sexta-feira, novembro 25, 2011

creio que a melhor forma de alguém se encontrar é perdendo-se

detesto a calma.

acho que já bati nesta tecla. mas eu adoro bater em teclas. sejam de macs ou de steinways. por isso não me escandalizo por voltar a bater-lhe.

no fim de um dia de cansaço e de trabalho infindável, nada me sabe melhor do que recolher ao meu caos. perdido entre livros espalhados no sofá, mesa e chão (só nos últimos cinco minutos já pisei o borges e lixei um dedo no palahniuk), com a discolette a entrar-me nos ouvidos patrocinada por uns phones vermelhos conspirativos, olho para os sons da escuridão e o que cheiro é o tumulto da vida.

sinto que podiam estar milhares de seres vivos em plena harmonia autista neste momento. devorar sons é para mim um hobby (sim, o acordo ortográfico que se) que me permite uma espécie de sincronização de fim do dia.

no fundo, não somos todos mais do que iPhones (com um ou outro blackberry teimoso) e adoramos regressar de vez em quando à nossa dock para voltar a ficar com a barra no verde.

e que bem que sabe ficar com a barra no verde...

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