Mais uma fase de exames que passa e eis-me de volta ao blog. Estive isolada durante dois meses e de regresso ao mundo não o reconheço.
Falam-me de filmes que não vi, programas de televisão de que desconhecia a existência… Devo ter sido submetida a uma experiência de criogenia e agora que fui descongelada descubro que estou no século XXIII! Tenho os amigos em atraso e o quarto por arrumar…
A palavra praia é-me estranha. Alimento-me da memória da sensação de pés quentes enterrados na granulação da areia fria e húmida. Que saudades do meu corpo salgado do fim de dia estendido na água tépida da banheira!
Estes dias de serena felicidade pareciam-me tão distantes na angústia do estudo… Agora estão perto. São estes dias. É o presente!
“Colhe o dia, porque és ele.” Ricardo Reis
acho muito simpático da parte do fernando guardar todas as pedras do caminho para um dia construir um castelo, mas aqueles de nós que as têm nos rins apreciavam outro tipo de eficácia diferente de apenas contemplá-las durante o passeio diário para abater barriga. com tanto heterónimo ao barulho, pasmo-me que o fernando, pessoa de bem, não tenha dado vida a um ente que se tornasse urologista e arranjasse maneira de ajudar a prevenir várias noites em posição fetal a namorar com o chão frio da casa de banho. diz o povo que as cólicas renais são piores que as dores de parto, mas o povo não pensa no facto de quase metade da população não poder atestar essa comparação. é provável que seja o povo feminino, e esse sim pode saber das duas, como sabe de tudo o resto, sempre em demasia, que o conhecimento verteu todo para o segundo cromossoma x. enquanto um brufen beija um ben-u-ron e abraça outro, vou continuar aqui no meu canto, meio revoltado com o fernando, enquanto pesquiso qual o valor da p...
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