terça-feira, maio 15, 2007

Ecoterapia uma ova



Diz-nos o Público que um estudo britânico refere que caminhar no campo diminui a depressão e aumenta a auto-estima.

Se bem que eu concorde bastante com este conceito de Ecoterapia, penso que o estudo peca por escassez de especificidade, e os campos em causa deveriam ser esclarecidos.

Se for um campo de malmequeres, um milheiral, um arrozal não muito encharcado... até aí tudo bem. Agora caminhar por exemplo num campo de minas terrestres tem o potencial de diminuir muita coisa, mas a depressão não está entre elas.

Ao mesmo tempo, também não aumenta a auto-estima caminhar num campo de concentração. E sou levado a acreditar que a depressão também não está muito orientada para diminuir assim tanto.

Era só para esclarecer...

domingo, maio 13, 2007

O preço da fama



Vamos por partes. Estão passados os meus cinco (bolas, até tive direito a cinquenta vezes dois!) minutos de fama na Rádio Comercial, ontem às seis da manhã e hoje às oito da noite.

Para quem não ouviu (acho que a constituição chama nomes muito feios a essas pessoas), os posts abordados e músicas utilizadas foram, por esta ordem:


Post #1: Onde param as adaptações?
Song #1: "Como o macaco gosta de banana", José Cid
Post #2: São Valentim, São Valentim, arranjarás tu um lugar para mim?
Song #2: "Girlfriend", Avril Lavigne
Post #3: Os filmes de animação que ninguém viu
Song #3: "Grace Kelly", Mika
Post #4: Tapa-carros
Song #4: "Chasing cars", Snow Patrol
Post #5: 12 horas para mim, uma vida nova para outros
Song #5: "Teardrop", Massive Attack
Post #6: Crianças
Song #6: "Since I don't have you", Guns N' Roses
Post #7: República das Bananas
Song #7: "Hungry like the wolf", Duran Duran
Post #8: Capitão Planeta , gentilmente escrito pelo colaborador Zé M
Song #8: "Fragile", Sting
Post #9: Politicamente (in)correcto
Song #9:"Bad", Michael Jackson


E o preço da fama qual foi? Nada menos que uma corrente de alternador partida em plena auto-estrada... e JP apeado da sua viatura. Será que agora tenho fãs? Não haverá por aí um que seja mecânico? Epá... é que dava cá um jeito!

sábado, maio 12, 2007

Compra terrenos na lua! (urso!)



O americano Dennis Hope garante ser dono de todo o sistema solar, com excepção do Sol e da Terra. Até aqui nada de mal. Para estes indivíduos foram inventadas já há algum tempo umas casas especiais, que dão pelo simpático nome de manicómio. O problema é quando o aprendiz vence o mestre. Neste caso... quando o maluco burla uns quantos tipos "inteligentes".

O que se passa é que Dennis "O Pimentinha" Hope facturou já nove milhões de dólares com esta sua esquizofrenia de vender terrenos na lua. Entre os compradores de terrenos na Lua incluem-se Tom Cruise e Nicole Kidman (se calhar só um é que comprou e tiveram de dividir no divórcio...), Jimmy Carter, Ronald Reagan ou George W. Bush (ok, este era o único nome óbvio que me viria à cabeça).

O Oranginalidade conseguiu apurar que além de vender os terrenos, Dennis Hope prometeu aos compradores que o arquitecto Frank Gehry será responsável pela planificação urbanística da Lua, pelo que se acredita que seja para aí o Siza Vieira a ir acabar o projecto. Um grupo de actores de revista portugueses manifestou-se favorável ao projecto de Hope. É que aparentemente são defensores de tudo aquilo em que seja prometido Gehry.

quinta-feira, maio 10, 2007

Celebrity look-alike

E pronto, em mais uma parvoíce da "rede", descobri este site onde pomos uma fotografia e descobrimos (após uma análise ultra-científica da nossa cara... deve ser deve...) com que celebridades somos parecidos. O meu resultado foi...



Agora a análise:

Devia ter usado a outra fotografia, em que o programa dizia que eu era muito parecido com o Josh Hartnet, o Leonardo DiCaprio e o Jesse Metcalfe, mas achei que se até eu me ria com o ridículo... não valia a pena.

Ainda bem que sou muito parecido com o Dennis Quaid, é sempre bom acharem que temos 53 anos aos 23! São só mais 30... No entanto, até não é mau actor.

Quanto ao Michael Bublé e ao Conor Oberst, sempre tive a oportunidade de descobrir quem são tais seres, mas acreditem que não vos interessa assim tanto...

O Villeneuve não está mal, mas o meu pai não dá nome a nenhum circuito em Montreál, de onde... perde a validade.

