sexta-feira, julho 30, 2004

Carpe diem

Mais uma fase de exames que passa e eis-me de volta ao blog. Estive isolada durante dois meses e de regresso ao mundo não o reconheço.
Falam-me de filmes que não vi, programas de televisão de que desconhecia a existência… Devo ter sido submetida a uma experiência de criogenia e agora que fui descongelada descubro que estou no século XXIII! Tenho os amigos em atraso e o quarto por arrumar…
A palavra praia é-me estranha. Alimento-me da memória da sensação de pés quentes enterrados na granulação da areia fria e húmida. Que saudades do meu corpo salgado do fim de dia estendido na água tépida da banheira!
Estes dias de serena felicidade pareciam-me tão distantes na angústia do estudo… Agora estão perto. São estes dias. É o presente!

“Colhe o dia, porque és ele.” Ricardo Reis

quinta-feira, julho 29, 2004

Em cinzas



Ardeu esta noite o convento do Beato (pelo menos cerca de 70% do mesmo). Depois de quinhentos anos de vida, misteriosamente incendiou-se...

Era um espaço com uma acústica magnífica, basta lembrar os vários albuns que ali foram gravados... de uma variedadade tal que vai de Madredeus a Scorpions. Era ainda um local óptimo para eventos como a Feira de Antiguidades que visitei o ano passado ou certas conferências ou convenções.

Agora... nada. São as curiosidades desta vida. Quem sabe daqui a uns meses não se vê, também muito misteriosamente, nascer naquele espaço mais um monstro de betão lisboeta...

quinta-feira, julho 22, 2004

Dos quatro cantos do mundo



Quatro cantos do mundo, quatro cantos do mundo... tantas vezes se utiliza esta expressão. É pena... já viram? Afinal ficámos todos parados na época da terra plana e ninguém nos avisou disso. Porque se o caso não é esse, desafio astrónomos, geólogos, tarólogos (bem, estes se calhar não...) a mostrar onde estão os quatro cantos do globo (ainda que achatado) terrestre.

Mesmo assim, também percebo que não fosse muito bonita a expressão "das quatro porções de superfície esférica mais afastadas entre si".

No entretanto estão agora a dizer na televisão que o Mantorras está preso no aeroporto por ter um passaporte falso. Este "sistema", faz de tudo para parar o futebol espectáculo e de ataque deste Benfica versão Trapattoni.

Para se divertirem um pouco, e quiçá distrair do estudo, descubram aqui esta pérola, que é a prova da boa recepção que os adeptos ingleses estão a oferecer a JM.

sexta-feira, julho 16, 2004

A problemática da conjugação verbal

Pois é, devem estar todos para aí a pensar 'Este está doido! Eu aqui de férias e este marmanjo vem-me falar de gramática!?!'
Mas é verdade, isto trata-se de um problema bastante grave que está a por em causa a sanidade mental de muitos estudantes, principalmente a minha!!!
 
Ora vejam lá se eu não tenho razão:
 
Eu ainda não estou de férias!!!
Tu se fores um sortudo já estás de férias
Ele está de férias há um mês
Nós queremos desesperadamente ficar de férias mas não está para breve!!!
Vós podeis estar que me é indiferente
Elas (as férias) estão para uns e fogem de outros! Acho seriamente que deviam ter aulas de educação cívica para não discriminarem nenhum cidadão!!!
 
Digam-me lá como é que uma pessoa nestas condições pode fazer as coisas como deve ser?!?
Não há condições... não há condições...

segunda-feira, julho 12, 2004

Clown



O palhaço abriu a porta e saiu à rua. À primeira ninguém reparou nele... afinal, estava vestido com cores nada vivas e apenas maquilhado ao de leve. Continuou viela após viela, até chegar à Avenida Principal. Aí chegado montou o seu "estaminé". O chapéu estrategicamente colocado diante do seu plateau, mesmo a jeito de receber as contribuições de quem passasse. Um lençol no chão, encarnado pois claro, há que chamar a atenção...

E ali passou a manhã. Imitou, deu piparotes, encheu balões, tocou saxofone, tentou encantar e tentou e tentou...

Era já hora de almoço, mas ele não foi almoçar. Tinha de aproveitar a maior afluência de público!

A paciência esgotou-se por volta das três da tarde. O desespero infiltrou-se até às entranhas do palhaço pois em tanto tempo de vida, muitas vezes complicada, nunca tinha tido um dia assim, em que ninguém olhasse sequer para a sua arte. Incrível como em toda uma manhã e princípio de tarde nem uma criança, nem um reformado, nem um turista... ninguém parou para o ver.

Pegou no chapéu tão vazio como a sua alma e subiu a Avenida a pensar na vida.

No dia seguinte encontraram o palhaço enforcado numa corda pendente da estátua que encimava a Avenida Principal. E então... todos notaram a sua presença...

sábado, julho 10, 2004

Back...



Pois é, um exame e uma pequena escapada até ao sol algarvio mantiveram-me afastado do meu querido blog e dos seus ilustres leitores. Neste regresso, primeiro que tudo, há que rectificar o último post...

Sim, o optimista sobre a final. Sempre deu para nos rirmos um bocadinho antes, já que durante e após o jogo a vontade não foi tanta... No entanto, fica um balanço simplesmente fabuloso do Europeu. Quer a nível desportivo, quer, principalmente, a nível da organização. E digo principalmente porque era sobretudo importante para o nosso país passar uma boa imagem de si mesmo e tentar evitar qualquer problema de diversas ordens: segurança, logística,... Acho que estivemos cinco estrelas nesse aspecto.

Acabado o Euro, merece ainda a pena pensar sobre esta onda de patriotismo que nos assolou e pensar na forma de, no futuro, conseguir mobilizar algo de semelhante. Não será fácil, nada fácil, mas pelo menos foi provado que possível é...

E por agora fica por aqui o post do "regresso" para não vos congestionar com palavras após tantos dias de aporte diminuído.

domingo, julho 04, 2004

O quê?

Pergunta a Rui Costa e Fernando Couto:
Acham que a Grécia vai ganhar na final?

Resposta: