sexta-feira, outubro 21, 2005

Quem? Mas quem?



Os irmãos AM e MM fizeram uma pergunta que tem direito a um post. Quem será o senhor que inventa as frases aleatórias que depois são colocadas com letras fixes nas t-shirts da Pull and Bear?

Frases aleatórias porque a maior parte delas não fazem sentido e têm caído do céu expressões como "Snow Nevada", "Spring Ohio" ou "Truck Driver". Não tem de fazer sentido, basta serem letras fixes e coloridas e dizer qualquer coisa... que segue.

Pensa-se até que se escrevessem nas t-shirts "Registo Nacional de Dadores de Medula" ou "Bombeiros Voluntários de Penha Garcia" o pessoal achava muito à frente na mesma, desde que estas aparecessem bem brilhantes e jovens.

Enfim, mistérios que o próprio mistério desconhece...

domingo, outubro 16, 2005

A hipérbole dos tempos e o sucesso de vendas inesperado



O fim de semana trouxe consigo muita notícia futebolística, mas acho que há três aspectos essenciais a salientar, que são talvez o mais importante de toda a notícia.

A hipérbole - José Peseiro é um tipo muito odiado. Ninguém gosta de José Peseiro. O treinador leonino terá mesmo confessado a amigos íntimos que se sente "quase tão odiado como o Carrilho", o que mostra a tristeza que preenche a sua alma por estes dias. O "Prémio Hipérbole" vai para os adeptos leoninos, que deixaram em casa os antigos e tradicionais lenços brancos, para mostrar fraldas brancas e gigantes lençóis brancos a José Peseiro. Parece que lhe querem mesmo fazer a cama...

O sucesso de vendas - Luís Filipe Vieira terá conseguido vender um número considerável de KITs de sócio do Benfica no último Sábado no Estádio do Dragão. Ainda para mais vendeu estes KITs a adeptos portistas. Só assim decifrámos a afirmação de Co Adriaanse "Só vi adeptos do Benfica a acenarem lenços brancos da bancada". Pois é, e tens sorte Adriaanse, não serem lençóis. Não sei se já alguém pensou nisso, mas o nome deste homem mostra que ele é apenas co-adriaanse, ou seja... enquanto não chegar o resto do adriaanse, não sei onde poderá chegar o Porto. O "Prémio Nostalgia" vai esta semana para Bruno Alves, que nos lembrou o nosso querido e malogrado Tarzan Taborda.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Piratices!

Esta é a minha história de pirata, e a vossa? Site descoberto por sugestão do meu amigo TNG!



My pirate name is:


Captain John Kidd





Even though there's no legal rank on a pirate ship, everyone recognizes you're the one in charge. Even though you're not always the traditional swaggering gallant, your steadiness and planning make you a fine, reliable pirate. Arr!

Get your own pirate name from fidius.org.

domingo, outubro 02, 2005

Alcobaça, o "melting pot"



Testemunhas oculares (e uma ou outra testemunha oculista, um senhor muito simpático que trabalha na Optivisão das Caldas...) juram ter ouvido Dom Pedro e Dona Inês a dar algumas voltas no túmulo, no interior do belo Mosteiro de Alcobaça. Ninguém conseguiu fundamentar devidamente este fenómeno, mas pensa-se estar relacionado com as palavras do candidato (e penso que actual presidente da autarquia) à Câmara Municipal de Alcobaça.

Este candidato fez um discurso empolgado, para uma multidão, à qual revelou que o Mosteiro é visitado por gente de todo o mundo, de todas as nacionalidades, desde chineses a japoneses, franceses, espanhóis, italianos, tuvalianos, guatemaltecos, kiwianos, gronelandeses (os últimos quatro ele não disse, fui mesmo eu que inventei), americanos ou mesmo talibãs.

Se todos os outros não me chateia que apareçam no discurso usados como propaganda barata, já os talibãs me causam aqui um ligeiro prurido. É que o candidato devia ter-se informado do que os talibãs fizeram aos Budas afegãos gigantes, que eram património mundial da UNESCO e foram pulverizados com bazucas... para depois se lembrar que talvez não seja a melhor promoção de um monumento admitir que lá entram talibãs. Bem, se calhar até é, e começou tudo em casa após o discurso "Ó Maria, temos de ir a Alcobaça antes que aquilo vá pelos ares".

A chico-espertice e o desflorar do cofre



Os concursos de televisão sofreram uma notável evolução nas últimas décadas. Não sendo eu um testemunho vivo dos anos 60 ou 70, apenas posso falar do que me lembro dos finais dos 80 e 90's. Por então, os concursos não eram mais do que uma mina de ouro para uma dúzia de "money-makers", também conhecidos por enciclopédias com pernas, que até suavam de tanta sofreguidão para derrotar as pobres presas que com eles figuravam em concursos como a "Roda da Sorte" ou a "Casa Cheia".

Hoje em dia a evolução verificou-se para dois níveis divergentes. Concursos como o "Preço Certo" ou semelhantes, que servem para trazer ao estrelato o português médio, geralmente médio-baixo, ao mesmo tempo que lhe oferecem uma batedeira de ovos, um frigorífico, um carro sul-coreano ou aquela magnífica viagem a Varadero com que a Tia Juselinda de Arraiais de Baixo sempre sonhou.

Há depois o outro segmento, estreado com o "Quem quer ser Milionário" e os que se seguiram, em que se procura explorar um segmento um pouco mais informado da população, ao invés dos gladiadores da sorte pura e dura. No mais recente episódio deste capítulo, o "Cofre" enche as noites da TV estatal, e é até bem interessante e mais difícil que alguns dos anteriores, dada a ausência do sistema de escolha múltipla. A resposta terá assim de ser dada sempre por recordação e não por reconhecimento. Mas no meio de um bom formato, aparecem os negociadores, que não tiveram a sorte de ser concorrentes e que tentam ganhar o máximo de patacos, respondendo ao que o concorrente não sabe. Mas, se no caso do concorrente não condeno que diga respostas disparatadas porque pode ser que acerte nalguma, já condeno que os negociadores se prestem a roubar tempo ao concorrente para depois lhes pseudo vender uma resposta ridícula.

Assim, alguém avise os negociadores que uma resposta ao lado está bem, ninguém sabe tudo nem chega perto disso. Agora dizerem ao concorrente que o Rio Colorado faz fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, que Lourenço Marques era o antigo nome de Lisboa ou que a Sibéria é uma região do Chile... bem, por 40 ou 50 Euros, mais vale ser ligeiramente ponderado e dizer que não se sabe, right?