Preocupo-me de me acharem meio parecido com o Howard Dean, mas pronto... considerando que ainda me acham mais parecido com a Julie Andrews, o Dean nem era tão mau. Por último Clark Gable e David Coulthard: mas qual é a tara com velhos e pilotos de F1?

A caminho de ser uma grande campeã



Se dúvidas restassem sobre a grande campeã que Vanessa Fernandes se encaminha para ser, basta olhar para a fotografia da nossa atleta. Está claramente a seguir os passos (até visuais) de Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro, começando até a alinhar os dentes desde bem cedo na carreira. Quem sabe ainda vai acabar a correr com as unhas pintadas e o cabelo arranjado como a grande Fernanda! E também se prova que a Merche ou a Isabel Figueira nunca deveriam sair dos campeonatos regionais de 110m barreiras, pela desconcentração que a sua presença iria gerar nas provas.

P.S.: Que não restem dúvidas de que vibrei com as vitórias da Vanessa Fernandes e a acho uma grande atleta. Antes que apareçam aí fãs a trucidar-me, como os do Tony Carreira. Ou pior: fãs simultaneamente da Vanessa e do Tony.

Diz que dá uma espécie de programa de rádio!



Parem tudo! Esta sexta-feira ninguém vai sair ou então sai até bem tarde! O motivo? Este vosso humilde antro da parvoíce conseguiu entrar no passeio da fama, que é como quem diz, no programa O meu blog dava um programa de rádio

E o que é que isso tem a ver com sexta à noite? Nada. Só que o programa passa Sábado às 6h da manhã. Não agrada? Então também podem tentar Domingo às 20h da noite, que é quando repete.

Uff, por pouco apanhava o Gato Fedorento e ninguém via os pobres coitados.

Não sei o que se passou com aquela gente... obrigar-vos a ouvir uma hora de posts deste blog misturados com músicas a rigor. É bem capaz de gerar uma terceira guerra mundial...

quarta-feira, maio 09, 2007

Portugal presta-se a isso e muito mais



Assim que se ouviu o rumor da possível incapacidade da África do Sul para organizar o Mundial de Futebol em 2010, logo apareceu Portugal a abanar os braços, mostrando estar aí na linha da frente para país substituto.

O que a maior parte das pessoas não sabe, é que em mais uma série de áreas Portugal tem tentado ficar com a organização de uma série de eventos de nível internacional.

Óscares 2008 - o Grupo Desportivo da Brandoa ofereceu a sua sede para a realização da entrega dos prémios de Hollywood, no caso de o Kodak Theater não estar recuperado a tempo da edição deste ano.

Vancouver 2010 - no caso de os canadianos não terem tudo pronto a tempo para os Jogos Olímpicos de Inverno, Portugal vê como perfeitamente plausível a realização dos jogos em Lisboa, falando até já em comprar milhares de canhões de neve artificial, gerando pistas incríveis nas zonas de Alfama, Mouraria e Túnel do Marquês.

Guerra do Iraque - pelo andar da carruagem, em breve não haverá mais nada para destruir no país árabe, e um comité português pondera oferecer os terrenos junto a Tróia para continuar a épica batalha. Os militares norte-americanos já se mostraram contrários a esta ideia, por acharem que há muito trânsito em Portugal, sendo particularmente difícil chegar ao cenário de guerra.

segunda-feira, abril 30, 2007

sábado, abril 28, 2007

Novas Oportunidades



Gosto particularmente dos anúncios do "Novas Oportunidades" e do lema do "Aprender compensa". Agrada-me ver que se a Judite de Sousa não tivesse estudado poderia estar agora a trabalhar num quiosque a vender jornais.

E os vendedores de jornais em quiosques também devem ter gostado do anúncio.

Já agora... alguém pensou que uma bela fatia dos licenciados portugueses nem a vender jornais num quiosque arranjam trabalho? É...

Pensar nisto compensa.

sábado, abril 21, 2007

Is this love?


Custa voar 10 horas para um destino (embora outros ainda fiquem mais longe...), mas a Jamaica é uma boa recompensa. As águas turquesa de Negril, o espírito relaxado (ou talvez "haxixado") de um povo muito pobre, mas ainda mais simpático, o significado de um grupo de amigos que partilham um pré-paraíso: a Jamaica é tudo isso e muito mais.

Não esperem é muita variedade musical, porque na terra do reggae o mesmo cd do Bob Marley ouve-se em todo o lado, do autocarro ao barco, do hotel ao mercado, das altas montanhas até debaixo do mar. E ninguém reclama!

