quarta-feira, abril 21, 2004

Frágil

Um instante para que uma explosão nuclear varra do céu uma estrela… e milhões de anos para que se forme uma nova; segundos para que um tremor de terra destrua uma cidade e anos para que se reconstrua; uma palavra menos agradável, um gesto irreflectido e é quanto basta para abalar uma amizade. Quanto tempo levará a consertá-la? Semanas, dias? Quantas horas para quebrar o silêncio incómodo entre duas pessoas que se compreendiam no silêncio?
Num universo que tende para o caos é tão fácil ceder à desordem… Custa bem mais “arrumar” o mundo, criar laços com as pessoas e manter esse equilíbrio frágil. Desculpa, D., não te ter posto debaixo de uma redoma, não te ter abrigado com um biombo, como um certo príncipe a uma certa rosa…

Sem comentários: