domingo, junho 26, 2005

Faísca!

A gatinha já tem nome! Depois de uma demorada reflexão em família, decidimos chamar-lhe Faísca.

Enganem-se os que olham para esta fotografia e pensam que a gatinha é meiga e angelical. Só sabe correr por toda a casa, esgaravatar os vasos das plantas e meter-se com os seus irmãos gatos. É um pequeno demónio eléctrico – logo, o nome é perfeito! :)

Obrigada a todos pela ajuda, especialmente à Luz (Luz e Sombra) cuja sugestão foi escolhida.

quinta-feira, junho 23, 2005

Politicamente (in)correcto



Hoje dei por mim a pensar (não tenho nada de mais interessante para fazer) que muita gente passa o tempo a dizer que já fez a sua "boa acção" do dia. A pergunta que se coloca é: e quantos de nós publicitamos a nossa "má acção" do dia?

Quem tem a coragem de vir dizer: "Epá, vi um velhote a atravessar a estrada e como vi que vinha para pedir ajuda, fiz-me logo desentendido, olhei para o lado e pirei-me"...

Ou então: "Ia no Metro e vi uma grávida, eu até estava naqueles lugarzinhos prioritários, mas pá... 'tava cansado e pensei que quem aguenta uns meses com um puto na barriga, também aguenta mais uns 15 ou 20 minutos de pé".

E tu, queres partilhar nos comentários qual a tua "má acção" do dia? De hoje ou de outro qualquer!

terça-feira, junho 21, 2005

Recorde



Foi hoje noticiado que um japonês de 95 anos acaba de bater o recorde mundial dos 100 metros (de atletismo) para indivíduos dos 95 aos 99 anos, baixando a marca para os 22 segundos e qualquer coisa. Já o Oranginalidade, noticia em primeira mão que a equipa médica responsável pelo Serviço de Urgência do Hospital de Kawasaky-Honda aponta para que daqui a umas 3 semanas se tenha conseguido estabilizar minimamente o ritmo cardíaco do recordista e, quem sabe até, fazê-lo mesmo sair do estado de coma.

Nos últimos tempos foram batidos mais alguns recordes, embora não tão noticiados, mas que o Oranginalidade vos traz, com muito orgulho:

- Elevação do Comprimido para atletas entre os 90 e 94 anos: o queniano Tarica Laroupa (emigrante na Suécia, senão como é que chegava a esta idade?) conseguiu a magnífica marca mundial de 28 segundos para levar o comprimido da embalagem à boca.

- Lançamento da Placa para atletas entre os 80 e 84 anos: o palestiniano (mais habituado a lançamento de objectos) Yasser Barazin conseguiu projectar a sua placa dentária a uns magníficos 3 metros de distância. Instado a comentar a sua vitória, Yasser estava sem palavras, pois apenas lhe saiu "Hmmmm, hmm hmm, pfffff, hmm, pffff" (entenda-se... sons guturais).

E uma prova não para idosos, mas um grande desafio:

- Conseguir andar na Linha de Sintra sem ser gamado por um bando de ladrões! Sabe-se que este recorde foi batido na última semana, uma vez que o primo da tia do avô do vizinho do canalizador da mãe do dentista de um senhor que eu conheço, terá, ao que tudo indica, conseguido chegar à estação de Mem-Martins sem ser assaltado. Claro que a 100m da estação foi expoliado de todos os seus valores, mas segundo o Colégio de Comissários, uma avaliação cuidada dos regulamentos mostra que já não conta para a prova.

sábado, junho 18, 2005

Ar Descondicionado



Longe vão os tempos das janelas abertas para gerar "aquela corrente de ar, um fresquinho...".

As próprias ventoínhas roçam já o limite do electrodoméstico obsoleto.

Bom bom é o ar condicionado. Um tipo gasta uma pipa de massa. Sim, porque a ventoínha pode ser muito pouco funcional, mas é muito muito muito mais barata. E depois de gastar a pipa (de massa, não de vinho) delicia-se a olhar pela janela, a ver os trauseuntes a "bufar" de desespero com o tórrido clima que de vez em quando se lembra de assolar o nosso país.

Ora que, numa bela lição de humildade e anti-gabarolice, o dito aparelho (apesar de ter custado uma pipa de massa) lembra-se de funcionar ainda pior que uma ventoínha, que é como quem diz, nem sequer trabalha.

Conclusão da história: este vosso amigo passou um delicioso Sábado a torrar em casa, e (sinal dos tempos e de achar que nunca o ar condicionado se iria avariar... é que custa uma pipa de massa) nem sequer uma ventoínha se encontra por estes lados. Ou seja... de repente até pareço sentir os olhos dos mesmos trauseuntes, agora eles no deleite de me observar a "bufar" de desespero, enquanto tento tornar funcional o esquema medieval da janelinha aberta, "para correr um fresquinho"...

sexta-feira, junho 17, 2005

Excuse me...



Hora de ponta, pressa em chegar ao sítio X, a vida na cidade é assim, há que ir a correr de X para Y e acelerar ainda mais no regresso de Y para X. Metro... gente e mais gente. Quase ninguém se consegue mexer, quais sardinhas em lata. Para quando seis carruagens na linha vermelha. Fosse isso o mais grave...

O verdadeiro problema está nas belas das escadas rolantes. Num sítio civilizado seriam os melhores auxiliares de percurso. Mas isto é Portugal... o conceito do "quem quer ir parado encosta-se a um lado, deixando o outro livre para quem quer acelerar" aqui não existe. E então somos remetidos para uma de duas hipóteses: ou vamos com a carneirada paradíssimos ou lá temos de fazer um esforço ainda mais suplementar para subir a alta velocidade as escadas normais.

Seria assim tão difícil pensar nisto?

quarta-feira, junho 15, 2005

Chain

E num passe de mágica, o Oranginalidade foi invadido por uma corrente cinéfila, quem nos "acorrentou" foram as pecadoras.

1. Qual o último filme que viste no cinema? Sin City... E se não sabiam, seus malvados, é porque não vêm cá com frequência. Ver comentários 3 posts abaixo.

2. Qual a tua sessão preferida? Indiscutivelmente... a primeira. Aquela do meio-dia e pouco, que às vezes até é das onze e tal. Porquê? Porque eu adoro salas vazias ou quase vazias e é nessa sessão que tenho mais descanso. Sozinho ou acompanhado, não há outra sessão como essa para me livrar dos "bronquíticos" que passam o filme a rir, dizer piadinhas, atirar pipocas... enfim, geralmente a selva chega nas sessões mais tardias.

3. Qual o primeiro filme que te fascinou? Provavelmente o Dumbo... uma vez que foi o primeiro que fui ver ao cinema.

4. Para que filme gostarias de ser transportado? Hmmm, tricky question... gostava de ir para tantos. Mas podia ser para o universo Star Wars ou Lord of the Rings, desde que fosse poderosíssimo :) Senão estava tramado e faziam-me a folha num instante, embora eu tenha um treino de combate fantástico, que é andar de Metro em Lisboa à hora de ponta. Também adorava ser transportado para o Tudo Bons Rapazes, capice?

5. E, já agora, qual a personagem de filme terias gostado de conhecer um dia? O Master Yoda podia dar-me uns conselhos, mas é verde, vai na volta é do Sporting... a personagem que eu teria gostado de conhecer um dia era o Forrest Gump, sem dúvida alguma!

6. Que actor(actriz)/produtor(a)/realizador(a)/argumentista gostarias de convidar para jantar? Epá... tanta coisa. Convidava o Allan Ball (argumentista, entre outras coisas, do American Beauty), o Woody Allen (não vinha, com as suas manias), o Oliver Stone (nem que fosse para falar dos livros dele, que são bem giros) e... ainda podia vir o Robert de Niro, trazendo o Al Pacino, só para eu lhes prestar vassalagem.

7. A quem vais passar o testemunho? Vou passar o testemunho... à Gotinha, ao Desencantos e ao Louca-mente.

terça-feira, junho 14, 2005

Ajudem a gatinha sem nome

É uma gatinha feliz, nascida a 25 de Abril e recém-integrada no seio de um agregado familiar de mais três elementos da mesma espécie.
Gosta de saltar, miar muito, mostrar os seus enormes dentes, comer comida de gato adulto e brincar com um rato cor-de-laranja trazido, com amor, do Canadá. Também é fã de sestas preguiçosas debaixo do sofá.

Ora bem, depois de apresentada a criatura, exponho o problema: a gata cresce, cresce, está cada vez maior e mais barriguda e ainda não tem nome!

Faço então um apelo aos leitores do Oranginalidade para que inventem um nome original (como não podia deixar de ser) e me ajudem a baptizá-la.

Está aberto o concurso. Participem!

segunda-feira, junho 13, 2005

Santos Populares



“Lá vai Lisboa
Com a saia cor do mar
E todo o bairro é um noivo
Que com ela vai casar.

Lá vai Lisboa
Com seu arquinho e balão
Com cantiguinhas na boca
E amor no coração.”


