terça-feira, setembro 21, 2004

Setôr...

Como o tempo voa... Já lá vão três anos sem utilizar o "escolarês" "setôr"...

Mudam os lentes, muda a sua designação, agora são todos "professores". Nem ninguém se atreveria em ambiente universitário a chamar alguém de "setôr". Devia dar logo direito a processo disciplinar.

E realmente "setôr" é, admitamos, transmissor de alguma calanzice. Não considero ofensivo, mas não nos teria custado ter tratado os nossos professores por uma designação idêntica à universitária.

Até porque professores como o Professor Fróis de Psicologia ou a Professora Célia de Português têm muito maior dinâmica de ensino que alguns dos pseudomestres universitários.

Ainda bem que ao menos os "setôres" são bem tratados pelo Ministério que neles manda... pelo menos noutros países...

sábado, setembro 11, 2004

Há três anos atrás acordei em Bellows. As palmeiras deixavam entrever o sol que nascia quente e forte. O cheiro das águas do Pacífico invadia a minha cabana. Levantei-me e saí para jogar uma partida de ténis com o meu pai. Ao fim de uma hora e de levar uma tareia do meu querido "veterano" cheguei à cabana e a minha mãe estava cá fora com um ar estranho. Disse-nos só: "Eu desliguei a televisão, parece que caiu um avião não sei onde, estão todos os canais a dar, desliguei logo".

Liguei o aparelho para ver o que se passava e fui confrontado com isto...


Image from CNN

A minha reacção foi sair da cabana a chorar de raiva e desatar a correr para a praia a perguntar "Porquê? Mas porquê?" e a imaginar-me envolvido numa nova guerra mundial.

Por ironia do destino, Bellows está situada na ilha de Oahu, Hawaii, e foi precisamente o primeiro sítio da ilha a ser atacado no ataque a Pearl Harbor. Não muito longe da minha cabana estava uma estátua a um morto atingido pelos aviões japoneses. Ali estava eu no local do maior ataque em solo americano até então...

Vivi esse dia e os dias seguintes no país onde o ataque aconteceu. Apesar de estar mais longe de NY do que se estivesse em Lisboa... vi mais de perto a apreensão das pessoas, tive de passar por checkpoints militares e vi os níveis de alerta serem elevados para o seu máximo.

O ataque a Nova Iorque atingiu-me profundamente. Tenho uma relação muito especial com a cidade e, recentemente, ao falar com amigos americanos apercebi-me que conheço muito mais a cidade e reconheço-me muito mais nela do que 99,9999999% do povo americano. Que se sentiu mesmo assim muito atingido pelos ataques.

Para quem não o viu, recomendo que vejam o filme "25th Hour" de Spike Lee, que é na minha opinião o melhor filme de 2003 e que tem, novamente na minha opinião, um dos melhores diálogos (na verdade um monólogo esquizofrénico) da história do cinema, onde as vivências e realidades de Nova Iorque são todas analisadas por Edward Norton frente a um espelho.

Como esta minha dissertação já vai longa, resta-me dizer que a minha NY será sempre a minha NY, minha segunda (às vezes primeira) cidade e que o skyline de Dowtown Manhattan será sempre assim...



Pelo menos no meu coração e na minha memória!!!

quarta-feira, setembro 08, 2004

Oranginalidade "5 horas e meia da tarde"



Depois do "SIC 10 Horas", a Dra. Rabeca Queijo Gouda aceitou gentilmente conceder uma entrevista ao programa "Oranginalidade 5 Horas e meia da tarde".

Oranginalidade - Boa tarde Dra., ouvimos dizer que hoje nos vem dar mais alguns conselhos de saúde.
Rabeca - É verrdade, eu venho cá elucidarr os homens e mulherres porrtuguesas.
O - E que novidades são essas?
R - Então, venho avisarr os porrtugueses que se tomarrem uma caixa de Xanax inteirra ficam com uma ganda moca.
O - Ah, e mais algum conselho?
R - Sim, sim, também querria dizerre que se tomarrem dois frrascos de Prrozac ficam a verre coisas boas e que se engolirrem de uma vez toda trrês caixas de Inderral o vosso corração parra.
O - Pois, tá certo, mas olhe... isso é seguro?
R - Com cerrteza, com cerrteza, mas pelo sim pelo não... tomem essas coisas perrto de um hospital, não vá o Diabo tecê-las, esse malandrro!

sexta-feira, setembro 03, 2004

Os barcos que se aproximam

Não querendo entrar na polémica levantada com a presença de um barco holândes próximo da costa portuguesa, o Oranginalidade teve acesso (um exclusivo!) a informações precisas de mais alguns barcos que se aproximam do nosso país, passando a ser citados:

- O Barco da Ganza (proveniente da Jamaica)
- O Barco da Pena de Morte (proveniente dos Estados Unidos)
- O Barco da Coca (proveniente da Colômbia)
- O Barco da Tortura (proveniente da Coreia do Norte)

Estão previstas várias manifestações nas ruas das nossas cidades, visto que as actividades praticadas nesses barcos são proibidas no nosso país e há muita gente que se acha no direito de optar por elas. Falámos com alguns desses futuros manifestantes e descobrimos cartazes como "Eu também quero a injecção letal", "Tenho direito a levar com a moca de pregos" e ainda "E a Coca-Cola é feita de quê?".