Esqueçam a fama de ser um país violento, esqueçam o cricket (não vão aprender o raio das regras), esqueçam outras coisas (para isso basta fumarem muito...), mas não se esqueçam de aproveitar ao máximo cada dia nesta ilha.

Seja a andar de kayak, de catamaran, a fazer snorkeling, a mergulhar, a saltar dos rochedos do Rick's Café, todos nus a fazer festas tipo Eyes Wide Shut no Hedonism (ei... eu isto não fiz! Hmm, e também não saltei dos rochedos! Bem visto também não mergulhei com garrafa de oxigénio. Os outros pronto, está bem...), a fugir dos vendedores nos mercados, a ser confundidos com indianos, a subir cascatas ao lado de americanos velhos e gordos e crianças com dentição de leite... os dias são para ser ocupados.

E assim, ao sentirem as rodas traseiras do avião a dizer adeus ao chão jamaicano, sentem aquele quentinho no coração e a certeza de que, contrariamente ao que diz o Carlos Tê na voz do Rui Veloso, saberá sempre bem voltar ao lugar onde já se foi feliz.


terça-feira, fevereiro 20, 2007

Carnaval do Rio



Pois é. O Carnaval pode ser muito divertido, sim senhor, mas não o é para toda a gente.

Que o diga um grupo de vinte turistas portugueses que, ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, contratou os serviços da agência de viagens "Tudojóia" para marcar umas inesquecíveis férias no Carnaval do Rio. Qual não foi o espanto deles quando no último Domingo descobriram que o seu meio de transporte seria um autopullman (de luxo, é preciso admitir) com destino a Rio Maior. Ficaram instalados na Residencial Belinha, mesmo no centro da cidade portuguesa.

Perante a irritação dos turistas, que se imaginavam em Ipanema e não burlados em Rio Maior, a agência foi confrontada e como respostas promoveu um upgrade do pacote oferecido aos vinte pacóv... viajantes, oferecendo-lhes totalmente grátis a pensão completa, com pequeno-almoço no "Café Central" e almoço e jantar no Snack-bar "Ponto de Encontro".

O Oranginalidade consultou o Provedor do Viajante, que nos disse que "realmente a agência vendeu um Carnaval no Rio... e era isso que as pessoas queriam". Perante a pouca ajuda do Provedor, um dos turistas, que pediu o anonimato e se chama Jerónimo Fagundes (ops!), já admitiu que as vinte pessoas também se vão juntar para garantir que tanto o Provedor como os fulanos da agência passem o próximo Carnaval no Rio. Mais precisamente no rio Trancão.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Mika



Para quem ainda não conhece, está aí em força um novo cantor chamado Mika (juro que não leva um "el" a seguir e não é filho do Tony Carreira). O single de apresentação, "Grace Kelly", é poderoso e tem tocado sem parar no meu iPod.

Não, não o trouxe aqui para fazer as minhas habituais e parvas piadas do género... "Sabem quem é a mulher dele? Sabem?""É a Mine". O objectivo foi dizer que são indesmentíveis as semelhanças com Queen. Toda a gente o diz e não é mentira.

O que também temos de admitir é que em certas partes da música (já para não falar do videoclip), Mika parece-se menos com Queen e mais com uma DragQueen... mas pronto, são estilos. Estamos a vê-lo fazer a primeira parte dos Scissor Sisters não tarda. E merece.

domingo, fevereiro 18, 2007

O Santo Graal



Descobri! Finalmente!

Não, não descobri o Santo Graal, mas se ler mais oitecentos e vinte e três livros relacionados com o Da Vinci... talvez lá chegue. O que eu descobri foi porque é que a malta do Norte troca os "V"s pelos "B"s! É olhar para a fotografia do teclado, e descobrir a causa de tão famosa dislexia: dedos trapalhões.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Eu também conheco o Pinóquio



O Ministro da Economia prometeu hoje uma redução do preço da electricidade para breve.

Ao que o Oranginalidade conseguiu apurar, a táctica pretendida pelo Ministério passa por tentar aumentar tanto o preço do Kilowatt, que o consumidor comum deixe de utilizar electricidade, reduzindo assim consideravelmente o preço da sua factura mensal. Soprou-nos um passarinho ao ouvido que medidas semelhantes serão tentadas com a água e com o gás. Como se sabe, este modelo de gestão de preços tem vindo a ser implementado com o custo dos combustíveis, com sucesso considerável.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

São Valentim, São Valentim, arranjarás tu um lugar para mim?



Não. Para os que pensam que este é mais um post de alguém encalhado irritado com esta data, estão redondamente enganados. Eu estou muito bem entregue e acompanhado, mas este dia tem os seus pormenores bem irritantezinhos.

