terça-feira, janeiro 20, 2004

O poder de fazer rir



Há coisas que quase qualquer pessoa faz facilmente. Seja isso andar, falar, ver televisão, praticar um desporto, ou outras coisas que tais. Mas fazer rir alguém é uma coisa já mais delicada. Julgo que grande parte da dificuldade está na correspondência dos sentidos de humor. O indivíduo A pode ter umas piadas magníficas para outros A's, mas às quais o indivíduo B é imune, sendo que este tem as suas próprias saídas quando com os outros B's.

Logo, os poucos que conseguem conciliar as suas saídas humorísticas com um público vasto, merecem, ou deviam merecer, de todos nós, um aplauso merecido e... até mais do que isso... uma gargalhada bem dada. Porque afinal, estas figuras conseguem atingir um patamar que muitos ambicionaram e não conseguiram. E têm um poder imesurável. Imagine-se se Jerry Seinfeld ou Charlie Chaplin exibissem um dos seus números nas praias da Normandia no dia do Desembarque.

Decerto veríamos as tropas de ambos os lados a parar, para ver atentamente o espectáculo, e talvez ao fim de umas horas os víssemos a partilhar as Bud-Weissers de uns com as salsichas Türinger dos outros. E alegremente se teria terminado uma guerra, com menos mortes do que as que resultaram. E não digam que isso é impossível! Ninguém sequer tentou fazê-lo... E não se podem afirmar impossiblidades de coisas que não se tentaram!

Homenagem a Kramer, não contra Kramer, mas contra o "nazi" das sopas!

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