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Mensagens

Natal

Bastante tempo depois do último post (acho que pela demora nesta quadra acabaram de descobrir que sou eu o verdadeiro Pai Natal), aqui venho no final do dia de Natal / início do dia seguinte, para partilhar com os meus caros leitores algo que me inquieta o espírito. A inquietação vem de há uma semana e meia atrás, quando vi um dos 583 programas televisivos de Natal passados no hospital. Este passava-se na Estefânia, dirigido à criançada. O que me preocupou foi ter ouvido serem cantados para crianças doentes temas como: "Matas-me com o teu olhar", "Morri na praia" ou "Morro de amor por ti". Ai esta sensibilidade da pimbalhada, ai ai...

Falta de chá

Estava hoje a lembrar-me se haveria na Pérsia alguma terra com o nome de Menta ou Camomila. É que nesse caso o Xá da Pérsia seria também obrigatoriamente Xá de Menta e Xá de Camomila. Se pensam que as duas frases anteriores são tradutoras de senilidade em estado avançado... é melhor nem contar que mais uma mão cheia de piadas más estavam na manga, como por exemplo falar-vos da emigração de Xás da Pérsia: - O Xá Vimbi, que andava por Angola e já não anda. - O Xá Pinto, que ainda joga no Sporting. - O Xá Ra Picasso, esse monovolume dos nossos dias. - O Xá Vedefendas, que é muito útil para a bricolage. - O Xá Dam Hussein (bem, esta é quase verdade geograficamente...) - O Xá Lá lá lá lá, xá lá lá in the evening dos Vengaboys. - O Xá mpô de pêssego da Garnier. Uff, felizmente não partilhei nenhuma dessas.

Wake up little Susie

A Susie até pode acordar, como a mandavam fazer os Everly Brothers, mas apenas lhe recomendo que não vá de metro para lado nenhum. Pelo menos no de Lisboa. É que ainda esta manhã fui gozado pelos convenientes "problemas técnicos" e pelo caos que isso gera quase diariamente neste péssimo serviço de transporte. E ainda bem que escrevo este post algumas horas depois, quando a ira já assentou e se recolheu de novo ao interior dos poros de onde transpirou de manhã. E depois ainda recomendam que se ande de transportes públicos... Grumpf!

Elizabethtown

Chegou pelas mãos de Cameron Crowe o filme que para mim foi uma das grandes surpresas deste ano cinematográfico. Uma história simples, um elenco simples, uma fantástica fotografia, uma banda sonora excelente, tudo combinado com quantidades q.b. de comédia, drama, sensualidade, conservadorismo, vanguardismo, alegria, tristeza, tipicamente à american movie. Para não falar das fantásticas paisagens do Kentucky (que afinal não tem só Fried Chicken) e de alguns dos estados envolventes. Pelo meio Orlando Bloom e Kirsten Dunst surpreendem, com papéis bem mais densos que em filmes em anteriores (se bem que o "Legolas" tem a sorte de figurar nos filmes que retratam o universo LOTR em que eu sou mais do que viciado...). Como alguém que me é muito querido se referiu ao filme: "um filme complexo disfarçado de comédia romântica". Estão retiradas as palavras da minha boca...

A família da Segunda

Todas as manhãs milhares de lisboetas cumprem o ritual do trânsito. Muitos são obrigados a fazê-lo devido aos incapazes transportes públicos, que apesar de reconhecidas melhorias nos últimos anos, continuam a não ser capazes de suportar todo o tráfego de pessoas em torno da capital em hora de ponta. Pelo meio do ritual quase se criam famílias, portugueses típicos para todos os feitios, com carros para todos os tamanhos, desde os camiões que andam de obra para obra ou a distribuir vegetais, à moçoila que acaba de ajeitar o baton em frente ao espelho (quase batendo no da frente), ao pintas que tem de usar o seu "tuningzado" carro para ir para o trabalho que paga os cromados e ailerons, ao velhote que se encaminha para mais uma consulta tentando lembrar-se das queixas que tem e dos medicamentos que toma (numa clara prova de que se anda a esquecer de tomar os da memória), até a mim que tenho de desesperadamente chegar a horas ao Pulido Valente, para mais um dia de enfermidades e,...

Quem? Mas quem?

Os irmãos AM e MM fizeram uma pergunta que tem direito a um post. Quem será o senhor que inventa as frases aleatórias que depois são colocadas com letras fixes nas t-shirts da Pull and Bear? Frases aleatórias porque a maior parte delas não fazem sentido e têm caído do céu expressões como "Snow Nevada", "Spring Ohio" ou "Truck Driver". Não tem de fazer sentido, basta serem letras fixes e coloridas e dizer qualquer coisa... que segue. Pensa-se até que se escrevessem nas t-shirts "Registo Nacional de Dadores de Medula" ou "Bombeiros Voluntários de Penha Garcia" o pessoal achava muito à frente na mesma, desde que estas aparecessem bem brilhantes e jovens. Enfim, mistérios que o próprio mistério desconhece...

A hipérbole dos tempos e o sucesso de vendas inesperado

O fim de semana trouxe consigo muita notícia futebolística, mas acho que há três aspectos essenciais a salientar, que são talvez o mais importante de toda a notícia. A hipérbole - José Peseiro é um tipo muito odiado. Ninguém gosta de José Peseiro. O treinador leonino terá mesmo confessado a amigos íntimos que se sente "quase tão odiado como o Carrilho", o que mostra a tristeza que preenche a sua alma por estes dias. O "Prémio Hipérbole" vai para os adeptos leoninos, que deixaram em casa os antigos e tradicionais lenços brancos, para mostrar fraldas brancas e gigantes lençóis brancos a José Peseiro. Parece que lhe querem mesmo fazer a cama... O sucesso de vendas - Luís Filipe Vieira terá conseguido vender um número considerável de KITs de sócio do Benfica no último Sábado no Estádio do Dragão. Ainda para mais vendeu estes KITs a adeptos portistas. Só assim decifrámos a afirmação de Co Adriaanse "Só vi adeptos do Benfica a acenarem lenços brancos da bancada"...