Para começar: a programação da televisão. Porque é que o programa do Goucha é dedicado ao Dia dos Namorados? Quando aquilo só tem idosos na plateia e em casa a ver? Irá aquela gente ligar tanto a este dia? Irão os velhotes presentear o seu companheiro de sueca com um coraçãozinho anti-stress? Não me parece...

As prendas estúpidas: inventam de tudo para dar neste dia. O engrançado é que tudo serve como prenda de Dia dos Namorados. Pode ser o último livro do Tiago Rebelo como pode ser o Guerra e Paz do Tolstoi. Podem ser os vídeos das viagens do Michael Palin como o DVD do Sin City... Haja critério, meus amigos. O Natal é a 25 de Dezembro, não é preciso inventar um "Natal II - O Regresso", dois meses depois.

O jantar
: claro, o jantar... não podia faltar mais um ritual. Que começa qualquer dia uns meses antes, dada a dificuldade em reservar uma mesa, seja em que restaurante for, independentemente do preço. Em cima do mais, a UEFA tem o desplante de pôr o raio do jogo do Benfica neste dia, e alguns restaurantes a pouca sensibilidade (ou então a real sensibilidade... eheheh) de não ter televisão nas suas salas. Assim sendo..."Beijinhos, beijinhos, gosto muito de ti!... O golo foi de quem? Do Miccoli? Ah ganda Fabrizio..."

sábado, fevereiro 03, 2007

O sinal estúpido



Antes de mais, a ideia deste post não foi minha...

No entanto não podia concordar mais com a revolta de quem tão bem comentou o sinal de perigo "Possível queda de pedras".

Ora bem, vamos lá a ver. Todos nós sabemos que o Código da Estrada não é famoso por ser uma obra literária de referência. No entanto, tem por objectivo controlar "mais ou menos" o que podemos ou não fazer com as nossas viaturas, de modo a chegar em boa condição física e psicológica ao destino pretendido.

No entanto, era escusado inventar sinais estúpidos. Para que é que nos serve um sinal de perigo sobre possível queda de pedras? Vamos por acaso deixar de passar nesse troço - "Ora bolas, possível queda de pedras... se calhar é melhor andar 20kms para trás e contornar toda esta região através de um caminho para aí com 80kms..."? Terá por objectivo a escrita do testamento - "Bem, se me cai um calhau destes no carro ainda vou desta para melhor. É capaz de não ser má ideia deixar o testamento escrito"? Ou será que o inventor do sinal achou divertido gerar o pânico entre as hostes?

A meio do Alvito



Quis a sorte que o Alvito fosse a minha terra durante duas semanas. Estou agora precisamente a meio desta aventura e confirmam-se as melhores expectativas.

Acabei por não ficar a trabalhar no Alvito, sou sim humilde proletário no "Posto" de Saúde de Vila Nova da Baronia, mas estando a viver no Alvito até acabo por ficar a conhecer as duas povoações.

Pago bom dinheiro se me provarem que existem no nosso país vilas e aldeias mais limpas que as do Alentejo. É impressionante como não se vê um papel no chão, como estão quase sempre presentes inúmeros funcionários camarários a limpar as ruas, como as casas impressionam de tão brancas. O Alvito em particular é um espanto na sua pequenez. Situado praticamente no centro geográfico de todo o Alentejo, é poiso preferencial para caçadores, que aqui vêem uma base para as suas demarches de sacrifício animal. Tem poucas casas, mil e trezentos habitantes, mas não deixa de ter uma câmara municipal, uma junta de freguesia, dois bancos, um mercado, uma pousada de Portugal histórica, duas barragens, uma igreja e uma ermida. Pelo meio dois ou três restaurantes e uma biblioteca municipal (de onde escrevo) capaz de fazer inveja às melhores infraestruturas do género no nosso país.

No meio desta quietude, é difícil perceber como um país tão pequeno como o nosso deixa ao abandono regiões destas. A prova disso está nos elevados números do desemprego, nas altas taxas de suicídio e no grave envelhecimento da população.

Enquanto não formos capazes de (como por exemplo fazem os vizinhos espanhóis) valorizar as regiões do interior nunca conseguiremos tirar os devidos rendimentos desta terra quente, deste ambiente calmo, desta gente encantadora.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Vou-me a eles!



Povo de Alvito, nada temas!

Eis que se aproxima do meio do nevoeiro esse salvador que há tanto buscas! Ou então não... Chego mais com a cauda entre as pernas e na esperança que estas gentes sejam simpáticas e acolhedoras neste Alentejo que eu amo.

E agora até vão ter um aeroporto e tudo, hein? Por isso, toca lá a ter poucas doenças nas duas próximas semanas para não me encherem o estaminé de pessoal, valeu?

Até já!