domingo, maio 02, 2004

Mãe



Hoje vou acordar e dizer-te que gosto de ti. Quando os raios de sol entrarem pela janela do teu quarto e te ferirem os olhos habituados à escuridão, tiro o gato gordo do ninho que fez nos teus braços e deito-me no lugar que é meu.
Saberás que a filha rebelde que tens não sou eu. Eu sou ainda a filha que era no começo: débil e dependente de ti.
As minhas palavras de afecto serão sonoras e as palavras amargas dos momentos de insatisfação esbater-se-ão no mimo desta manhã.
Saberás que te amo na hora que eu escolhi. Tocar-nos-emos no instante em que o sol brilha pela primeira vez e da noite nasce a alvorada.

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