terça-feira, abril 20, 2004

Carta



O Oranginalidade orgulha-se de vos comunicar que conseguiu traduzir em exclusivo para vocês uma música tradicional afegã chamada "Carta para Bin Laden". Ao que o Oranginalidade apurou esta música é cantada por um grupo afegão (a barba do seu vocalista não engana quanto à nacionalidade...) que se chama Al-Torhanjaeda. Dizem-me agora aqui do lado... que podem usar a música da "Carta" dos Toranja para cantarem esta letra...

Não falei contigo
com medo que os montes e vales em que te escondes
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça mal ao terrorista que és...

Afegão é o ar
que vais sugando e aceitando
como fruto de Verão
nas cavernas do teu refúgio...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a disparar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que não sou um feiticeiro
Que a tua bola de cristal é feita de plutónio
Nela cabem muitos núcleos
núcleos para fazer puuummm, pum, pum!

Desconfio que ainda não reparaste
que tás a ser procurado
por americanos marados
aos quais te vais escapando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização de explosão
são leis como as da gravidade
cujos limites vais explorando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os cadáveres
com odores marados de carnes corroídas
sempre na mesma posição...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que não sou um feiticeiro
e a tua bola de cristal é feita de plutónio
Nela cabem muitos núcleos
núcleos para fazer puuummm, pum, pum!

Desculpa se não fiz fogo e armas
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos terroristas...
mas não fui eu que assim escolhi.
Desculpa se te usei
como boneco para dar murros
neste mundo cheio de burros
que não te encontra a ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que não sou um feiticeiro...

...nela cabem muitos núcleos
núcleos para fazer puuummm, pum, pum!

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não mataste ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.

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