ali passa todos os dias... e mesmo no de quem não passa, mas é como se passasse.

Mais umas voltinhas, mais umas bagatelas chinesas, e pelo meio da agitação financeira pré-almoço, lá chego ao Pier para me sentar numa esplanada e saborear marisco com Brooklyn do outro lado do East (para os alternativos, também é um programa digno comer gomas no banquinho da varanda no shopping center do Pier... a olhar para a Brooklyn Bridge). E esta ponte é desafio para o início de tarde. Atravessá-la, voltar, e meter logo a direito em direcção à praça do City Hall.

Segue-se a Broadway, boa companhia para a tarde! Com o aproximar da hora de saída dos trabalhos, começa a notar-se uma enchente, mas não é uma enchente qualquer... Parece que alguém ali chegou e despejou de tudo um pouco. De portugueses a chineses, de puerto-riqueños a filipinos... todos partilham o espaço. Tenho ainda tempo para parar e lanchar num Starbucks (e que difícil é hoje em dia encontrar um destes na cidade... ou então não...). Em velocidade de cruzeiro meto, não a quinta, mas sim pela Quinta e subo. Espanto-me com as lojas, perco-me nas Barnes & Nobles, entro em delírio na FAO Schwarz...

E quase que o melhor do programa está guardado para o fim de tarde... Entro no Central Park e o que observo é um espectáculo indescritível. Ele são patins, bicicletas, soccer, baseball, beach-volley... crianças, adolescentes, jovens, adultos, velhotes... parece que o circo chegou à cidade! Se calhar é mais a cidade que é um verdadeiro circo. E sinto o pôr-do-sol em Central Park, deslumbrante... rouba as cores das folhas das árvores e esbate-se contra as torres de luxo que o rodeiam.

Para terminar o dia, passo pela Times Square, a esta hora mais volátil que nunca! E tudo continua em movimento... as lojas, as pizzerias, o Dunkin Donnuts... nada pára aqui!

E com um sorriso na cara, lá desço os quatro ou cinco quarteirões de Sétima que me separam do meu porto de abrigo. E antes de adormecer... ainda me dou ao luxo de olhar uma última vez pela janela e dizer boa noite ao Empire State Building, todo colorido e alegre...

Well...you know...it's like anything else!

(Um abraço ao meu amigo DSG, companheiro de uma das minhas incursões a NY, e com o passo leve que é preciso para palmilhar quilómetros e quilo...opss...milhas e milhas em cada dia, mesmo aparecendo o John Malkovich a fazer olhar para trás!)

domingo, fevereiro 01, 2004

Mistério na Linha de Sintra



Confesso que já não ponho os pés num comboio da linha de Sintra vai para um ano ou algo do género... Mas isso não impede que sempre tenha ficado por resolver, pelo menos na minha cabeça, o grande mistério da Linha de Sintra.

Um dia entrei no dito comboio, passando antes pela arabesca estação do Rossio, e lá me sentei numa daquelas máquinas, agora todas jeitosas, climatizadas e tudo, melhores que a casa de muita gente (por isso é que se calhar alguns lá adormecem... ou então não). Mas continuando... o maquinista lá encarrila pelo túnel e o meu espanto começa sensivelmente a meio do túnel, quando ouço o anúncio da estação seguinte. Primeiro ainda me assustei e olhei para trás! Estariam a oferecer-me favores sexuais por ir num túnel escuro...? O tom de voz fazia-me pensar nisso, mas não... não era o caso! A voz em causa era mesmo a do sistema do comboio para anunciar a estação seguinte.

Por amor de Deus, pensei eu! E é mesmo caso para pensar... Quem é que no seu real juízo, se lembra de anunciar as estações seguintes num tom de voz orgásmico? Qual a alegria das pessoas em ouvir dizer "Massamá" ou "Damaia" num tom provocatório...? Assim até já quase sinto saudades da voz pesada e completamente estrangeira (devia ser... pelo menos não se percebia nada...) que os maquinistas dantes utilizavam para esta mesma função.

Parece que andam ultimamente muitos senhores de gabardine e com ar suspeito na Linha de Sintra. Pudera!!! Não têm cuidado... e depois queixam-se!

E se o X quer ser cá da malta...



Flagelo dos tempos modernos!

Qualquer jantar de universitários ou pré-universitários ou pré-pré-univ... já perceberam a ideia, não é? A dado momento desata tudo, qual pintassilgo colectivo, a cantar: "E seeeee o X quer ser cá da maaaalta, tem de bebeeeer esseeee copoooo até ao fim, até ao fiiiiiiimmmm!"

Meus amigos... o que é isto? Será que cada jantar desses é uma reunião de futuros "liverless" (os Sem-Fígado em português)? É que eu até adoro sangria, mas quando começo a ouvir tais cânticos... parece que tenho vontade de chorar... Quem quer ser cá da malta? Qual malta? A malta que, a meio do jantar, só sabe olhar seja para quem for e dizer: "Iccc... Eu... iccc... acho... iiicc... que tu, pá.... iccc... és mesmo porreiiii(c)ro....". E depois quem não bebe... fica com a vida arruinada. Sempre que for a passar na rua, vai apanhar do ar palavras como..."Lá vai aquele! Não sabes??? Ele não bebe..iihihihihihi!!!"

Enfim, já era tempo de a civilização ter pena de nós e chegar cá a este cantinho da Europa. É que senão, parece que a nossa herança genética é de algumas das piores coisas dos outros povos. E esta do "cá da malta" só pode ser para aí de algum sangue british pós-5 da tarde que ainda nos corra nas veias... Espero que não, senão qualquer dia ainda damos por nós a ir para a cama cedo... Pudera! O etanol é um tipo à maneira, mas os hepatócitos à hora a que ele lá chega, já quiseram baixar os estores há muito tempo.


Pela moderação no consumo do álcool em Portugal!