sábado, maio 28, 2011

o contínuo descontínuo

hoje li que uma sonda espacial a vários milhares (seriam milhões? ou mais?) de anos-luz da terra foi atingida por uma descarga de positrões emitida por uma tempestade eléctrica (vulgo mega-trovoada) a decorrer nesse momento na namíbia.

isso fez-me pensar uma vez mais sobre o valor das moléculas que a todos nos formam. agora acredito ainda mais piamente que quando espirro estou a emitir vibrações para andrómeda. que quando salto no ar estou a desviar a ionosfera o suficiente para fazer com que aquele meteorito não caísse no meio de oklahoma, mas sim num campo de milho ali perto.

depois vejo as tuas moléculas. tão juntas e alinhadas que me parece impossível que uma explosão de uma bilha de gás em plutão as mova do sítio. pergunto-me se os seres imperfeitamente perfeitos conseguem quebrar este contínuo de matéria e ser imunes ao que quer que seja que os envolva (vou ser multado pela emel da língua portuguesa por usar demasiados 'q's nesta frase). no fundo, provavelmente, quando a matéria de alguém assim for reciclada, vai ser vendida como conjunto de átomos de primeira qualidade, figurando nas prateleiras de uma qualquer loja gourmet de derivados de azoto. ao mesmo tempo, a de muitos outros, será desviada por tempestadas eléctricas ou condenada a um rateio ao desbarato numa qualquer margem de um qualquer rio de um qualquer mundo.

1 comentário:

Butterfly... disse...

Se não tivesses nascido, tinhas de ser inventado... ;)
Só tu... ;)

Besos...