Houve cantigas populares como esta, música mais brejeira (ponho o carro, tiro o carro à hora que eu quiser…), a variante brasileira das marchas com Netinho e a sua amiga Mila (moça afoita que desfrutou de mil e uma noites de amor com o cantor), ritmos de discoteca e outras melodias…
Houve confusão: muita gente, pouco espaço. Mais confusão: muita sangria, poucas casas-de-banho.
E a comida? Ah, sim… O jantar animado numa esplanada improvisada nas escadinhas de São Miguel. O pão, o chouriço, o caldo verde a 3 euros, a febra com sabor a sardinha e a sardinha com sabor… a sardinha! O empregado de mesa era um miúdo com cerca de 5 anos, mas nos Santos não se leva a mal (é como no Carnaval) e não há exploração do trabalho infantil para ninguém.

Depois, a cada esquina, os encontros com amigos e conhecidos, mais música, mais comida e mais festa!
No final, o regresso a casa e a recordação de uma noite divertida. Eu trouxe ainda um manjerico muito bonito e verdinho com uma quadra popular:

“Põe-te à janela e verás
Um beijo a correr na rua
Na noite de Santo António
Da minha boca para a tua.”

Para os que não acreditavam… sou uma rapariga do povo!

Sin City



A dúvida que eu colocava a mim próprio: como é que vou sobreviver em 2005 sem estrear um novo episódio de Kill Bill? Tive a resposta pela mão de Robert Rodriguez, Frank Miller, e do realizador convidado Quentin Tarantino (pois claro está, tinha de aparecer...).

Sin City não é um filme, é uma ode ao cinema, ao argumento, à fotografia, à criatividade. O ritmo do filme é impressionante, saímos do filme quase cansados, tal é a densidade da história e a riqueza das imagens.

Os elementos essenciais sobressaem do preto e branco que domina no filme, o elenco é simplesmente fabuloso (o que às vezes é mau, mas desta vez não é de todo o caso). Os pormenores são tão impressionantes como os pormaiores. Não quero avançar mais, para não vos tirar o prazer do melhor filme do ano até agora.

Percebe-se porque é que pérolas como esta raramente chegam aos Óscares, não são filmes de massa... muitos vão sair de lá a detestar o filme, principalmente pela sua violência contínua e a roçar os limites do brutal. Quanto a mim... aprovadíssimo!

domingo, junho 12, 2005

Porque é que as modas parvas pegam?



Vamos lá tirar uma coisa a limpo: quando foi dito que segundo o novo Código da Estrada era obrigatório ter um colete reflector no automóvel, para usar aquando da necessidade de sair da viatura em plena via por algum motivo, alguém disse às pessoas que a porcaria da camisa "pirilâmpica" tinha de ser estupidamente adaptada ao banco do condutor?

É que parece-me que deve ter havido alguma falha de comunicação no trajecto lei-cidadão, já que parece muito bem a meio mundo português fazer esta adaptação. E eu bem tento compreender... mas se... 1) não está na lei; 2) é foleiro; 3) mais que foleiro, é de parolo... porque é que as pessoas o continuam a fazer?

Qualquer dia as construtoras automóveis e os stands ainda se aproveitam da ideia, e começam a vender carros com coletes reflectores já embutidos no banco do condutor e, quem sabe, até mesmo no do pendura. Parece que já estou a ver o vendedor a dizer que "neste modelo vem como oferta um fantástico colete reflector já agarrado ao seu banco, em modelo hawaiano, lindíssimo para uma situação de emergência junto da praia, e que diverte os outros envolvidos no acidente, mesmo que este aconteça longe de uma estância balnear".

Ele há cada uma...

P.S.: Ideia original da crítica foi do meu amigo RS, a qual eu corroborei.
P.S.2: Já eu, tenho a clara convicção de que os portugueses fazem isto porque têm todos o sonho de um dia vir a ser um steward num estádio de futebol, e convém sempre ter o mágico utensílio à mão de semear.

sábado, junho 11, 2005

Carcavelos Power


Imagem do DN

Num país de incredulidades, deve ter sido esse o sentimento das centenas de pessoas que ontem por volta da uma da tarde se encontravam no areal de Carcavelos. De repente, todos passámos a compreender os sucessivos avisos para não permanecer na praia entre as 12h30 e as 16h00...

Numa jogada incrível, 500 jovens de duvidosa reputação (viva o politicamente correcto)...(bah!) 500 malandros (é mais isso) invadiram a praia de Carcavelos roubando tudo o que estava ao seu alcance e gerando o pânico entre novos, velhos, homens, mulheres, o José Castelo Branco, o Rei da Suazilândia, o Cônsul das Ilhas Feroé (devia lá estar tudo, que aquilo estava a abarrotar), e muitos mais.

