sexta-feira, novembro 25, 2011

seguir os sonhos é no fundo terrivelmente idiossincrático

nunca acreditei em sonhos.

pelo menos não no sentido vulgar que lhes costumam dar. voltei a pensar nisto nos últimos dias, porque me lembraram do livro de interpretação que o freud escreveu sobre os sonhos, com o qual me deleitei ainda jovem (sim, na altura em que não tinha contracturas do trapézio como esta que me atormenta agora). e também voltei a pensar nisso por algumas outras coisas. que têm quase tanta importância para o assunto como o ponto de rebuçado tem para o caramelo.

o sonho não o é. acredito em convicções. acredito em vontades. os sonhos não são mais do que a coragem de realizar essas vontades, de pôr no papel da vida as ideias que fervilham, ali entre uma circunvolução e outra, repousando calmamente em pescoços acéfalos.

quando nos deitamos à noite. melhor, quando adormecemos à noite, desligamos o nosso censor, e os nossos atrevimentos ganham cor, ganham luz e são vendidos no mercado das emoções como sonhos. mas é só um nome bonito para as coisas. inventado apenas pelo homem que inventava palavras, para ter comida na mesa e roupa para os filhos.

os sonhos não são mesmo sonhos. são futuros concretos. que podemos seguir ou não. depende apenas de cada um.

7 comentários:

sofia disse...

Apaga este comment, mas tens uma gralha...*sensor* :)

João P disse...

não é gralha, sofia :) é "censor" de mecanismo de censura :)

Anónimo disse...

Bom. Não podia estar mais de acordo. E já sonhei contigo. E ali pude tudo.

João Pedro Lopes disse...

:)

sofia disse...

De acordo...podiam ser ambas. Sendo assim desculpe :)

João P disse...

Não precisas de pedir desculpa. Muito menos de tratar-me por você ;)

sofia disse...

A primeira preciso. Quanto à segunda, retenho :)