terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval do Rio



Pois é. O Carnaval pode ser muito divertido, sim senhor, mas não o é para toda a gente.

Que o diga um grupo de vinte turistas portugueses que, ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, contratou os serviços da agência de viagens "Tudojóia" para marcar umas inesquecíveis férias no Carnaval do Rio. Qual não foi o espanto deles quando no último Domingo descobriram que o seu meio de transporte seria um autopullman (de luxo, é preciso admitir) com destino a Rio Maior. Ficaram instalados na Residencial Belinha, mesmo no centro da cidade portuguesa.

Perante a irritação dos turistas, que se imaginavam em Ipanema e não burlados em Rio Maior, a agência foi confrontada e como respostas promoveu um upgrade do pacote oferecido aos vinte pacóv... viajantes, oferecendo-lhes totalmente grátis a pensão completa, com pequeno-almoço no "Café Central" e almoço e jantar no Snack-bar "Ponto de Encontro".

O Oranginalidade consultou o Provedor do Viajante, que nos disse que "realmente a agência vendeu um Carnaval no Rio... e era isso que as pessoas queriam". Perante a pouca ajuda do Provedor, um dos turistas, que pediu o anonimato e se chama Jerónimo Fagundes (ops!), já admitiu que as vinte pessoas também se vão juntar para garantir que tanto o Provedor como os fulanos da agência passem o próximo Carnaval no Rio. Mais precisamente no rio Trancão.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Mika



Para quem ainda não conhece, está aí em força um novo cantor chamado Mika (juro que não leva um "el" a seguir e não é filho do Tony Carreira). O single de apresentação, "Grace Kelly", é poderoso e tem tocado sem parar no meu iPod.

Não, não o trouxe aqui para fazer as minhas habituais e parvas piadas do género... "Sabem quem é a mulher dele? Sabem?""É a Mine". O objectivo foi dizer que são indesmentíveis as semelhanças com Queen. Toda a gente o diz e não é mentira.

O que também temos de admitir é que em certas partes da música (já para não falar do videoclip), Mika parece-se menos com Queen e mais com uma DragQueen... mas pronto, são estilos. Estamos a vê-lo fazer a primeira parte dos Scissor Sisters não tarda. E merece.

domingo, fevereiro 18, 2007

O Santo Graal



Descobri! Finalmente!

Não, não descobri o Santo Graal, mas se ler mais oitecentos e vinte e três livros relacionados com o Da Vinci... talvez lá chegue. O que eu descobri foi porque é que a malta do Norte troca os "V"s pelos "B"s! É olhar para a fotografia do teclado, e descobrir a causa de tão famosa dislexia: dedos trapalhões.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Eu também conheco o Pinóquio



O Ministro da Economia prometeu hoje uma redução do preço da electricidade para breve.

Ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, a táctica pretendida pelo Ministério passa por tentar aumentar tanto o preço do Kilowatt, que o consumidor comum deixe de utilizar electricidade, reduzindo assim consideravelmente o preço da sua factura mensal. Soprou-nos um passarinho ao ouvido que medidas semelhantes serão tentadas com a água e com o gás. Como se sabe, este modelo de gestão de preços tem vindo a ser implementado com o custo dos combustíveis, com sucesso considerável.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

São Valentim, São Valentim, arranjarás tu um lugar para mim?



Não. Para os que pensam que este é mais um post de alguém encalhado irritado com esta data, estão redondamente enganados. Eu estou muito bem entregue e acompanhado, mas este dia tem os seus pormenores bem irritantezinhos.

Para começar: a programação da televisão. Porque é que o programa do Goucha é dedicado ao Dia dos Namorados? Quando aquilo só tem idosos na plateia e em casa a ver? Irá aquela gente ligar tanto a este dia? Irão os velhotes presentear o seu companheiro de sueca com um coraçãozinho anti-stress? Não me parece...

