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Sit! Good dog.

Acho que de tantos nomes possíveis para se dar a um cão o nome Dick é o pior que se pode escolher! E como é que me lembrei disto? Num domingo qualquer fui visitar a minha família a uma aldeia do interior (sim, esses parentes afastados… sim, os que não param de dizer como estamos crescidos!) e dou por mim a entrar em casa de pessoas que não conhecia bem mas que insistiam em mostrar-me a intimidade dos seus lares e dos seus quintais… Ora, havia em todos eles (os quintais) um ponto em comum: um cão vadio, maltratado, de pêlo escasso e desordenado, preso à casota por uma trela que lhe dava uma pequena área, correspondente a um semicírculo, para se esticar (acho bem… os animais não prezam nada a liberdade…). Estes cães chamavam-se, invariavelmente, Dick.

E porque não Bobby, Snoppy, Farrusco? Como é que com uma gama tão vasta de nomes – e reparem como os que mencionei são bem menos sugestivos do aparelho genital externo masculino – se escolhe o nome Dick? Não percebo… E coloco outra questão: onde é que estas simples e puras pessoas da província ouviram este nome? Será por ser diminutivo de Richard? Mas onde é que elas conheceram um Richard? Na série Dallas? Cá está a televisão outra vez a corromper as pessoas …
Não interessa. O relevante é que o nome foi bem acolhido e não se sabe como nem porquê. E ninguém me demove da crença de que algures na América profunda deve existir um cão chamado Pilinha

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