Num momento cultural, o Oranginalidade alerta os seus leitores para a explicação necessária para alguns de que o termo "arrastão", que a Comunicação Social tanto apreciou, foi adoptado do nome dado a crime semelhante pelos nossos irmãos brasileiros, mas que tem a sua origem na pesca de arrastão, feita frequentemente junto da costa, com grandes redes, que apanham praticamente tudo o que dá para apanhar quando são elevadas, arrastando o que se encontra nas redondezas. Daí a analogia.

Num momento humorístico, não do Oranginalidade, mas sim dos responsáveis governativos e da polícia, estes últimos afirmam estar convictos de que os 500 jovens não programaram nem organizaram este crime. Depois de intensa investigação (foi mais para parar de rir disto que eles disseram) descobrimos que esta informação faz todo o sentido, como passamos a explicar...

O larápio comum de praia terá chegado ontem a Carcavelos para o seu gamança do costume, por volta da uma da tarde. De repente apercebe-se que mais 499 larápios do seu tipo escolheram aquele dia e aquela mesma praia, para exercer a sua actividade menos lícita. E pronto... de repente, com medo de que o trabalho não rendesse, desata a correr para apanhar o que der, no que é seguido pelos outros todos. É, deve ter sido isso que aconteceu...

Mistery solved

E o local que eu vos apresentava... e que ninguém adivinhou :)... dá pelo nome de Fraga da Pena. Já o conheço aí há uns bons dez anos e é um local simplesmente paradisíaco.

Como lá chegar, perguntam vocês? A partir de Coja (local ao qual podem aceder por exemplo por Arganil, que é também bem bonito) sigam a estrada para Benfeita. Um pouco antes de Benfeita, num cotovelo da estrada, têm um larguinho para parar o carro e depois de alguns saudáveis metros percorridos a pé, têm um encontro com a natureza no seu melhor, neste magnífico complexo de quedas de água, quedando umas atrás das outras.

Assim, antes de gastarem uma pipa de massa e ir para a Costa Rica a correr, lembrem-se que o Portugal profundo (mesmo assim são apenas 2 horas e meia de estrada a partir de Lisboa, por exemplo) tem muito, mesmo muito para oferecer! E que ao conhecermos bem os nossos pequenos grandes tesouros conseguimos ser mais Portugal e sentimos ainda mais o orgulho de ser português! :)

Façam ainda um favor a vocês próprios e não voltem para trás depois de visitar a Fraga da Pena. Mesmo sem jipe (como é o meu caso, mas para quem o tem, aconselho que leve) sigam a estrada de terra batida (é mais do género... pedra batida, bem batida, coitadinho do meu "pópó") que segue através de Benfeita para atravessar a Mata da Margaraça e a Serra do Açor em direcção ao Piodão. O Piodão, apesar de lindo, está já algo "turistizado", mas a Mata e a Serra, garanto-vos... ficarão viciados! A Mata tem, inclusive, fauna e flora única no nosso país e representativa da existente em tudo o Norte e Centro de Portugal antes das mudanças registadas pela acção do Homem.

Vão lá! Divirtam-se!

terça-feira, junho 07, 2005

sábado, junho 04, 2005

Bicho-da-seda: o preâmbulo do Tamagotxi



Pois é... já lá diz o ditado: "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". Eu, enquanto jovem na transição de século tive a sorte de passar pela fase naturalista e pela fase tecnológica da nossa juventude. Os da minha geração podem também dizer o mesmo, acredito eu.

Daí o título do meu post. Os nossos pais teriam por máxima diversão a possibilidade de ter um bicho-da-seda, a infindável tarefa de arranjar folhas de amoreira para o animal, e depois o prazer de o ver todo pimpão a dar dentadas nas mesmas, ao mesmo tempo que engordava que nem um texugo. A caixa dos sapatos, esse mítico habitat do bicho-da-seda, polvilhava de maravilha os olhos sedentos de natureza da criança. Lá está... ainda chegou à minha geração, sendo que agora os lagartóides já se passeavam por caixas Nike ou Adidas, contrariamente às Armando Silva ou Jorge Lopes de outrora.

E de repente, nós, recebemos com grande alegria a notícia de que num pequeno instrumento amarelo e meio oval, chegava uma nova brincadeira, o Tamagotxi. Por cerca de 4 contos, ali estava um monstrinho q nascia, crescia, se alegrava, se chateava, pedia para brincar, comia, defecava, tudo num ecrã de poucos pixels. E nem precisava de uma caixa dos sapatos, só de pilha!

E pronto, assim se fez a transição, no futuro a criançada já nem deve fazer a mínima ideia do que é um bicho-da-seda, sinais dos tempos...