As prendas estúpidas: inventam de tudo para dar neste dia. O engrançado é que tudo serve como prenda de Dia dos Namorados. Pode ser o último livro do Tiago Rebelo como pode ser o Guerra e Paz do Tolstoi. Podem ser os vídeos das viagens do Michael Palin como o DVD do Sin City... Haja critério, meus amigos. O Natal é a 25 de Dezembro, não é preciso inventar um "Natal II - O Regresso", dois meses depois.

O jantar
: claro, o jantar... não podia faltar mais um ritual. Que começa qualquer dia uns meses antes, dada a dificuldade em reservar uma mesa, seja em que restaurante for, independentemente do preço. Em cima do mais, a UEFA tem o desplante de pôr o raio do jogo do Benfica neste dia, e alguns restaurantes a pouca sensibilidade (ou então a real sensibilidade... eheheh) de não ter televisão nas suas salas. Assim sendo..."Beijinhos, beijinhos, gosto muito de ti!... O golo foi de quem? Do Miccoli? Ah ganda Fabrizio..."

sábado, fevereiro 03, 2007

O sinal estúpido



Antes de mais, a ideia deste post não foi minha...

No entanto não podia concordar mais com a revolta de quem tão bem comentou o sinal de perigo "Possível queda de pedras".

Ora bem, vamos lá a ver. Todos nós sabemos que o Código da Estrada não é famoso por ser uma obra literária de referência. No entanto, tem por objectivo controlar "mais ou menos" o que podemos ou não fazer com as nossas viaturas, de modo a chegar em boa condição física e psicológica ao destino pretendido.

No entanto, era escusado inventar sinais estúpidos. Para que é que nos serve um sinal de perigo sobre possível queda de pedras? Vamos por acaso deixar de passar nesse troço - "Ora bolas, possível queda de pedras... se calhar é melhor andar 20kms para trás e contornar toda esta região através de um caminho para aí com 80kms..."? Terá por objectivo a escrita do testamento - "Bem, se me cai um calhau destes no carro ainda vou desta para melhor. É capaz de não ser má ideia deixar o testamento escrito"? Ou será que o inventor do sinal achou divertido gerar o pânico entre as hostes?

A meio do Alvito



Quis a sorte que o Alvito fosse a minha terra durante duas semanas. Estou agora precisamente a meio desta aventura e confirmam-se as melhores expectativas.

Acabei por não ficar a trabalhar no Alvito, sou sim humilde proletário no "Posto" de Saúde de Vila Nova da Baronia, mas estando a viver no Alvito até acabo por ficar a conhecer as duas povoações.

Pago bom dinheiro se me provarem que existem no nosso país vilas e aldeias mais limpas que as do Alentejo. É impressionante como não se vê um papel no chão, como estão quase sempre presentes inúmeros funcionários camarários a limpar as ruas, como as casas impressionam de tão brancas. O Alvito em particular é um espanto na sua pequenez. Situado praticamente no centro geográfico de todo o Alentejo, é poiso preferencial para caçadores, que aqui vêem uma base para as suas demarches de sacrifício animal. Tem poucas casas, mil e trezentos habitantes, mas não deixa de ter uma câmara municipal, uma junta de freguesia, dois bancos, um mercado, uma pousada de Portugal histórica, duas barragens, uma igreja e uma ermida. Pelo meio dois ou três restaurantes e uma biblioteca municipal (de onde escrevo) capaz de fazer inveja às melhores infraestruturas do género no nosso país.

No meio desta quietude, é difícil perceber como um país tão pequeno como o nosso deixa ao abandono regiões destas. A prova disso está nos elevados números do desemprego, nas altas taxas de suicídio e no grave envelhecimento da população.

Enquanto não formos capazes de (como por exemplo fazem os vizinhos espanhóis) valorizar as regiões do interior nunca conseguiremos tirar os devidos rendimentos desta terra quente, deste ambiente calmo, desta gente encantadora.