nunca acreditei em sonhos.
pelo menos não no sentido vulgar que lhes costumam dar. voltei a pensar nisto nos últimos dias, porque me lembraram do livro de interpretação que o freud escreveu sobre os sonhos, com o qual me deleitei ainda jovem (sim, na altura em que não tinha contracturas do trapézio como esta que me atormenta agora). e também voltei a pensar nisso por algumas outras coisas. que têm quase tanta importância para o assunto como o ponto de rebuçado tem para o caramelo.
o sonho não o é. acredito em convicções. acredito em vontades. os sonhos não são mais do que a coragem de realizar essas vontades, de pôr no papel da vida as ideias que fervilham, ali entre uma circunvolução e outra, repousando calmamente em pescoços acéfalos.
quando nos deitamos à noite. melhor, quando adormecemos à noite, desligamos o nosso censor, e os nossos atrevimentos ganham cor, ganham luz e são vendidos no mercado das emoções como sonhos. mas é só um nome bonito para as coisas. inventado apenas pelo homem que inventava palavras, para ter comida na mesa e roupa para os filhos.
os sonhos não são mesmo sonhos. são futuros concretos. que podemos seguir ou não. depende apenas de cada um.
7 comentários:
Apaga este comment, mas tens uma gralha...*sensor* :)
não é gralha, sofia :) é "censor" de mecanismo de censura :)
Bom. Não podia estar mais de acordo. E já sonhei contigo. E ali pude tudo.
:)
De acordo...podiam ser ambas. Sendo assim desculpe :)
Não precisas de pedir desculpa. Muito menos de tratar-me por você ;)
A primeira preciso. Quanto à segunda, retenho :)
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